Linhas do Grande Rio para a capital foram entregues a político da ditadura militar!

Os busólogos "cabritos" estão em festa. Eles, que adoram pintura padronizada, adoram o PMDB carioca e tantos retrocessos, têm mais uma coisa a comemorar.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro, na pessoa do secretário de Transportes, Carlos Roberto Osório - capaz de impor pintura padronizada até para times de futebol e de esportes olímpicos - , escolheu ninguém menos que o ex-prefeito de Curitiba, o arqueopaleoarquiteto Jaime Lerner, resgatado dos anos de chumbo para trabalhar a "licitação" das linhas metropolitanas do Grande Rio com destino a capital, que sabemos ser a bovina e matuta cidade do Rio de Janeiro.

Para quem não entende o que é "licitação", o processo é um eufemismo adotado pelas corruptas e autoritárias autoridades cariocas para esconder as empresas de ônibus através de uma pintura comum, imposta politicamente, na qual diferentes empresas usam a pintura padronizada como véu para esconder a corrupção político-empresarial que ocorre por trás.

Nas linhas municipais do Rio de Janeiro, a pintura padronizada deu no que deu: empresas mudando de nome, linhas de ônibus trocando de empresas, empresa de consórcio A circulando em linha de consórcio C, diferentes empresas operando numa mesma linha, e o passageiro, sempre o último a saber, não entende bulhufas do que está acontecendo. Ir de ônibus passou a ser um mistério maior do que ir a um trem-fantasma num parque de diversões.

Pois a coisa se estenderá para as linhas que virão de Niterói, de São Gonçalo, da Baixada Fluminense, para o Rio de Janeiro, e tudo nas mãos de Jaime Lerner, um político paranaense que havia sido um dos astros da ditadura militar lançado pelo tenebroso partido ARENA (Aliança Renovadora Nacional), que grupos fascistas tentam ressuscitar com recursos para o TSE.

Jaime Lerner foi uma espécie de equivalente, para a mobilidade urbana e o Urbanismo, do que Roberto Campos representou para a Economia. Sabemos que Roberto Campos realizou uma política de desenvolvimento com material sucateado para as indústrias e menos salários para os trabalhadores. Apesar disso, Campos era divinizado pelos seus seguidores.

Lerner era uma espécie de "Deus" para os tecnocratas que impunha medidas "racionais" que contrariam o interesse público, mas criavam cidades bonitinhas para turista ver. Os projetos que consagraram foram elaborados no calor do brutal governo do general Emílio Médici, na condição de prefeito biônico (nomeado pelos generais) de Curitiba.

Da mesma forma, Lerner é um dos raros brasileiros que acham o máximo os passageiros esperarem mais de uma hora e meia pela chegada de um ônibus. Ele esquece que as ruas estão cheias de automóveis e defende a diminuição de ônibus em circulação achando que menos ônibus podem satisfazer desde que tenham maior velocidade. Com esse trânsito? E com uma velocidade além da máxima permitida?

Fora dessas especialidades, porém, Jaime Lerner é um político da linha de Paulo Maluf, com mania de privatizar empresas - se deixarem, ele vende a padaria da vizinhança e a casa de seus parentes para consórcios estrangeiros - e um trato com o dinheiro público que segue a racional equação do "dou um para o povo, dou dez, vinte, trinta, um milhão para mim".

Pedimos para os passageiros que diariamente passam por ônibus pela Ponte Rio-Niterói que, a partir de 2016 - quando o embuste será lançado - , dentro de ônibus padronizados, se sirvam de orações e livros religiosos, se são partidários de alguma religião. Para quem é ateu e agnóstico, só resta uma única "oração": SOCORRO!

Os ônibus serão mal conservados - como os municipais do Rio - e, trafegando pela pista direita da Ponte, podem "cambalear" e cair na Baía da Guanabara, com motorista e passageiros (creio que a função do cobrador será extinta de vez) indo para a Cidade dos Pés Juntos. 

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