ATENÇÃO

ESTE BLOG NÃO É UMA CAMPANHA GENERALIZADA CONTRA TODO O POVO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, MAS CONTRA UMA PARCELA DE CARIOCAS E FLUMINENSES INFLUENTES QUE CONTRIBUEM PARA OS RETROCESSOS QUE ATINGEM O ESTADO NOS ÚLTIMOS 25 ANOS. TEMOS GRANDE RESPEITO E ADMIRAÇÃO AO ESTADO, À SUA MARAVILHOSA CAPITAL E A TODO O POVO CARIOCA E FLUMINENSE, POR ISSO CRIAMOS ESSE BLOG POR NÃO ACEITAR QUE O RIO DECAIA DA MANEIRA QUE ACONTECE NAS ÚLTIMAS DUAS DÉCADAS.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Alcunha de Rodrigo Maia como "Botafogo" confirma ditadura do futebol no RJ

O esquema de delações a serem feitas pela Odebrecht se caracteriza por uma lista onde muitos políticos são mencionados, vários através de alcunhas. Um deles, o Botafogo, dá claros indícios de ser o atual presidente da Câmara o demo Rodrigo Maia.

A alcunha foi dada por causa do fato dele ser um torcedor apaixonado pelo Botafogo. Sabe-se que cariocas gostam mais de futebol que o resto dos brasileiros. O gosto pelo futebol é uma obrigação, quase uma regra de etiqueta social. Praticamente não existe celebridades que se assumam não gostar de futebol. Se há alguma que não gosta, ela finge que gosta para não ter que ficar sozinha. A propósito, celebridades são uma ótima propaganda em prol da ditadura futebolística no Rio de Janeiro.

Talvez a alcunha dada tenha se lembrado deste detalhe, do que cariocas tem uma quase unanimidade (mesmo falsa) em relação ao futebol. Se gostar de futebol sem gostar dos "Quatro Fantásticos" (Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco), já é ruim (torcedores do Bangu e do América que o digam), não gostar de futebol é praticamente um crime. 

Que se assume alheio ao futebol no Rio de Janeiro sofre o mesmo tipo de preconceito que ateus perante os religiosos e esquerdistas perante os fascistas. Não-torcedores são tratados como se fossem terroristas dispostos a dinamitar o Maracanã. É praticamente eliminado do convívio social e perde importantes benefícios que dependam de decisões de outras pessoas. É pior que bandidagem. Um bandido que goste de futebol não é tão humilhado quanto um cidadão de bem que detesta.

O futebol, no Rio de Janeiro, é uma condição do tipo sine qua non e quem se recusa a cumpri-la é punido sem dó nem piedade. Por isso que quase todos no Rio escolhem seu time entre os quatro principais e mesmo detestando, gritam berram, dançam em prol deste hobby para que nunca sejam mal vistos pela sociedade carioca.

Rodrigo Maia e seu Botafogo certamente se unem a muitos episódios mostrando pessoas públicas do Rio de Janeiro, a capital das celebridades no país, usando a sua influência para impor, na marra, aos cidadãos o gosto pelo futebol no estado, transformando uma simples forma de diversão numa obrigação crucialmente decisiva para o bom convívio na sociedade.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Insensibilidade do carioca tem a ver com o consumismo

O povo carioca é insensível. Quando resolve ser amigo de alguém, o faz de maneira condicional, exigindo gostos e interesses similares. 

Cariocas não costumam ser carinhosos e até as mulheres são difíceis de se conquistar, estas impondo certos lugares (em geral boates e similares) como lugares e situações de  paquera. Tudo a ver com consumismo.

Há muito se sabe, embora não se admita, que os cariocas são interesseiros e exigem condições para estabelecer ou firmar amizades. No Rio, amizades não são feitas para afeto e sim para diversão. Cariocas não querem amigos e sim parceiros para atividades de lazer.

Mas pesquisando muito bem percebemos que há um motivo. Cariocas são hedonistas e cultuam o consumismo mais do que qualquer tipo de povo. As pessoas deixam de ser objeto de afeto para serem meros produtos de consumo. Amizades são reduzidas a meros bobos da corte para os próprios amigos, a entreter nas horas mais ociosas.

Cada dia que passa, isso vai ficando cada vez mais claro. Se repararmos bem, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, a parte mais modernizada é ligada geralmente ao consumo e ao lazer, enquanto outros setores continuam no maior abandono.

E não é só isso. Há denúncias que recebemos por e-mail de pessoas que sofreram preconceitos sociais só porque não gostavam de terminadas coisas. Se recusar a se divertir é uma ofensa ao carioca, punível com o desprezo e não raramente com o bullying ou com perda de direitos essenciais.

Conhece aquela frase "pessoas são feitas para serem amadas e as coisas, usadas; mas usam-se as pessoas e amam-se as coisas"? Poderia muito bem ser o lema do Rio de Janeiro, a meca brasileira do consumo e das emoções baratas.

domingo, 27 de novembro de 2016

Vasco sobe de posição enquanto estado afunda

Cariocas são um povo infantil. Sabe as crianças que detestam estudar, fazem cara amarrada quando ganham roupa de presente e fazem de tudo para fugir de frutas e legumes durante as refeições? Os cariocas agem assim. Legal mesmo é brincar, se divertir, consumir e curtir. Qualidade de vida? Nããããoooo! "O estado pode explodir, mas minha curtição ninguém corta!".

Ainda mais o futebol, que no Brasil é tratado como dever cívico (além do ódio irracional contra as esquerdas) e que no Rio de Janeiro é elevado a categoria de etiqueta social (quem não gosta, se isola), é considerado de prioridade máxima. Tanto é que os protestos contra más atuações de um time são mais eufóricos do protestos contra a redução de gastos proposta pelo estado, inspirado da ditadura de Michel Temer et caterva.

Para os cariocas, o importante é ver os 4 principais times em boa situação. O Vasco da Gama, um dos mais populares, acaba de subir de posição, voltando ao grupo principal do campeonato brasileiro. É uma alegria abstrata a compensar a tristeza real de ter que se adaptar a uma vida difícil proposta pela redução de gastos governamental (que não mexe no patrimônio dos mais ricos, que poderiam salvar o estado - o RJ é o estado onde vive as celebridades mais ricas do país). Se em tempos prósperos já era difícil viver no Rio (cujo custo de vida é altíssimo por tradição), imagine agora?

Mas os torcedores estão felizes. O Vasco subiu de posição. É bem provável que os outros três times permaneçam na divisão principal. As crianças comemoram o fato de que seu mundinho paralelo da fantasia continua lindo e maravilhoso, enquanto a realidade de concreto ferra com a gente. É muito bom ser criança no Rio de Janeiro. Mesmo tendo muito mais que 18 anos de idade.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Dois baianos bem cariocas

Povo baiano costuma ser humanitário. Mas a elite baiana normalmente age como carioca, com todos os defeitos que  carioca tem. Os ricos baianos, mesmo morando no bairro da Barra (Salvador também tem a sua Barra), sonham com a Barra da Tijuca carioca, a "róliudi" das celebridades "Globais" (de Rede Globo). 

Quem vive em Salvador sabe muito bem como é a elite de lá: no carnaval, loiros branquelos se vestem de "negão do Curuzu" clamando pela "paz entre os povos" pra depois da festa discriminar cruelmente o primeiro bronzeado que aparecer pela frente.

Geddel Vieira e Nizan Guanaes são desta elite. São baianos nada baianos. Brancos, ricos e muito bem vividos, estão completamente alheios ao bem estar das maiorias. Nesta semana, os dois, com seus nomes envolvidos tradicionalmente em casos de corrupção, tiveram destaque em dois episódios envolvendo a gestão temerosa que apoiam.

Geddel Vieira foi denunciado pelo ex-ministro da Cultura, o diplomata Marcelo Caleiro por este ter sido obrigado a mandar aprovar uma obra imobiliária em prol do primeiro, que seria dono de um dos apartamentos luxuosos a serem construídos em uma área nobre da capital baiana, com direito a uma praia particular, de acesso exclusivo. 

O episódio resultou na demissão de Caleiro, substituído pelo ex-comunista, convertido em direitista, Roberto Freire.  Este nada tem a ver com cultura, do contrário que o famoso escritor homônimo, já falecido. Se fosse o outro Roberto Freire, a pasta da Cultura poderia ganhar muito.

O outro baiano pró-temeridade, o publicitário Nizan Guanaes, deu uma declaração infeliz que denuncia o caráter anti-democrático do governo temeroso e do caráter de todos aqueles que o apoiam. Pelo jeito a elite brasileira perdeu vergonha de se assumir sádica e fascista.

Guanaes disse algo mais ou menos assim: "Temer aproveite a impopularidade para tomar medidas amargas que marcarão no futuro a sua gestão". Como Guanaes pertence à elite e, portanto, fala difícil: vamos traduzir em linguagem simples: "Isso, Temer, parte para cima e bota essa rale suja e burra para se fuder!". 

Guanaes, como rico, está muito bem protegido contra as atrocidades que acontecerão no país. Nada acontecerá com ele, se o país for definitivamente para o ralo. Se o Brasil,falir, ele e seus milionários e bilionários amigos coxinhas simplesmente se mudarão para os "Isteites"e para a "Zoropa" trancafiados em mansões, castelos e abrigos nucleares.

Mas ainda bem que Geddel e Nizan não correspondem ao baiano tradicional, majoritariamente progressista. Como disse o historiador, também baiano, este sim um honrado nativo da Boa Terrinha, Moniz Bandeira: "sou baiano, sou humanista"

Nizan Guanaes e Geddel Vieira são autênticos cariocas típicos que nasceram na Bahia. A cegonha deve ter errado o caminho.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Com Rio em crise, magistrados e promotores ganham mais que o teto permitido

O Rio de Janeiro está falido, seja financeiramente , seja moralmente. mas a vida de magistrados e promotores continua numa boa. Os representantes do Judiciário, graças a acréscimos, tem ganhos que ultrapassam o teto permitido. Incluindo o auxílio-moradia, tipo de encargo ausente nas profissões menos remuneradas (quando justamente deveria ser necessário). 

No Tribunal de Justiça, cerca de quase 100% dos magistrados ganharam, graças a acréscimos, acima dos cerca de 33 mil reais permitidos pela lei constitucional, feito com base nos ganhos dos juízes do STF, os maiores salários do serviço público. No Ministério Público Estadual, a situação é parecida.Conselheiros do TCE chegaram a ganhar o dobro do teto como vencimento bruto.

O fato é observado também nos poderes Executivo e Legislativo, com ganhos ainda maiores. As informações são do jornal O Globo (interessada em derrubar a política carioca) e publicadas em vários sites. Nenhum dos envolvidos se pronunciou a respeito do escândalo.

Resta saber se estes grandes cidadãos da lei e da gestão estadual estão realmente interessados em salvar o estado do Rio de Janeiro. Conhecendo a índole do povo, tão carioca quanto seus magistrados, promotores e políticos, a resposta certamente é não.

Mas é isso aí. Se Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo estiverem bem, o Rio de Janeiro pode afundar a vontade que os cariocas continuarão felizes.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Prisão de políticos cariocas em tempos de falência estadual decretada não pode ser coincidência

Talvez na tentativa - frustrada - de mostrar imparcialidade, os processos judiciais, incluindo o famoso Lava Jato, seletivo e com métodos fascistas, resolveram pegar alguns direitistas para enjaular. 

Depois de Eduardo Cunha, tratado respeitosamente, do contrário dos petistas e aliados, agora é a vez de Anthony Garotinho e depois Sérgio Cabral Filho (este, não o anterior, pela Lava Jato), ex-governadores do falido (em todos os sentidos) estado do Rio de Janeiro. Cunha e Cabral são do PMDB que ainda governa o estado. Garotinho, principal liderança de Campos, maior município do estado, é filiado ao PR.

Curioso que os três são políticos do Rio de Janeiro e bastante influentes no estado. Foram presos justamente quando o estado se prepara para aprovar uma versão local da PEC 55, que pretende "economizar gastos" para "salvar o estado". Sendo mais claro, economizar gastos com os pobres para salvar os interesses dos fluminense mais ricos.

Ou seja, ao invés de lutar para atrair investimentos e taxar as fortuna dos mais ricos, decide-se arrebentar a corda no lado do mais fraco, o que economistas em unanimidade consideram altamente danoso ao estado. Ou seja, a medida para economizar gastos vai - eu disse VAI - agravar ainda mais a crise no Rio, afundando ainda mais o estado que tem falência decretada em documento registrado.

Parece coincidência que três importantes lideranças do estado sejam pegas justamente na época em que esta decisão amarga de tentar resolver a crise do estado com mais crise. Ao meu ver não há coincidência, sendo tudo planejado para acontecer como o acontecido. Eu não sei o que liga os fatos, pois precisaria uma análise profunda dos bastidores destes fatos para um diagnostico mais justo.

Mas não pode ser coincidência quando os políticos de direita presos são lideranças fluminenses, oriundos do estado mais influente do país, e que declara total falência, além de que a prefeitura de sua capital está prestes a virar uma teocracia, com uma liderança religiosa no comando. 

Tempos cavernosos se iniciam no estado do Rio. E as prisões de suas principais lideranças estão longe de ser uma boa notícia, visto que as prisões na verdade façam parte de um jogo. Um jogo em que o perdedor certamente será a população do estado, ainda longe de ver a luz em seu longuíssimo túnel.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

A pior crise do Rio de Janeiro não é a econômica. É de personalidade

O Rio de Janeiro, não somente a capital, mas o estado todo, está em crise. Claro que a crise carioca é resultante da crise gerada pela ganância capitalista. Mas ao invés de criar meios de superá-la, preferiu se afundar ainda mais. Organizar copa e olimpíadas foi uma decisão equivocada. Mesmo bem sucedidas, geraram um rombo imenso nos cofres públicos. De qualquer forma, a crise é tanta que o governador interino (o principal estava licenciado) decretou a falência do estado, em documento.
Mas observando bem a rotina do povo da Região Metropolitana do Rio de Janeiro (que é a que eu posso observar), noto que a crise econômica é só uma das muitas crises pelas que passa a região. Aliás, a crise econômica, por incrível que pareça, é a mais fácil de ser resolvida. Há uma crise crônica muito pior, que não dá sinais de que será resolvida, sequer a longo prazo.

O carioca, por se achar o povo mais influente do Brasil, adquiriu um misto de arrogância e teimosia, que faz o povo da região perpetuar em seus defeitos, erros e preconceitos. O povo local vive uma crise de personalidade que está transformando o carioca em um dos povos mais ignorantes do país. Curiosamente, são os povos estigmatizados como evoluídos, como cariocas e curitibanos que estão dando sinais claros de burrice e insensibilidade que promete ser crônica.

O Rio de Janeiro virou a meca do consumismo e as relações humanas ficaram vinculadas ao consumismo. As amizades se tornaram condicionais. A ditadura do futebol que divide a sociedade de acordo com os 4 principais times, acaba por excluir do convívio quem se recusa a se assumir como torcedor de um dos "quatro fantásticos". 

No Rio, desprezar o futebol é sinônimo de solidão e perda de  importantes direitos que só podem ser adquiridos com o convívio social, incluindo os essenciais emprego e vida amorosa. O consumismo e o fanatismo da diversão viraram moedas para o bom convívio com outras pessoas.

Para piorar, a intolerância cresce de modo assustador no Rio de Janeiro que, junto com a capital paranaense, vê um crescimento discreto, mas rápido, de tendências fascistas que prometem agravar a vocação excludente do povo carioca. Pesquisas comprovam que uma imensa maioria de postagens com manifestações de ódio e preconceito tem computadores instalados no Rio de Janeiro como emissores.

Eu mesmo comprovei pessoalmente a natureza agressiva do povo carioca, capaz de comemorar um gol não com a alegria de uma pessoa sadia, mas com o rugir de um leão faminto. Opiniões que desmentem valores estabelecidos são atacados de forma violenta, com ofensas, ameaças e até mesmo ataques virtuais (transmissão intencional de vírus e malwares). Etnias que não correspondam ao branco caucasiano, sofrem sérias demonstrações preconceitos que para os emissores parece natural e livre de punição. Um horror.

A personalidade arrogante e intolerante do carioca tem gerado uma crise muito pior que a econômica. Há suspeitas de que essa crise de personalidade possa ser um grande obstáculo para a recuperação econômica do Rio de Janeiro. Os cariocas não irão abrir mão de seus supérfluos na tentativa de economizar gastos. Provavelmente vão preferir cortar - pasmem! - cortar o necessário para que o consumismo que dá orgulho ao carioca não seja cancelado.

Pelo jeito a crise carioca vai demorar décadas pera acabar. E poderá acabar muito mais tarde do que somos capazes de imaginar.

sábado, 5 de novembro de 2016

Para combater crise, tome mais crise!

Mal saiu do tratamento de seu câncer, o governador do Rio resolve agravar o câncer do estado em que governa, com a desculpa de tentar resolvê-lo. Levando seu sobrenome ao pé da letra, resolve dar uma pezada nos cariocas e instaura a versão estadual da medonha PEC 241, a PEC da Morte.

Pezão anunciou medidas drásticas que poderão prejudicar muitas atividades essenciais no estado, sob a desculpa de economizar gastos, mas sem mexer no patrimônio dos habitantes mais ricos do estado. Lembrando que o Rio de Janeiro é o estado onde mora mais celebridades do cinema, TV, música e esporte, que poderiam muito bem largar seus supérfluos e contribuir para a recuperação do estado onde vivem.

Como ricos não pagam impostos, nem ajudam de outra forma, o jeito é apelar para a sangria. Secretarias essenciais como a Cultura e o Transporte, serão extintas e seus assuntos serão tratados respectivamente pelas secretarias de Ciência e de Infra-estrutura. Aposentados, que já não vivem muito bem, passarão a contribuir, consagrando a tradição do brasileiro de humilhar os idosos.

Até mesmo o Bilhete Único do transporte sofrerá reajuste, num sistema de transportes que só piora e que é excessivamente caro. Para se ter uma ideia, moradores de Niterói e do Rio de Janeiro, se quiserem ir e voltar para essas cidades, que são vizinhas, tem que possuir, atualmente , no mínimo 15 reais. 15 reais para ir e vir para uma cidade vizinha é um assalto à mão armada!

Trocando em miúdos, essa medida significa tentar resolver a crise com mais crise, algo comprovado como fracassado por economistas mais experientes. Isso mostra que para a direita, a melhor "solução" para resolver os problemas e criando mais problemas. Lógica estranha essa dos conservadores!

As medidas ainda serão votadas, com grandes chances de aprovação, visto o caráter conservador e elitista dos políticos brasileiros, muito mais interessados a agradar a imensa elite que vive embaixo das assas da classe dominada que as sustenta.

domingo, 30 de outubro de 2016

Marcelo Crivella é o novo prefeito do Rio de Janeiro

Com cerca de 59% dos votos válidos (curiosamente o número de sua idade), Marcelo Crivella se torna o próximo prefeito da capital do Rio de Janeiro. Freixo recebeu cerca de 40% dos votos. Abstenções foram cerca de 46% superiores a Freixo.

A vitória de Crivella já era esperada dada o grau de conservadorismo do povo carioca e o fortalecimento das religiões cristãs, além do crescimento intenso das igrejas evangélicas. O fato de Crivella ser da Universal contou com a campanha da TV Record, bem popular no RJ. 

Apesar de ter recebido apoio da Globo (muito mais por rivalidade televisiva do que por ideologia), Freixo não conseguiu se eleger, admitindo a derrota imediatamente após confirmada a vitória de Crivella, no mesmo lugar onde seria a sua festa de comemoração, caso vencesse.

Apesar de seguir um manual que orienta a transformação de sua gestão em uma teocracia, Crivella deve saber que governará também para não-evangélicos e para não cristãos. Como é moderado, é provável que o plano de teocracia não seja posto em prática.

A eleição de 2016 foi marcada pela volta da direita ao poder, provando o desconhecimento político da população que preferiu devolver ao poder o mesmo grupo de partidos e de ideias que arruinaram o país no passado, ao invés de reivindicar uma nova força progressista.

Com gestões conservadoras e medidas como a PEC 241, teremos um longo tempo de retrocesso que acaba por criar uma Nova Velha República. Se essa Nova Velha República acabar, vamos ter que começar tudo de novo, construindo uma nova democracia praticamente do nada. Aguardemos.

domingo, 23 de outubro de 2016

Espírito de Equipe

Recebemos em nosso e-mail uma mensagem de um leitor que pediu para não identificado e que contássemos o seu caso real com nossas palavras, sem reproduzir o seu texto. Obrigado leitor e vamos contar de nossa forma o seu caso, colocando o fictício nome de "João".

"João" é um excelente profissional, cumpridor de seus deveres, que nunca faltou o trabalho por motivo fútil, é pontual e costuma concluir suas tarefas um pouco antes da hora estipulada, tendo fama de adiantar bastante o trabalho da empresa.

Era um dia normal de trabalho. João estava mais uma vez em sua tarefa quando um dos colegas, o mais extrovertido tenta puxar uma conversa, de início simpática, com o colega.

Colega 1: Oi, João, tudo bem?
João: Tudo.
Colega: Você é um cara legal, trabalhador, gente boa mesmo. mas não sabemos muito de você. Qual é o seu time de futeboll?
João: Eu não curto muito futebol.
Colega 1: O quê? Não curte futebol? Você está brincando!
João: Sério. Eu não sou muito ligado em futebol. Respeito, mas não me interessa.
Colega 1: Mas peraí! Aqui no Rio todo mundo curte futebol.
Colega 2: O quê? João não curte futebol? Tá vacilando! É a melhor coisa que temos aqui! Não há quem não goste!
Colega 3: Acho que é uma pegadinha...
João: Não é não, eu simplesmente não curto. Já disse que eu respeito, mas não me divirto com isso.
Colega 1: Rapaz, você precisa entender certas coisas... Aqui todo mundo tem que gostar. É o que nos une no Rio de Janeiro!
Colega 3: Nem precisa ser o mesmo time que o nosso. Basta torcer por algum.
João: Não me sinto obrigado a gostar de futebol. Não há lei que me obrigue.
Colega 2: Puxa, mas nem um timinho? E a seleção, gosta, Na copa, você gosta!
João: O futebol é o mesmo seja nos campeonatos loais, seja na copa. É hipocrisia desprezar o futebol para gostar em época de copa. Não. Eu não curto futebol! Em qualquer ocasião!
Colega 1: Eu pensava que você era gente boa! Que a gente era amigo...
Colega 3: Você não é patriota? Brasil sem futebol não é Brasil!
Colega 2: Você vai ficar sozinho! Está se isolando, cara!
João: Se amizade depende da adesão a uma forma de lazer ao invés da valorização de caráter, então nada feito. Me deixem em paz que eu tenho que entregar esta tarefa no fim do dia.

Dias depois, o Colega 1 vai ao escritório do chefe.

Chefe: Hoje estou feliz. O trabalho está indo de vento em popa. Estamos cumprindo nossas tarefas e lucrando bastante. Graças a boa equipe que eu tenho.
Colega 1: É chefe, mas temos uma ovelha negra.
Chefe: Como assim? Um infiltrado?
Colega 1: Nada disso, chefe! É o João!
Chefe: O que tem o João? Vocês são bons, mas saibam que ele é o nosso melhor funcionário.
Colega 1: É mas ele não tem espírito de equipe.
Chefe: O que você quer dizer com isso?
Colega 1: Ele não gosta de futebol.
Chefe: É, isso é um problema. Mas se não atrapalha o serviço, eu não me importo.
Colega 1: Mas chefe, hoje o espírito de equipe é muito valorizado nas empresas. E se estende a atividades extra-trabalho. Colega que é colega se une em todas as horas, inclusive nessa.
Chefe. Olha, eu sei que isso é importante. Mas João faz excelente trabalho e não tenho meios legais para puni-lo por causa de gosto pelo esporte. Vá trabalhar e deixe-o em paz.

O Colega 1 sai contrariado da conversa, chateado por não poder punir o colega que achou chato por não ter o mesmo pensamento. Decide tomar uma atitude.

Dias depois, notou que precisava refazer todas as suas tarefas, chegou a ser preso pelos colegas em um banheiro, na hora do almoço, para não voltar ao trabalho em tempo certo, foi alvo de boatos sobre sua forjada queda de desempenho e acabou demitido da empresa. "João" teve o seu trabalho sabotado. Tudo porque sua preferência de lazer não foi bem compreendida pelos colegas que passaram toda a vida acreditando na falsa unanimidade do carioca no gosto pelo futebol.

Felizmente o mesmo e-mail enviado por "João" nos informou que ele arrumou outro emprego, com quase o mesmo salário (um pouco maior até) em uma empresa de menor porte. Como ele sempre foi um excelente profissional e a repercussão do ocorrido não foi convincente (a nova empresa percebeu que a anterior abusou), ele pode voltar ao trabalho. Mas ainda assim, "João" ficou indignado com o ocorrido e pede para que divulguemos este triste acontecimento que comprova que todo fanatismo, a crença em estereótipos e o desrespeito ao direito de não curtir algo popular pode ser altamente nocivos.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Prisão de Cunha é etapa de um jogo político

Ontem, a notícia que mais repercutiu foi a prisão preventiva do ex-deputado carioca Eduardo Cunha, responsável pelo ato conhecido como "impeachment" da presidente Dilma Rousseff, num processo estranho onde não houve provas mas muita - e subjetiva - convicção. 

Era na verdade um processo para tirar do poder políticos compromissados com as causas sociais e colocar no lugar verdadeiros serviçais das elites, sob ordens e apoio de instituições norte-americanas, receosas de ver o Brasil como potência no continente.

Cunha foi preso de forma tranquila, sem o estardalhaço habitualmente reservado para os odiados esquerdistas. Afinal, para as elites e a sociedade que as apoia, Cunha é somente um corrupto, não um bandido, no sentido literal do termo. Analfabetos políticos adoram inverter os sentidos de socialistas e capitalistas, livrando direitistas de serem alvo de violento rancor.

Por ter cumprido a sua função, Cunha não interessa mais a direita. Sua prisão não trará prejuízos para as elites exceto no caso de Cunha, que sabe demais sobre todo mundo, resolver denunciar ex-aliados. Muita gente "acima de qualquer suspeita" poderá cair, se Cunha resolver fazer a delação premiada. 

Como não faz parte do grupo que se opõe ao juiz Sérgio Moro, responsável por sua prisão. Cunha poderá negociar com o juiz o melhor momento para fazer isso, para que não prejudique o jogo da direita para impedir os trabalhistas de voltarem ao poder.

Ainda não apareceram indícios de que a prisão de Cunha poderá interferir nos interesse plutocráticos. Sabe-se que a decisão não deve ser comemorada, não significa imparcialidade eque na verdade pode ser a etapa de um jogo a trazer consequências nefastas a todos aqueles que não fizerem parte das elites que assaltaram o poder através do golpe. Vem chumbo grosso por aí.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Terminada a Olimpíada, sistema de ônibus desiste de veículos de piso baixo

Parece que o retrocesso em que o país entra é muito maior do que se imagina. E também sabe-se agora a verdadeira cara do PMDB carioca, autoritário e excludente. Uma mentalidade capaz de criar a nefasta PEC 241 é capaz também de tomar a atitude alertada nesta postagem.

Acabamos de saber que vários ônibus de piso baixo estão sendo desativados no Rio sob a justificativa de que "não servem mais". Com o fim dos jogos olímpicos, meta única do PMDB carioca, a região metropolitana do RJ não precisa mais fantasiar de primeiro mundo pois não terá mais turistas em massa para serem enganados.

Carros de piso baixo são mais caros e difíceis de se manter. Não são como os ônibus convencionais que são chapas de alumínio coladas em cima de esqueletos, o que tornam mais baratos e fáceis de manutenção. A carroceria de piso baixo é mais complexa e exige motorização traseira e por isso sua aquisição e manutenção são mais caras.

As empresas 1001 e São Silvestre já colocaram seus veículos de piso baixo à disposição. Um claro desrespeito com os seres humanos pois o número de idosos e deficientes que necessitam desse tipo de ônibus é alto. O ideal é que todos os ônibus sem exceção tivessem piso baixo.

Os pisos baixos de Niterói ainda rodam, mas por influência da capital, é bem provável que quando passarem do prazo, sejam trocados pro ônibus convencionais. Já está confirmada a desistência do BHLS com a compra de ônibus convencionais para fazer a linha que inaugurará o túnel Charitas-Cafubá.

Os empresários de ônibus entendem que a obrigatoriedade do elevador para cadeirantes em todos os ônibus dispensa a existência de carros de tipos baixos. Para eles, quem tem dificuldade de andar que arrume uma cadeira de rodas. Como se toda a dificuldade de locomoção tivesse que ser resolvida desta maneira.

Nossa equipe lamenta muito a decisão e considera um retrocesso. Sinal evidente de que quem está no poder pouco está se importando com o bem estar alheio, embora esteja em uma situação de responsabilidade pelas vidas dos que habitam as localidades gerenciadas.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Falido e com crise político-economica, cariocas colocam brincadeira acima do dever

Tenho a absoluta certeza de que a burrice do povo favoreceu e muito a instauração de um golpe. Como crianças que se recusam a estudar para irem brincar, os cariocas fizeram uma passeata em prol de um time de futebol.

Para quem não sabe e infelizmente a maioria não sabe, futebol é apenas uma diversão, um lazer, uma brincadeira. Levá-lo a sério e colocá-lo como prioridade é sinal de imaturidade e falta de noção sore o que é prioritário ou não.

Não é que recentemente, um bando de torcedores sai em passeata para pedir a melhoria de atuação de seu time? Sim, uma passeata em prol de uma forma de diversão. Porque não fazer passeata contra o golpe e exigir a permanência de direitos e a melhoria da qualidade de vida? Não tem graça, não é? Graça é declarar seu amor a algo abstrato como um time de futebol, que em mais de 100 anos nunca melhorou a qualidade de vida de seus torcedores. Depois os torcedores se ofendem quando são chamados de burros, alienados, imaturos e preguiçosos.

Não é surpresa saber que um estado que coloca futebol como prioridade máxima e o transforma em obrigação social a ponto de demitir trabalhadores que assumam publicamente o desprezo pelo esporte, esteja em falência total. Até acho que boa parte da crise carioca - que é resultante da crise mundial de um Capitalismo fracassado - tenha muito a ver com a imaturidade do povo carioca.

Isso comprova que para os cariocas, importante não é ter qualidade de vida e sim vitória no futebol, carnaval na avenida, cerveja na mesa, "funk" nas pistas e Deus no comando. O resto é supérfluo. 

Políticos que se virem para resolver assuntos mais importantes enquanto as "crianças" cariocas brincam alegremente com abstrações como times de futebol e divindades religiosas. Priorizar brincadeiras ao lado de amigos imaginários. Como as menores crianças sabem fazer.

Depois não reclamem quando a crise afundar de vez o infantil Rio de Janeiro.



segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Dois candidatos homônimos e com alto índice de rejeição disputam a prefeitura do Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro definiu os seus candidatos para o segundo turno. Foram escolhidos dois homônimos: Marcelo Crivella do PRB e Marcelo Freixo, do PSOL. Ambos, embora bem populares, tem altos índices de rejeição. Crivella não agrada quem não é evangélico e Freixo, por ser esquerdista, não agrada à grande parte da elite e aos que a apoiam. 

Ou seja, é uma disputa que promete ser imprevisível. Ambos terão que lançar mão de muita publicidade para vencer a eleição. E quem ganhar receberá um baita pepino a ser descascado, pois o Rio de Janeiro segue om falência decretada e muitas dívidas por causa de uma Olimpíada que, apesar de bem sucedida, sugou bastante os cofres públicos, já que houve menor ajuda privada do que deveria.

Graças a este caos, o candidato da situação, Pedro Paulo, foi eliminado da disputa da prefeitura, num sinal claro de reprovação popular a gestão de Eduardo Paes, que embelezou parte da cidade mas não conseguiu resolver os piores problemas da cidade, que continua teimosa em seus muitos erros e regredindo gradativamente a sua qualidade de vida.

Como vê, um baita desafio para o Marcelo que ocupar a gestão municipal nos próximos anos.

sábado, 1 de outubro de 2016

O Rio de Janeiro é golpista e administra a ditadura temerosa

Infelizmente, somos obrigados a reconhecer: se não fosse pelos cariocas, o golpe não teria acontecido. Pois não somente Temer, sua equipe e todos que o apoiam, independente de que estados originem, agem como cariocas ao conduzir o país, como um fato serviu para facilitar a conclusão do golpe que nos coloca em uma nova ditadura, desta vez não-militar: a eleição de Eduardo Cunha.

Não que Cunha fosse o principal ou o único culpado pelo golpe. O Golpe nasceu de uma complexa rede de interesses de muitos personagens empenhados a garantir os privilégios de uma elite gananciosa e arrivista, ameaçados por governos trabalhistas. 

O papel de Eduardo Cunha, deputado eleito com experiência político-empresarial no governo de Fernando Collor, foi de abir as comportas para a tsunami golpista desejada pelas forças conservadoras do país, sedenta para retornar ao poder.

Os cariocas, que tem uma índole agressiva e adoram impor aos outros suas convicções, nunca foi o mais democrático dos povos brasileiros. Predominantemente de elite e com uma plebe que as apoia com base na confiança na mídia supervalorizada pelo povo local, os cariocas devem estar felizes em ver novamente um governo patronal guiando as rédeas da sociedade brasileira.

Isso sem falar que o Rio de Janeiro é a capital cultural do país. A sociedade mais influente e que dita os costumes para o Brasil todo tendo a mídia oficial e sendo sede da maior empresa de mídia do país, consagrando aos outros estados costumes e convicções tipicamente cariocas, erroneamente tratadas como "sofisticadas e evoluídas".

Salvo exceções (esquerdistas cariocas sobretudo), a maioria dos cariocas agora vê seus costumes e crenças sendo postos em prática por um governo tão arrivista e ganancioso que a elite que o apoia. As medidas excludentes tomadas sem qualquer tipo de consulta popular ou a especialistas, mostra que entramos definitivamente em mais um governo autoritário, liderado por uma junta representada na figura do serviente Michel Temer, sempre disposto a agradar as elites e desagradar a plebe. 

Mesmo sabendo que Eduardo Cunha não mereça a principal autoria do golpe, ele facilitou muito a entrada de sequiosas forças conservadoras a realizar o estrago que estão e estarão fazendo. Os cariocas merecem também a culpa por ter favorecido a nossa entrada em uma fase muito ruim da historiografia política brasileira. Os cariocas pagarão caro pelo seu conservadorismo.