ATENÇÃO

ESTE BLOG NÃO É UMA CAMPANHA GENERALIZADA CONTRA TODO O POVO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, MAS CONTRA UMA PARCELA DE CARIOCAS E FLUMINENSES INFLUENTES QUE CONTRIBUEM PARA OS RETROCESSOS QUE ATINGEM O ESTADO NOS ÚLTIMOS 25 ANOS. TEMOS GRANDE RESPEITO E ADMIRAÇÃO AO ESTADO, À SUA MARAVILHOSA CAPITAL E A TODO O POVO CARIOCA E FLUMINENSE, POR ISSO CRIAMOS ESSE BLOG POR NÃO ACEITAR QUE O RIO DECAIA DA MANEIRA QUE ACONTECE NAS ÚLTIMAS DUAS DÉCADAS.

domingo, 21 de agosto de 2016

Para os brasileiros,Olimpíadas começaram e terminaram ontem

Sabe aquela criança que sonha com um videogame da moda, mais arrojado, aquele cheio de recursos e que todo mundo usa e que no fim das contas ganha uma roupa bonita, mas sem graça? A criança fica até alegre, mas meio chocha, com sorriso amarelo. Mas no sábado a coisa mudou. Finalmente a criança ganhou seu videogame. E ficou feliz como nunca.

Troque "roupa bonita" por medalhas em outras modalidades" e "videogame" por "futebol masculino" e entenderão o que aconteceu. Finalmente o povo conseguiu o que realmente queria. O futebol de Neymar levou o seu ouro. O fanatismo de mais de 60 anos pode ser mantido. Voltamos a ser uma pátria da chuteiras!

Os brasileiros de outras modalidades nem precisavam ter ganho medalhas. Eles não interessam ao povo, a não ser para os fãs das respectivas modalidades. O tiro para os que gostam de tiro, natação para os que gostam de natação, corrida para os que gostam de corrida e por aí vai. 

Mas o futebol, é de todos. Para muitos futebol é um dever nacional. Não o futebol feminino. Legal ver mulheres nas arquibancadas. Mas em campo, não é a meta da maioria. Marta e companhia não tem o poder de levantar uma nação. A responsabilidade disso é de um garoto evangélico-farrista, analfabeto, mulherengo, sonso e alegremente arrogante. 

Neymar provou que é o homem maias amado do Brasil, orgulho máximo da nação que não faz questão qualidade de vida e sim de bola na rede. A mesma nação que se prepara para entrar em uma ditadura branda que promete piorar a qualidade de vida dos brasileiros. Mas não importa. Voltamos a ser os "melhores" no futebol, a nossa razão de ser. O resto é detalhe.

Com o ouro inédito, Joao Havelange, o corrupto dirigente que inventou o mito da pátria de chuteiras batizado por Nelson Rodrigues, recebeu a mais honrada homenagem. Havelange deveria ter esperado poucos dias para receber a homenagem ainda vivo. Neymar é a realização dos sonhos do estrangeiro que dirigiu a CBF e a FIFA. 

Graças a isso, o povo retoma o seu fanatismo. O mito foi preservado, mesmo que seja falso. Pelo menos a vitória desta vez foi honesta (a CBF nunca priorizou vitórias em Olimpíadas, por isso não tem o hábito de fraudar, como faz em copas). Honesta, mas não-merecida. Em tempos de caos político, desviar o foco da política é o que deveria ter sido evitado a todo o custo.

Para os brasileiros, as Olimpíadas começaram e terminaram ontem. Mesmo que tenha sido bom conquistar medalhas em outras modalidades, o futebol sempre foi a nossa meta. Um título inédito conquistado por aquele que é o nosso maior vício. Algo que nos faz esquecer de coisas muito mais importantes na vida. A nossa maior zona de conforto.

E essa nossa maior zona de conforto foi finalmente consagrada. Queremos estar nela e dela nunca sairemos. Como na conquista de 70, ganhamos no futebol e perderemos na vida. Mas estamos felizes. Como o ouro no futebol, podem arrancar as carnes de nossos corpos. O futebol sempre foi nossa prioridade. 

Agora poderemos morrer felizes. Mesmo que sejamos torturados em uma câmara escura, por um carrasco fascista.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

New York Times critica biscoitos Globo

O repórter estadunidense David Segal, do New York Times, fez comentários nada generosos sobre a marca de biscoitos Globo.

"Ar transformado em bolacha, em forma de anel", "sem gosto e sem graça, como a culinária carioca", "símbolo perfeito do Rio – uma cidade em que o cenário de restaurantes é 'meh'" (meh, em inglês, é algo como "meia-boca"), foram alguns comentários publicados.

Que a culinária carioca precisa de uma mexida, isso é verdade. Mas os Biscoitos Globo nem são tão ruins assim, muito pelo contrário, são simpáticos biscoitos polvilho, salgados e amanteigados e têm mais de 60 anos de tradição. 

Há coisas boas no Rio de Janeiro, mas temos que convir que os cariocas ainda não produziram um pão de milho como os baianos, brioches grandes ou pães do tamanho dos de hambúrguer, só que feitos com milho. No RJ, os pães de milho são pequenos e caríssimos pães duros, sem maciez, nos quais o panificador está mais preocupado em colocar erva doce em cima, mas cujo resultado fica ruim. E ainda tem marcas de farinha que mais parecem areia comestível.

Que muita coisa no RJ tem que ser duramente criticada, isso é verdade. Mas a imprensa dos EUA foi muito dura com os Biscoitos Globo, que estão até entre as coisas positivas que ainda se tem na região metropolitana da ex-Cidade Maravilhosa.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Incidentes marcam cotidiano do Rio de Janeiro em plena época olímpica

Mais violência acontecendo no Rio de Janeiro durante os últimos dias. Além do aumento de assaltos, furtos e outros incidentes - turistas chegaram a sofrer sequestro-relâmpago feito por traficantes no Lins - , algumas ocorrências revelam que a coisa na ex-Cidade Maravilhosa está séria.

Às 19h30, em Jacarepaguá, um ônibus que transportava jornalistas brasileiros e estrangeiros, da empresa... empresa... Qual é mesmo? Real, Caprichosa, Braso Lisboa, Matias, Acari? Qual mesmo?, foi apedrejado quando passava por Jacarepaguá. Ele ia do Complexo de Deodoro para o Parque Olímpico da Barra e o atentado aconteceu em Curicica. O caso está sob investigação policial.

Na tarde de hoje, um carro da Força Nacional de Segurança, ao entrar por engano na Vila do João, no Complexo da Maré, na Zona Norte, foi atingido por vários tiros disparados por traficantes locais. Três pessoas ocuparam o carro, o capitão Allen Marcos Ferreira, que atua no Acre, levemente ferido por estilhaços, o soldado do Piauí, Rafael Pereira, que não se feriu mas ficou em estado de choque, e o soldado de Roraima, Hélio Andrade, que saiu gravemente ferido.

Hélio foi atingido na cabeça por um tiro, está internado no Hospital Salgado Filho, no Méier, para cirurgia e transfusão de sangue. O paciente foi visitado pelo ministro interino da Justiça, Alexandre de Moraes, que disse que as investigações sobre o crime estão em andamento.

Na manhã de hoje, no Complexo do Alemão, próximo ao da Maré, um intenso tiroteio ocorreu quando policiais faziam troca de turno e foram rendidos por criminosos. A ocorrência repete o tiroteio ocorrido ontem. Os criminosos estão foragidos e a polícia realiza buscas na área. Uma moradora, identificada como Lúcia de Fátima, foi ferida no braço e foi levada para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, também na Zona Norte.

Também na manhã de hoje, um ônibus que passava na altura da Av. Geremário Dantas - que empresa? Real, Redentor, Santa Maria, Tijuquinha, Litoral Rio, Futuro, Barra? - bateu em um carro da Polícia Rodoviária Federal, causando ferimentos em oito pessoas. As vítimas foram internadas no Hospital Lourenço Jorge, na Barra.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Rio de Janeiro lidera ranking de intolerância na internet

Uma das coisas que sempre presenciei, antes mesmo da internet é a intolerância do povo carioca. Metido a certinho por ser a sociedade mais influente do país, o povo carioca gosta de ditar modelos, impor padrões e fazer com que todo mundo seja igual. A diversidade não tem lugar tranquilo no estado da "Cidade Maravilhosa" que atualmente organiza uma Olimpíada.

Uma pequisa sobre intolerância na internet descobriu que a maior volume de postagens intolerantes, de qualquer tipo, vem de computadores do Rio de Janeiro. Eu mesmo pude inúmeras vezes sentir a tradicional intolerância carioca, não apenas na internet mas também em casos de bullying, de racismo e de assédios de todos os tipos.

Majoritariamente elitista (em mentalidade, não em poder econômico), o Rio de Janeiro tem em suas regras sociais a vigilância contra diferenças de pensamento e de estilo de vida e não são raros os casos de pessoas que ficam "pasmas" quando alguém diz uma opinião diferente da maioria ou se recusa a fazer algo que tradicionalmente muitos cariocas fazem.

Sabe-se que no Rio de Janeiro o gosto pelo futebol é regra de etiqueta, cuja "desobediência" é punível com críticas, humilhações e até com a exclusão social. O consumo de bebidas alcoólicas só é liberado por motivos religiosos ou de saúde. O ateísmo e ideias políticas de cunho progressistas são altamente criticadas.

Esses e outros muitos casos mostram que o povo carioca é o que menos aceita as diferenças no Brasil. Carioca é um povo que sonha com uma população homogênea, com a mesma aparência e mesmas convicções, gostos e costumes. E quem quiser ser diferente que se isole, saia do estado ou morra. Infelizmente, tem sido assim, todos os dias, em todos os anos.

sábado, 6 de agosto de 2016

Deu zebra: a abertura foi um sucesso. Mas a vaia a Temer foi ainda melhor.

A abertura da Olimpíada foi uma maravilha, do contrário que se pensava. O fiasco da abertura da Copa não foi repetido. A abertura da Olimpíada seguiu padrões internacionais e teve momentos emocionantes.

Houve a belíssima iluminação do Maracanã, como também a louvável iniciativa de plantar uma floresta em Deodoro e o mais emocionante: a escolha de Vanderlei Cordeiro, o corredor barrado pelo padre irlandês em uma das Olimpíadas passadas, para acender a pira Olímpica, na forma de um sol. Muito bonito!

Mas lindo mesmo foi ver uma estrondosa vaia a Temer, que não foi censurada e foi transmitida para todo o mundo, e a Globo, cúmplice no golpe, teve que transmitir todo o pronunciamento acompanhado das vaias sonoras. Um clássico.

Para vermos que o povo não está a fim de mais uma ditadura! Salve a internet que permitiu que o pensamento diferencial se manifestasse. Bons jogos e FORA TEMER!


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

"Declaro abertos os jogos..."

Hoje começa a supérflua e fatídica Olimpíada do Rio de Janeiro (ou Rio Olimpics, para os gringos). Muita festa, muita competição e turistas decepcionados por não encontrar aquelas maravilhas que viram na propaganda das agências de turismo. A "Cidade Maravilhosa" parece maravilhosa demais nos anúncios de turismo.

A festa de abertura promete ser "do arromba". No pior sentido. Como aperitivo, soubemos que uma das diretoras da abertura classificar o próprio espetáculo que dirigiu como "gambiarra" (armengue, em baianês), por causa do corte de custos. Se a Copa (que é prioritária um país que trata o futebol como obrigação social) teve uma abertura digna de gincana de escolinha furreca do interior, imagine como será a das Olimpíadas, evento que nunca despertou interesse pleno dos brasileiros.

Para se ter uma ideia, no roteiro aparece uma cena no minimo bizonha: a modelo brasileira-mas-que-vive-no-exterior-casada-com-marido-gringo  Gisele Bundchen (que tem sobrenome, cara e jeitão de alemã) é "assaltada" por um pivete, que imediatamente é preso. No final, policia, pivete e Gisele se confraternizam e dançam alegremente. O que é isso, afinal? Mais ridículo, impossível.

E para completar, Michel Temer, o temeroso golpista da Nação (me recuso a chamá-lo de "Presidente"), patrocinado pela mesma Rede Globo que pagará a "gambiarra", está para receber uma imensa vaia do público que sabiamente percebeu que a sua intromissão foi um golpe. Um golpe estimulado pela grande mídia, pago pelas grandes empresas e protegido por juízes corruptos. 

O COB pediu para que abafassem as vaias com música em alto volume, mas a organização, chateada por receber pouca verba para realizar a abertura, avisou que vai permitir a vaia. Aliás, entidades sociais de todo o país usarão as Olimpíadas para uma série de protestos, já que Temer, atendendo a solicitação de forças retrógradas políticas, religiosas e empresariais, vai cortar muitos direitos, com a destruição solene da CLT e a rasgamento de muitas páginas da Constituição Federal. Autoridades prometeram ser duras com os protestos, bem ao gosto de uma ditadura.

Já os esportistas, carneirinhos como sempre, prometem ser duros apenas durante as competições. No pódio prometem chorar bastante (muitos são cruelmente explorados por treinadores e patrocinadores), mas ficarem bem calados diante da oportunidade de manifestar suas orientações políticas. Nenhum deles prometeu usar a Olimpíada para protestar de alguma coisa, seja da crueldade recebida longe dos olhos públicos, seja do governo golpista que se instala.

O que se sabe com certeza é que tudo acabará na mesma. Os jogos, que servirão apenas para distrair as massas desviando as atenções da desgraça que acontece em Brasília e Curitiba, não melhorarão a vida de ninguém, não deixarão "legado" valioso, os lucros do turismo irão para as contas dos mais ricos e se o governo temeroso e golpista permanecer, se prepare que entraremos numa fase de trevas. Uma nova ditadura, só que não-militar, vai se instalar para arrasar com o Brasil, para que possa ser vendido a preço de liquidação às maiores empresas do mundo.

A competição, em que a dignidade é prêmio a ser alcançado, já estará perdida.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Site estrangeiro faz chacota com as Olimpíadas no Rio. E pior: com razão!

O site sobre celebridades Drunken Stepfather, em um artigo que elogia a beleza da ginasta McKayla Maroney (que não vem para as Olimpíadas), fez uma crítica, infelizmente justa, ao que pode ororrer durante os eventos no Rio de Janeiro:

"Os Jogos Olímpicos Rio são engraçados porque são uma miséria, há vírus ZIKA, esgoto na água, superbactérias na água que fazem os atletas ficarem doentes e hospitalizados, há muito crime, os atletas têm sido roubados e sequestrados, a infra-estrutura totalmente péssima em um enorme fracasso... e até a Vila Olímpica esqueceu seus chuveiros malditos nas casas de banho ... que droga ... muito ridículo... e inacreditável."

A fama do Brasil não tem sido muito boa lá fora. Somos um povo burro, ridículo que só pensa em futebol, cerveja, religião e Carnaval. Detestamos intelectualidade e somos incapazes de resolver os simples problemas cotidianos.

Nossa imagem, que já era péssima lá fora acaba de piorar com o golpe político-jurídico-midiático que tirou uma presidente honesta do poder para colocar uma horda de corruptos só porque eles teriam condições plenas de atender os interesses das grandes corporações, apoiada por juízes (alô, Moro!) e a grande mídia (Plim! Plim!) .

Os brasileiros contribuem para que ocorra frequentemente esta chacota. O terceiro povo mais ignorante do mundo parece que quer a medalha de ouro em burrice e se tornar o primeiro lugar nesta competição que decide quem leva mais a humanidade para o retrocesso e para o fundo do poço.


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Atmosfera do Rio de Janeiro é mortal

Se não bastasse todas as promessas de quando a cidade foi eleita para a Olimpíada (eu fui contra a escolha, na época) não estarem sendo cumpridas em sua plenitude, foi noticiado que o ar do Rio de Janeiro, a capital mais poluída do Brasil na atualidade, não somente é ruim como é mortal. Ou seja, respirar no Rio de Janeiro, pode encurtar vidas.

Excesso de veículos, indústrias e um número considerável de fumantes e caminhões de lixo que não são tratados, contribuem muito para a péssima qualidade de ar do Rio, que descumpriu a promessa de deixar o ar nos níveis recomendados pela Organização Mundial da Saúde.

O Rio de Janeiro é campeão em vários tipos de poluição: do ar, das águas e até a sonora. O carioca é um dos povos que menos gosta de ficar em silêncio.

Além da violência, temos outro motivo para encurtar a vida dos cariocas, que apesar de não morrerem cedo, envelhecem rapidamente e com péssima qualidade de vida (leia-se com fortes doenças). Já não estava está fácil viver no Rio de Janeiro. Agora nem respirar é mais!

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Prédio da Vila Olímpica destinado à equipe australiana sofre princípio de incêndio

Segue abaixo a nota publicada no UOL. Vale lembrar que, neste incidente, quem saiu "queimado" foi o prefeito Eduardo Paes, que já não havia tratado bem os australianos por causa de certos comentários, e agora é culpado pela desorganização.

Prédio da Austrália na Vila Olímpica tem princípio de incêndio e é evacuado

O prédio da delegação australiana na Vila Olímpica sofreu um princípio de incêndio nesta sexta-feira (29). O local chegou a ser evacuado e três carros do Corpo de Bombeiros se dirigiram para o edifício.

De acordo com o Comitê Rio-16, caixas de papelão velhas pegaram fogo no subsolo do prédio, o que resultou no acionamento do alarme. A fumaça subiu pelo exaustor e chegou até os andares. A causa do incêndio ainda está sendo apurada.

Os atletas e oficiais foram evacuados do edifício e posteriormente liberados para voltarem ao local. A chefe de missão da Austrália, Kitty Chiller, voltou correndo para o prédio ao saber do incêndio. O incidente não deixou nenhum ferido.

“Evacuamos o prédio há meia hora, mas o incêndio já acabou. Contamos todos os oficiais e atletas e não há feridos”, explicou Mike Tancred, assessor de imprensa da Austrália.

Esse não é o primeiro incidente no prédio em que a Austrália ficará hospedada durante os Jogos Olímpicos. No início da semana, a delegação do país chegou a abandonar o local, afirmando que o edifício possuía diversos problemas, como vazamentos e fios elétricos expostos.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Violências em doses olímpicas no Rio de Janeiro

Arrastão de ladrões roubando e agredindo moradores no bairro do Flamengo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, no caminho entre o Centro e Copacabana.

Tiroteios no Complexo do Alemão, nas manhãs de hoje e ontem, no caminho entre o Aeroporto Tom Jobim (Galeão) e o Centro.

Não bastassem as balas perdidas, acidentes de trânsito, latrocínios e outros crimes que mais parecem um "genocídio a varejo" no Grande Rio, que em boa parte contribui para colocar o Brasil no terceiro lugar em homicídios de jovens no mundo inteiro.

Mas as pessoas andam indiferentes, afinal o Vasco da Gama é líder da Série B do Brasileirão, podendo "dormir" no G-4, enquanto o Flamengo e o Fluminense continuam na Série A, descansando. E se a "galera irada" puder ir para os calçadões de Copacabana se reunirem para contar piada e ver bobagens no WhatsApp, tudo bem.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Vila Olímpica é entregue totalmente precarizada e prefeito solta mais uma asneira

Eduardo Paes é especialista em soltar asneiras. Depois de colocar 50 empresas de ônibus com uma só (feia) farda e dizer que haveria um "ganho estético" no transporte que piorou drasticamente desde então, agora ele vem com mais uma de suas muitas asneiras.

A Vila Olímpica, criada para abrigar os atletas que jogarão nas Olimpíadas e a equipe técnica que os acompanha, foi entregue incompleta, totalmente precária e sem o funcionamento de itens essenciais. A Austrália classificou como inabitável. Olhando não muti longe, a vila lembra bastante os prédios abandonados de Chernobyl, cidade da Ucrânia que foi vitimada pelo acidente nuclear mais famoso da História.

Paes disse, ingenuamente, que quase colocou um canguru para conviver com os atletas, como uma espécie de homenagem. Cara de pau. Representantes da delegação foram diretos: "não queremos cangurus, queremos encanadores".

Várias delegações estão pagando com o próprio bolso o dinheiro para contratar encanadores e pedreiros para dar conta dos problemas nas instalações. Há algumas delas que faltam aparelhos de TV e até rede elétrica. Um caos que só quem esteve na vila sabe como é.

Mais um vexame entre muitos que o Brasil tem que passar por ser metido a querer fazer grades eventos sem ter condições econômicas e intelectuais para isso. Desistir de organizar as Olimpíadas teria sido um caminho mais digno.


sexta-feira, 22 de julho de 2016

Rádio Cidade sairá do ar no fim deste mês

Antes que os roqueiros de boutique ou os sociopatas das mídias sociais fiquem com chiliques, diante da notícia de que a Rádio Cidade irá sair do ar no próximo dia 31, vamos esclarecer que a emissora foi derrubada pelos próprios erros.

A emissora nunca teve uma grade de programas de rock, ou eram programas de besteirol da linha Jovem Pan ou programas de hit-parade temático, como "Anos 80", "músicas ao vivo", "nacionais", "antigas" etc. A rádio não chegava a cobrir sequer o básico da cultura rock e morreu por merecida baixa audiência.

E quem for acusar o fim da rádio a uma campanha negativa, pode esquecer. A emissora era até muito querida e apoiada por nada, por coisa nenhuma, só por causa de um rótulo de "rock" que era só embalagem.

No conteúdo, era apenas uma rádio pop que, mesmo "só tocando rock", tinha mentalidade igualzinha à uma Mix FM, só para citar um exemplo de emissora pop sintonizada no RJ. Só em última hora os locutores foram mudar de estilo, falando mais devagar, pausado e grave, evitando gírias etc. E estavam felizes da vida tocando músicas como "Revolution" do Cult se esquecendo que a banda não produziu somente esta música.

Com dois anos e alguns meses de retomada, a Rádio Cidade não lançou uma nova cena de rock brasileiro, não divulgou bandas alternativas nacionais e internacionais, não lançou bandas de selos independentes, não teve sequer programas de metal ou progressivo. Mas tinha programa sobre futebol (esporte que NADA tem a ver com rock) que, para sobreviver, já estava abrindo para falar de vôlei e UFC.

Muito lerda para fazer ajustes de programação e ainda mais mantendo esse nome bobo e banal chamado "Rádio Cidade". Grande chance o Sistema Rio de Janeiro de Rádio perdeu para criar uma rádio de rock de verdade, com novo nome, trajetória iniciada do zero e uma equipe com envolvimento real na cultura rock.

Com uma equipe de locutores cujo envolvimento com rock se limita à carga horária de trabalho, a Rádio Cidade não soube acompanhar a dinâmica da cultura rock. Daí que ela caiu feio. Não dá mais para chorar o leite derramado, quando se derramou de propósito.

domingo, 17 de julho de 2016

Cariocas estão pegando o gosto pela monocultura

Nos anos 90 falava-se muito em monocultura na Bahia. Era só axé-music e quem quisesse fugir da monocultura teria que sair do estado. Hoje, os baianos voltam a exaltar a diversidade, a sua verdadeira vocação, e recusam a monocultura. Não apenas o Carnaval abriu espaço para outros gêneros e propostas como a própria axé-music deixou de ter aquele plec-plec-plec característico de seu auge, hoje se assemelhando mais a uma disco music requentada.

Enquanto isso, no Rio de Janeiro, os habitantes estão pegando o gosto pela monocultura. Monotonia deixou de significar algo incômodo. Um povo que obriga todos a gostar de uma só modalidade esportiva (o futebol), cujos busólogos ficam felizes em ver mais de 50 empresas de ônibus com uma só pintura, cujas mulheres só conseguem se interessar por branquelos com porte físico de jogadores de vôlei, e cujo maior bloco de carnaval tem "Mono" no nome, só pode ter pegado o gosto pela monotonia. No Rio, ser monótono está na moda.

A monocultura do futebol já é incômoda demais. Ela obriga todos a escolher entre quatro times de futebol como rígida condição sine qua non de sociabilização. Se quem não torce por algum dos quatro times, mesmo gostando de futebol, está frito, imagine quem não curte futebol. Que se isole, que se mate!

Agora outra monocultura está para se instalar na hoje capital da monotonia. A monocultura do "funk", este ritmo tosco, malfeito, metido a ativista, com atitude porca e violenta e que usa o coitadismo como sua tática de marketing, convencendo e comovendo (?!) incautos.

O próprio Rio de Janeiro, em falência declarada oficialmente, tem se consagrado como capital da monotonia, sem opções de lazer e com muitas localidades evidentemente abandonadas. Muitas lojas fecham as portas e nos domingos só se diverte quem tem uma considerável quantidade de amigos para poder criar motivos para se alegrar e se distrair.

Mas sinceramente, vendo o comportamento de muitos cariocas em relação a estagnação da monotonia, dá para perceber que o povo do Rio de Janeiro pegou o gosto pela mesmice. Ser monótono virou algo típico, um item pertencente à cultura e ao cotidiano do povo carioca.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Cariocas pagam caro por ter votado em Eduardo Cunha

O povo carioca, tomado de surto de retrocessos mil, aceitando desde a degradação da música brasileira (sobretudo pelo "funk") até ônibus com pintura padronizada e uma rádio fajuta de rock (a intragável e incompetente Rádio Cidade), está pagando o preço caro de ter votado em candidatos reacionários por causa do modismo do "ódio ao PT".

Não bastasse um atrapalhado Jair Bolsonaro que não sabe fazer mosh (um tipo de salto muito comum em shows de rock), quanto mais governar um país, tivemos ontem um Eduardo Cunha fazendo jogo de cena aceitando renunciar à presidência da Câmara dos Deputados para salvar sua pele e, pelo menos, tentar evitar a cassação de seu mandato.

Enquanto muitos acreditam que a Era Eduardo Cunha chegou ao fim, ele poderá continuar agindo nos bastidores, já que a renúncia é insuficiente, pois o que ele praticou de corrupção e desvio de dinheiro público, além de outros crimes - ele foi denunciado por agredir a ex-mulher e por ameaçar aliados que não seguirem suas ordens de corrupção - , era para o deputado ser preso em regime fechado por 30 anos.

As pessoas ficam felizes porque o PT está fora do poder e abriram caminho para um governo ainda pior. Pois Eduardo Cunha segue agindo nos bastidores, como um dos mentores do governo Temer e pelo fato de parte do programa "Ponte para o Futuro" ser composto das temíveis "pautas-bombas" do então presidente da Câmara. A terceirização do mercado de trabalho, por exemplo, é uma delas.

Isso é que dá esse coquetel indigesto que se produz no Rio de Janeiro nos últimos anos, combinando conservadorismo com conformismo. O Rio de Janeiro vai ter que continuar engolindo Cunha, mesmo quando ele estiver aparentemente "fora de cena". Como diz Romero Jucá, Eduardo Cunha é Michel Temer, Michel Temer é Eduardo Cunha.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Crianças assustadas em teleférico e universitário morto por possível homofobia

 Rio de Janeiro... Mais dois incidentes graves que fazem parte dos "problemas comuns da complexidade da cidade grande".

No último dia 02, o universitário Diego Vieira Machado, de 30 anos, foi encontrado morto com sinais de violência no campus do Fundão, na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele era negro e homossexual e tinha recebido ameaças de morte na Internet, dias antes.

Já no dia 04, foi a vez de crianças que estavam passeando num teleférico do Complexo do Alemão tentarem se proteger do intenso tiroteio que atingiu a área, que fica no caminho entre o Galeão e o centro do Rio de Janeiro e está cada vez mais perigosa.

Ninguém urbaniza o Complexo do Alemão, que poderia ser desfavelizado com tantas áreas ociosas de galpões abandonados, que poderiam ser demolidos para gerar sucessivas construções de conjuntos habitacionais para melhorar a estrutura urbana de seus bairros. Em vez disso, manteve-se tudo como está e só colocou um teleférico feito no tempo em que as favelas eram paisagens de consumo.

Quanto à morte do universitário, é retrato de uma sociedade ultraconservadora que está por trás de jovens aparentemente moderninhos, já que os suspeitos seriam colegas do jovem morto. As ameaças partiram em ambientes que se observam jovens em surtos ultrarreacionários, por mais que estes pareçam modernos, arrojados, irreverentes, divertidos e coisa e tal. São fascistas disfarçados de surfistas, hippies, skatistas etc.

Lamentáveis esses dois incidentes, de um Rio de Janeiro que não resolve o problema da violência e permite formar jovens reaças. Mas tudo isso "pode acontecer", desde que o Flamengo e o Fluminense estejam no G-4 do Brasileirão e o Vasco da Gama possa voltar para a Série A no final deste ano. Se o futebol carioca "respirar", o Rio de Janeiro pode viver no sufoco. Para o povo, nada, para os "cartolas", tudo.