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Chegada dos fãs ao Rock In Rio foi "pau puro"

A chegada do público do Rock In Rio 2015 foi mó irado. Foi pau puro, brou. Maó adrenalina, galera!

Pois é, e aí chegar de ônibus - só BRT - para a Cidade do Rock foi uma grande aventura, devido à "cultura" imposta pelo Benito Muss... quer dizer, Alexandre Sansão, de que "mobilidade urbana" é pegar mais de um ônibus só para brincar com o Bilhete Único (que se esgota antes do primeiro ônibus chegar ao ponto final, a tempo do passageiro ter que arrumar outra grana para pagar a tarifa do segundo).

Aí o pessoal pega o primeiro ônibus, talvez até o segundo, antes de pegar o BRT, que parte todo lotado, com 800 pessoas lotando um ônibus feito para 200. O rock'n'roll é experimentado sobretudo pelas próprias mulheres, maldosamente assediadas silenciosamente por tarados apenas porque eles se excitam só se encostando nelas nesses articulados superlotados.

Além disso, mobilidade urbana, mesmo, está no fato de que, saltando no Terminal Alvorada, a patota tenha que mobilizar seus pés para uma longa caminhada, com várias pessoas fazendo sua procissão para a Meca dos grandes eventos musicais, o Rock In Rio. 

Difícil entender por que vários deles ainda puderam pular e se agitar nas apresentações, depois desse transporte público feito para boi dormir, porque a SMTR (Secretaria Municipal de Transportes) é o que mais trata os cariocas como bovinos, padronizando a pintura dos ônibus e botando o carimbo da prefeitura como se as frotas dos coletivos fossem gado de bois de uma fazenda (paciência, os caras do PMDB carioca são neo-coronelistas).

Talvez o pessoal até tivesse que chegar cedo para descansar, ou tirando a soneca abraçado a seus pertences (que têm alto risco de serem furtados livremente), depois das trevas púrpuras da viagem do BRT. Porque não é fácil pegar essas minhocas sobre rodas que o latifúndio carioca (leia-se Eduardo Paes, Pezão, Sansão, Carlos Roberto Osório, Cabral Filho e o "mais roqueiro" deles, Eduardo Cunha) oferece como cortesia, fingindo estar preocupado com os congestionamentos.

Esses políticos falam, como professores de jardim de infância diante de uma multidão de peraltas barulhentos, que as pessoas deveriam evitar usar automóvel para ir ao Rock In Rio. Falam sem muita convicção, mais parecendo uma forma de quererem bancar os bonzinhos. Isso porque, com a overdose de comerciais de automóvel na TV, difícil as pessoas não pensarem em usar automóveis. 

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