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Para cariocas, pessoas não foram feitas para serem amadas


É um triste diagnóstico. Cariocas não amam pessoas. Amam tudo, menos pessoas. É um fato real e se alguém discorda dele certamente não sabe o que significa a palavra "amor".

Para cariocas, as pessoas não foram feitas para serem amadas. São feitas para que a gente conviva com elas em troca de favores ou satisfação de interesses. Não confundam ser interesseiro com ser mercenário, pois relações de interesse podem não envolver dinheiro e sim a troca de favores. 

Lembrando que como estado da Região Sudeste, o pensamento e os interesses das elites é que predominam. E elites são normalmente desconfiadas e e interesseiras, o que reforça a tese da insensibilidade carioca. Não por acaso, no Rio de Janeiro crescem os ideais anti-humanistas, incluindo a defesa do Capitalismo e o infeliz crescimento do Fascismo (e sua versão extrema, o Nazismo), já que para cariocas, outras pessoas são o pior obstaculo para a satisfação dos interesses elitistas de boa parte da população do estado.

Alguns fatos comprovam a insensibilidade do carioca.

- Cariocas são muito exigentes e desconfiados diante de quem não conhece;
- Há uma estranha burocracia para o inicio de amizades;
- Rompem amizade quando há a menor discordância, além de ser muito fácil fazer inimizades com cariocas por motivos banais;
- Demonstram mais empolgação afetuosa com times de futebol, animais e divindades, o que reforça o fanatismo futebolístico, o fanatismo religioso e o ativismo pró-animais;
- Trocam os sentidos de "amigo" e "colega", dando a entender que amizade é ser colega em atividades em comum;
- Ao escolher namorados, o nível de exigência das mulheres quando ao aspecto provedor/protetor e muito alto;
- Obrigam pessoas a terem certos gostos e ideias e quando acham alguém muito diferente de suas expectativas, partem para o bullying mais cruel possível. 
- Possibilidade de recusas, perdas e demissões por "não ter espírito de equipe" em atividades extra-profissionais com colegas do trabalho.
- Não defende direitos e sim privilégios, achando natural que uns tenham mais benefícios do que os outros, desprezando o bem estar coletivo;
- A ideia anterior fortalece a defesa do capitalismo e o culto a lideranças.

Não é por coincidência que o fanatismo pelo futebol e a religiosidade sejam bem altas. Conservadores e entusiastas de hábitos antiquados, os cariocas gostam de costumes que sejam praticados por muitas décadas, dando a ilusão de que a durabilidade das coisas é a prova de sua eficiência, o que a prática prova ser um mero mito.

Por isso que os cariocas de hoje se parecem muito com os da República Velha, cultuando os mesmos valores retrógrados que fazem o estado se estagnar. E o pior que os cariocas são estigmatizados como os "mais inteligentes do país", sendo bastante influentes na cultura dos costumes pelo país todo.

Esse estigma cria uma espécie de conformismo do tipo "deita na cama depois da fama", já que o carioca se emburrece por achar que é suficientemente inteligente, se recusando a ampliar seu conhecimento e a atualizar seus hábitos.

E graças a isso tudo que os cariocas aprenderam a não amar pessoas. Pessoas, para o carioca, só servem para satisfazer interesses e trocar favores. Quando não são capazes disso, pessoas só atrapalham. 

Melhor para o carioca ficar sozinho com a camisa de seu time de futebol favorito, abraçado a um cachorrinho e rezando para a inanimada estátua do santo adorado, pedindo para que o resto da população se exploda, saindo do caminho para o carioca poder se dar bem.

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