Ministério do Trabalho denuncia escravidão no Rock In Rio

Essa injustiça não aparece no "rardicór" que a rádio do "rock de verdade" adora tanto tocar, porque o mundo real é muito mais cruel do que supõe a Disneylândia das guitarras barulhentas dos últimos tempos.

O Ministério do Trabalho resgatou 17 empregados da empresa Batata no Cone, que estavam a serviço do Rock In Rio 2015 e trabalhavam em condições degradantes.

Eles recebiam apenas dois reais por produto vencido e não tinham direito à remuneração complementar. A jornada de trabalho era exaustiva e não era oferecida alimentação para os trabalhadores.

Os próprios empregados eram obrigados a pagar os custos das passagens de ônibus e pelos atestados médicos, tiveram documentos retidos pela empresa e alguns deles chegaram a pagar R$ 400 só para chegar à Cidade do Rock.

Um dos alojamentos vistoriados auditores fiscais apontou falta de condições de higiene e de conforto. Os contratos dos empregados foram rescindidos, eles serão indenizados pela empresa e ainda se inscreverão para o seguro-desemprego.

Enquanto isso, o tão engajado "rardicór" está muito mais preocupado em falar de pessoas legais...

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