Mais inocentes mortos no Rio. É para "otimizar" as periferias?

As autoridades cariocas não resolvem o problema de Habitação, Educação, Saúde e outros setores. Fingem que fazem todo o possível, fingem que têm soluções prontas na mente, fingem que, se não fazem, é porque estão realizando estudos, enfim, fingem, mentem, fingem e mentem. Só fazem falar.

Pois um menino inocente foi morto por bala perdida no confronto entre traficantes e policiais no Caju, numa tal de UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) que provou não trazer qualquer tipo de segurança para os moradores dos subúrbios.

O menino se chamava Herinaldo Vinícius de Santana. Era só um pequeno estudante de 11 anos, que poderia ser um adulto trabalhador, honesto, alegre, animado e um grande amigo de seus colegas, parentes e vizinhos. Tinha muito o que fazer, talvez sem saber na ocasião, porque o tempo é que lhe mostraria os dons e todo o seu potencial, mas infelizmente tudo foi interrompido. Morreu enquanto ele brincava alegremente no local.

Ele foi atingido nas costas ontem de tarde. Não chegou a ser socorrido, porque não aguentou os graves ferimentos das balas. Revoltados, moradores do Caju foram fazer protestos na Linha Amarela. O tiroteio continuava e quem percorria o viaduto que liga a Baixada Fluminense a São Cristóvão e ao Túnel Rebouças ficou em pânico. O trânsito ficou confuso no local.

Tantos inocentes morrem por causa de tiroteios e balas perdidas. E tantas pessoas boas, mesmo as de classe média, são mortas em assaltos. Por que será que essa "guerra" unilateral, em que os criminosos não são devidamente condenados, acontece? Será que é para "otimizar" a população carioca? E por que muitos pobres trabalhadores, estudantes e crianças brincalhonas, também morrem sob a "chuva" de balas perdidas? Será que é para "otimizar" as periferias?

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