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Calor em Copacabana e "coxinhas" quentinhos do forno

As elites "revoltadas" e a classe média "coxinha" foram para as ruas das cidades brasileiras na vã esperança de tirar a presidenta Dilma Rousseff do poder, no "grande protesto contra a corrupção" que, nesta roça chamada Rio de Janeiro, aconteceu em Copacabana. Calor na praia e "coxinhas" vindos quentinhos do forno.

O pretexto é revoltar contra a corrupção na Petrobras, enquanto se fica conivente quando a corrupção está fora dos círculos petistas. Em Belo Horizonte, Aécio Neves foi um dos porta-vozes da manifestação.

E como os cariocas não querem mexer nas "pratas da casa", o PMDB carioca não foi alvo da revolta. Eduardo Cunha não recebeu pedido de impeachment e o pessoal nem mostrou muita indignação contra Eduardo Paes, Luiz Fernando Pezão ou, no caso dos niteroienses, o prefeito e "chinelo do Pezão" Rodrigo Neves. Protestaram contra eles apenas na condição de aliados do PT, como se eles apenas fossem cúmplices de segunda ordem.

No dia seguinte, veremos esses mesmos manifestantes indo às suas mesmas rotinas, inalterados e bovinos, indiferentes a problemas piores do que aqueles que associam apenas ao Partido dos Trabalhadores e às pessoas de Dilma Rousseff e Luís Inácio Lula da Silva.

Pelo menos serão informados tardiamente da derrota que o Flamengo sofreu, enquanto seus torcedores protestaram contra o PT. É uma pequena quebra de rotina para a capital brasileira da mesmice.

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