Postagens

Miguel do Rosario toma posição surpreendentemente sensata diante de caso da Alerj

Imagem
O jornalista Miguel do Rosario, um dos melhores profissionais da área na atualidade e responsável pelo excelente blog O Cafezinho, fez um comentário sobre a prisão de políticos envolvidos em esquema de corrupção no Rio de Janeiro e que foram soltos pela Alerj pouco depois, o que causou imensa polêmica. 
Miguel explica a polêmica de forma sensata e que merece ser ouvida. Até porque mesmo a extensão carioca da Lava Jato também desperta suspeitas de ser na verdade um esquema para consolidar as medidas do golpe, punindo apenas quem age contra as medidas tomadas por Temer & CIA, que agem sob encomenda de instituições e de gigantescas corporações, todas ligadas ao governo estadunidense.

Euforia com Fla-Flu mostra que cariocas não estão nem aí com perda de direitos e de qualidade de vida

Imagem
O golpe de 2016 foi um dos mais fáceis a serem dados no mundo. O emburrecimento da população, sempre submissa a mídia e a convenções sociais mostrou que além da indisposição a racionalidade (embora todos adorem ser chamados de inteligentes), a população não sabe estabelecer prioridades.
Numa época difícil, onde o golpe de 2016 começa a ser pago com perda da soberania, de riquezas e de direitos, a velha mania infantil de priorizar um lazer que não traz benefícios concretos retoma a sua força. Pelo jeito uma taça em uma distante estante em uma sede de um clube de futebol é muito mais importante do que ter dignidade e direitos.
Ontem, uma verdadeira gritaria se tornou praticamente uníssona em toda a região metropolitana do Rio de Janeiro, com o "clássico" do futebol entre os dois times mais populares do estado, Flamengo e Fluminense. Uma euforia nunca vista em eventos políticos - ocorridos somente quando a Rede Globo manda - estourou por causa de um simples jogo de futebol.
Ac…

Fechamento da Biblioteca Estadual e o desprezo pela Educação

Imagem
Há tempos a Biblioteca Parque Estadual do Rio de Janeiro, localizada estrategicamente na Avenida Presidente Vargas, importante via do centro da capital fluminense, está sem funcionar. A informação é a de que houve uma mudança de gestão e que a nova gestão ainda estuda como reabrir e por para funcionar a mesma. 
Mas o longo tempo de fechamento sugere que a biblioteca foi entendida pelos gestores como algo supérfluo. Outros setores menos importantes - mas talvez mais lucrativos - tem os seus problemas resolvidos com maior rapidez, tratados como prioridades. Na verdade, o que se pode concluir é que para o estado do Rio de Janeiro, a educação é algo supérfluo.
Cidadãos que tem o hábito de ler e pegar emprestados livros, além de usufruir dos eventos ocorridos na citada biblioteca, aproveitando da localização privilegiada da mesma, recamam bastante do grande tempo em que a biblioteca permanece fechada. 
Anos atrás ela esteve em obras durante um longo tempo para reforma, Após inaugurada, se…

A derrota do Flamengo e a mania de levar o futebol a sério

Imagem
Rio de Janeiro é um estado em crise. Mas não faz mal. Se o estado for completamente destruído e sobrar apenas o Maracanã, a população fluminense, e principalmente a carioca, respirará tranquila. Salvou o seu bem mais valioso.
Cariocas são fanáticos por futebol. Incluem a vitória de um time à qualidade de vida mesmo que esta vitória nada traga de concretamente positivo a seus torcedores. É como uma religião onde o abstrato e intocável representa uma alegria muito maior que o concreto. É como ser feliz com uma alegria imaginária, fictícia e intocável.
A derrota de ontem do Flamengo no jogo contra o Cruzeiro entristeceu os cariocas que estão muito felizes com a decadência do estado. Afinal, esta decadência não está sendo causada por um partido de esquerda, o que alivia os tradicionalmente conservadores cariocas.
Como o futebol substitui a qualidade de vida, o foco dos cariocas é ver os seus times e a "seleção" do Pato Amarelo do ganancioso Neymar vencendo campeonato importante…

Câmara de Niterói aprova lei contra abuso em transportes

Imagem
A Câmara de Vereadores de Niterói, vizinha à capital fluminense, aprova lei que pune o assédio sexual em transportes coletivos. É uma medida justa e apoiamos. Não toleramos qualquer forma de abuso. Mas há um detalhe curioso e pouco comentado que deve ser relacionado com o assunto.
Niterói é uma cidade em que as mulheres não gostam de paquerar. Enquanto as mulheres se mantém sisudas em seu cotidiano, desviando até mesmo de paqueras mais gentis, há também um grande número de mulheres comprometidas na cidade, o que sugere que não apenas as mulheres estão sendo mesquinhas em não paquerar como os homens estão sendo igualmente mesquinhos em esconder dos outros homens como se paquera. Os homens nunca revelam aos concorrentes como conseguiram conquistar suas mulheres em uma cidade que desestimula a paquera, mesmo gentil.
Outra coisa a lembrar é que Niterói tem o maior numero de ricos por metro quadrado no Brasil. Talvez o assédio moral seja ruim, mas o golpe do baú é uma beleza. Mulheres são …

Insegurança gera Insegurança

Imagem
O assunto dos últimos dias foi a mega-operação para tentar combater a criminalidade na favela da Rocinha, a maior do município do Rio de Janeiro e situada na zona sul do mesmo. A decisão de uma operação como essa, demonstrada fracassada em outras ocasiões revela que no fundo, as autoridades não estão interessadas em combater o crime, usando a operação para "mostrar serviço". Na verdade as intenções são outras.
Primeiro, nunca podemos nos esquecer que vivemos uma guerra de classes. Ricos e pobres numa guerra não declarada, mas posta em prática com eficiência. Segundo, que os verdadeiros bandidos não estão nas favelas e sim em mansões, castelos e condomínios de luxo, isolados do mundo real e cujo poder pode ser acionado de suas pomposas residências, com o apertar de um simples botão de celular.
O que se viu na operação na Rocinha é na verdade uma propaganda do poderio militar. A operação coincide (ou não?) com a declaração de um general do Exército, General Antônio Mourão, de…

A hipocrisia de Gisele Bundchen

Imagem
Antes de escrever este texto, quero esclarecer que nossa equipe nada tem contra a modelo Gisele Bundchen. Nada contra e nem a favor. Mas o que ela fez é um bom exemplo do que nossas abastadas celebridades são capazes de fazer para forjar bom mocismo e atrair admiração alheia.
Na abertura da edição de 2017 do festival de música Rock in Rio (que só tem rock no nome), a modelo brasileira mais famosa do mundo, hoje fora das passarelas, fez um discurso piegas sobre ecologia e desejo de um mundo mais justo, que pode ter comovido incautos que acreditam na possibilidade de justiça em um mundo cronicamente injusto, mas manteve em sentinela os que conhecem os bastidores da política e das relações humanas.
Bundchen, para piorar, esteve do lado da não menos hipócrita Ivete Sangalo, uma cantora de voz boa mas de repertório inferior ao medíocre e que se encanou de virar proprietária da cultura brasileira, mesmo fazendo música com fins puramente e explicitamente financeiros. Ambas apoiaram o golpe …