Cariocas são hipócritas em comemorar "Dia do Rock" preparando monocultura do "funk/sertanejo"

Para os brasileiros e somente para os brasileiros, hoje e considerado o Dia do Rock. Não aquele rock conscientizador, mas o estereótipo do rock. Linguinha para fora, sinal do diabo com as mãos, gírias tolas e aquela rebeldia sem causa que faz os jovens se rebelarem pelo fato de não terem motivo para se rebelar. Uma gracinha.

Mas no Rio de Janeiro, que teve a ideia tola de ressuscitar uma rádio fake de rock justamente numa fase em que o gênero ainda em baixa, cada vez mais impopular, soa hipocrisia comemorar esta data. Até porque sabemos que está sendo arquitetada uma monocultura planejada por integrantes de entre dois gêneros, digamos, musicais: "funk" e "sertanejo", um forasteiro majoritariamente paulista/goiano, mas com o primeiro na liderança.

Lembrando que hoje também é o dia do "sertanejo"e embora a data tivesse surgida para homenagear os caipiras autênticos, sabemos muito bem que os oportunistas de meia tigela irão cobrar as homenagens. Não merecidas, é claro.

Mas o "funk", ritmo patrocinado pelos "profissionais" "gente boa" que "alimentam" a jovem elite brasileira e que contam com o apoio explícito (!!!) do governo do estado, é que ditará as regras dessa monocultura, armados até os dentes de AR-15 e outras armas muito mais potentes.

Até porque o som mais barulhento que vai ser ouvido no Rio de Janeiro a partir de agora não será os de estridentes guitarras Fender Stratocaster ligadas a potentes amplificadores. 

Mesmo assim, será a maior pauleira. Literalmente falando.

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