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Invente um passado e esconda nele o futuro

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Escrito por Fernando Brito - Blog O Tijolaço
O candidato Jair Bolsonaro diz que seu “objetivo é fazer Brasil como era 40, 50 anos atrás”.
Tenho 60, sinto-me habilitado a falar do que o Brasil era.
Como ele se referiu à segurança pública, deixo de falar na economia, o que seria uma comparação evidentemente covarde. Ou na educação, quando tínhamos um terço da população analfabeta.
Para começar, era menos da metade do que é hoje: 100 milhões de pessoas, metade dela nas áreas urbana.
Hoje somos 210 milhões, perto de 90% urbanizados.
As cidades brasileiras, onde o problema da segurança é manifesto têm, portanto, quase 190 milhões de pessoas, contra os 50 milhões de então.
Mesmo com um quarto das pessoas que temos nas cidades, a vida era risonha e franca?
Eu morava no subúrbio da Central do Brasil, num bairro próximo ao Méier, o Lins de Vasconcellos e perto de um conjunto do BNH.
Já havia, ali, os espaços “interditados”: a Cachoeirinha (uma das favelas do hoje chamado Complexo do Lins), a “…

A simpatia de esquerdistas brasileiros por Eduardo Paes

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Parece que os esquerdistas brasileiros, sobretudo os que não vivem no estado, e por isso desconhecem o que aconteceu realmente dentro dele, resolveram eleger Eduardo Paes para o governo do estado. Com um detalhe: Paes é direitista e retornou a seu partido de origem, o DEM (mesmo da dinastia ACM da Bahia, em decadência em seu estado) apoiado pelo seu padrasto político e mentor ideológico, César Maia (pai do golpista Rodrigo Maia), o neo-coronel político do estado.
É um fato curioso, pois a esquerda em geral é fraca no Rio de Janeiro, um estado com uma forma descontraída de conservadorismo, onde ideais antiquados são preservados sem prejudicar a vocação lúdica da capital cultural do Brasil, ainda bastante influente nos costumes de todo o país. Cientes disso, pode ser que esquerdistas tenham optado para um direitista os representar.
O que faz Paes ser simpático para as esquerdas é, além de sua relativa juventude e jeito descontraído que o faz ser confundido com um progressista, o fato d…

O fraco esquerdismo do Rio de Janeiro

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Embora esquerdistas de todo o país ingenuamente pensem que o Rio de Janeiro é o estado mais progressista do país, baseando no mito consagrado do "bom malandro" (estereótipo que transmite valores ligados à alegria e à modernidade), nota-se um conservadorismo doentio que fortalece a direita local e enfraquece a esquerda carioca, já tradicionalmente fraca.
O Rio de Janeiro há muitos anos tem sido um laboratório de uma nova forma de coronelismo. Tirando Brizola, que para a equipe deste blog é o maior esquerdista do Brasil, o estado sempre esteve refém de neo-coronéis que sempre procuravam mergulhar o estado em um conservadorismo retrógrado. 
Algo que deu muito certo, pois apesar da fama de "moderno" e "inteligente", que faz com que cariocas sejam o povo mais culturalmente influente em todo o Brasil, cariocas são muito conservadores, extremamente fiéis com as suas tradições, padronizados nos costumes e avessos (até fóbicos) a grandes transformações.
Tentativa …

Porque cariocas obrigam as pessoas a gostar de futebol

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Um membro de nossa equipe estava assistindo um documentário onde o apresentador visitava um povoado no deserto do Saara e foi convidado pelo anfitrião a comer um testículo de camelo recém-morto. O apresentador, um biólogo ex-militar, ficou meio enojado, mas tentando ser gentil, topou a estranha degustação. Comeu, mas vomitou depois, longe dos olhos do anfitrião. mesmo assim pediu desculpas, argumentando que não estava acostumado aquele tipo de alimento.
Hoje de manhã, nosso amigo contou o que viu e comparou ao fato dos cariocas obrigarem quase todo mundo a gostar de futebol. No mínimo você tem que ter um time na carteira de identidade. De preferência um dos quatro "fantásticos" (Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo). Torcer por outro time (por exemplo o América e o Bangú) não bale, embora seja usado frequentemente por quem não curte futebol, pois o risco de ser desmascarado como falso torcedor é menor.
Nossa equipe gosta de assumir que não curte futebol. Mas quando isso n…

Pesquisa indica que 72% dos cariocas querem prorrogar intervenção

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OBS: Cariocas tem  índole agressiva. Já falamos disso várias vezes. Não é a toa que Bolsonaro lidera com folga no Rio de Janeiro. Os cariocas aprenderam que qualquer problema se resolve punindo, agredindo ou até matando as outras pessoas. Triste fim para um estado ainda considerado o mais culturalmente influente de todo o país. O texto abaixo mostra isso.
Pesquisa indica que 72% dos cariocas querem prorrogar intervenção ​​  Agência Brasil - Publicado no Diário do Centro do Mundo
Cerca de 72% dos moradores do estado do Rio de Janeiro apoiam uma possível continuidade da intervenção federal na segurança pública, prevista para ser encerrada em 31 de dezembro deste ano. Pesquisa do Instituto Datafolha mostra que 21% dos entrevistados são contra a manutenção da intervenção em 2019, 4% se declararam indiferentes e 4% não sabiam responder.
A pesquisa foi realizada entre 4 e 6 de setembro e entrevistou 1.357 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de três pontos percentuais.
O levantame…

Vitória no futebol é tratada como assunto de extrema urgência pelos cariocas

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É famoso o fanatismo doentio do carioca pelo futebol. Sede dos melhores times brasileiros, o Rio de Janeiro estipulou que o gosto pelo futebol não apenas seria obrigatório como também se torne uma regra de etiqueta. assumir publicamente o desprezo pelo futebol é uma ofensa aos cariocas. O não-torcedor que ousar se assumir como tal recebe rótulo de "antipático" e é eliminado do convívio social.
Por isso, mais do que qualquer brasileiro, o resultado da seleção brasileira nas copas é mais do que urgente: é necessário que a seleção ganhe o hexa em 2018. Quanto ao resto, o jeitinho brasileiro contorna. Se faltar dinheiro, rouba-se, mata-se, ou mora na rua como indigente aceitando a miséria se estabilizar.
O que importa para os cariocas é bola na trave e taça na estante do Ricardo Teixeira. Esse é o interesse da grande maioria dos brasileiros e mais ainda dos cariocas. Pois aqui, o lazer vem antes do dever. Se o Brasil - o país, não a seleção - for destruído de uma vez por todas,…

Falta de opções de lazer e desestimulo a sociabilização favorecem monopólio do futebol

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No Rio de Janeiro há um real desestimulo à sociabilização, além da escassez de opções de lazer. Pontos turísticos e vários pontos de lazer, incluindo o seu deslocamento até eles, são caros, praças vazias e inseguras e desestimulo na sociabilização ao ar livre. 
Vida social mesmo só em lugares pagos e fechados como bares, boates, igrejas e academias de ginástica ou em grupos sociais fechados como amigos, parentes e colegas. Isso tudo somado ao fato do carioca ser um povo insensível, um pouco ganancioso, exigente e em alguns momentos, agressivo, até quando está alegre.
O Rio de Janeiro é um lugar meio ruim para se divertir e para fazer amigos. A única opção encontrada pelos cariocas é o futebol. É uma diversão barata, acessível, bom de se assistir e fácil de se praticar. A mídia já "educou" quase todo o estado a gostar de futebol, transformando-o em uma regra de etiqueta social. Ou seja, se tornou uma baita compensação para quem dificuldade de arrumar divertimento e interagir…