"Burrito" empaca e a "manada" tem que desembarcar fora do ponto

O BRT (Burrito Retarded Transit), uma das maiores invenções dos coronéis e xerifes das mais caipiras roças brasileiras, fez o que seus testes, por falta de certos procedimentos preventivos, não conseguiu prever: EMPACOU.

Pois essa espécie de pau-de-arara coberto e com uma espécie de caixinha inserida, que solta um vento gelado nos bóias-frias que se servem desse transporte de gado, teve um desses veículos enguiçados quando chegou a uma espécie de curral que atendia pelo nome de "Terminal Alvorada".

Quem pôde chegar a esse curral saltou e foi fazer sua andança para pegar outras carroças, principalmente para pegar aquelas linhas que agora param no meio do caminho, como verdadeiros trajetos de roça feitos para empacar, e que os políticos, com mania de parecerem urbanos para os gringos chamam de "linhas alimentadoras".

Os intervalos nos dois corredores tornaram-se irregulares, os recintos do galpão - que os coronéis que comandam essa roça chamada Rio de Janeiro chamam de "plataformas" - ficaram superlotados e os passageiros que vinham de fora, saindo dos comboios que se acumulavam pela estrada - uma via carroçável que atende pelo nome oficial de "Av. das Américas" - estavam desorientados na hora de entrar pelo curral.

Capatazes rurais que oficialmente são conhecidos como "equipe operacional do BRT Rio" tentaram guiar a "manada" para entrar no curral sem problemas, mas quem se recusava a levar essa "vida de gado, de povo marcado e gente feliz" alegava que a coisa estava mais confusa do que uma tropa de cavalos no cio correndo pela relva.

Pessoas ainda tentavam atravessar a via carroçável tentando o máximo de cuidado para não serem atropeladas pelas charretes que disparam feito cavalo em hipódromo que diariamente percorrem esse caminho da roça.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Espírito de Equipe

Comemoração por futebol em dia de Golpe mostra infantilidade do povo carioca

Prisão de Cunha é etapa de um jogo político