Publicidade diz que BRT Rio é tendência mundial. Vá entender...

Muito legal o titio Roberto Medina dar de presente à criançada, além do Rock In Rio que de rock só tem o nome - nada muito diferente do "rock de verdade" que rola na Rádio Cidade (aquela rádio pop que "só toca rock"), cujo dono é BFF de Medina - , uma publicidade que diz que o BRT do Rio de Janeiro é "tendência mundial", o que quer dizer que o projeto segue a tendência dos países mais desenvolvidos do mundo.

A estrutura moderna e suas espetaculares superlotações devem ser também coisa de Primeiro Mundo, como ceifar trajetos de linhas de ônibus e colocar poucos ônibus nas ruas que já são cheias de automóveis (ninguém se preocupa com a sobreposição de propagandas de automóveis na TV - há cinco congestionando até um único intervalo de telejornal, pode?) - , como talvez seja também coisa de país próspero a cara-de-pau de nossos políticos segregacionistas que querem eliminar os ramais diretos Zona Norte-Zona Sul.

Mas, fazer o quê? Para a garotada - inclusive a gente miúda (que pensa pequeno) com mais de 30 anos de idade - que fica brincando com WhatsApp vendo vídeocassetadas e lê "livros para colorir", o que vale é a "verdade" trazida pela propaganda publicitária, e muitos acreditarão que os BRTs superlotados  são tendência vista até em países com maior desenvolvimento social e urbanístico.

Então tá. Se a publicidade que Roberto Medina fez de presente para o grupo político de Eduardo Paes, Pezão e Cabral Filho der certo, quem sabe a Artplan, que é a empresa do homem que investe no Rock In Rio, possa fazer uma propaganda dizendo que a "lama de 1985" do primeiro Rock In Rio é também coisa de Primeiro Mundo e é dotada dos mais plenos poderes de cura medicinal. 

Vão relançar a "lama" como "descoberta" de cura para as mais diversas doenças, da AIDS ao Mal de Alzheimer, para não dizer todo tipo de câncer. O Rio de Janeiro é tão maravilhoso...

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