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Autoridades e tecnocratas do RJ acham que sistema de ônibus está melhor hoje. Façam-nos rir!

O secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani, o secretário municipal de Planejamento, Alexandre Sansão, e o professor de Engenharia de Transportes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Alexandre Rojas, provaram ter uma coisa em comum, de acordo com o que disseram em reportagem recente do jornal O Globo.

Os três devem ter brincado demais de Grand Theft Auto e TheSims e usado demais Adobe Photoshop e Microsoft Power Point para pensar o sistema de ônibus no Rio de Janeiro. Pensam a cidadania e o interesse público através de suas convicções sociais diante da realidade virtual da Internet e dos "milagres" da computação gráfica.

Diante do problema das ligações Zona Norte e Zona Sul, eles agora querem repensar a redução de itinerários e extinção de linhas e bolar algo mais "racional". Eles tentam arrumar desculpas para dizer que estão "repensando o sistema", como se fossem pesquisadores sérios e competentes, coisas que eles não são. 

Eles tentam dar a falsa impressão de que "a prefeitura acerta em tentar racionalizar os ônibus" e usam desculpas "técnicas" para as besteiras que decidem. Criam o caos e acham que isso foi causado "de repente" ou era um "transtorno esperado, mas necessário". Falam em eliminar "sobreposição de itinerários de ônibus", mas não estão aí para a verdadeira sobreposição em comerciais de televisão, em que um mínimo de três comerciais de marcas concorrentes de automóvel chegam a aparecer num único intervalo de programa.

Sim, porque eles ficam falando bobagens de que "não há mais concorrência" para que linhas de ônibus diferentes tenham percursos idênticos, e aí vão pensar em criar "linhas de BRT" aqui e ali, diminuindo os ônibus nas ruas e estimulando o uso do automóvel, que eles fingidamente apelam para os passageiros não usarem.

Eles tentam usar um discurso racional para esconder ideias irracionais, falta de compreensão da realidade e desprezo absoluto ao interesse público. Fazem um discurso bonito para impor ideias retrógradas e impopulares. Tentam maquiar suas decisões atrapalhadas com retórica tecnocrática. E assim, nesse caótico e bagunçado sistema de ônibus imposto desde 2010, o único fluxo tranquilo é o das palavras que deslizam bonitas e arrumadinhas nas bocas desses demagogos.

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