SMTR promete "melhorias" no transporte público para o Rock In Rio

Depois os busodiólogos ficam zoando na Internet quando falamos da realidade. Também, eles só admiram os ônibus de fora, vão de automóvel para fotografar ônibus e por isso não entendem por que os BRTs são tão problemáticos assim.

Pois os BRTs só vieram superlotados na chegada à Cidade do Rock, local do Rock In Rio 2015, e no fim do primeiro dia do evento, voltaram superlotados. A multidão se amontoava de maneira assustadora nas estações a ponto de muitos terem que esperar horas só para entrar em um ônibus.

"Fomos tratados como gado", disse uma passageira ao RJ TV, mostrando que tais declarações não são exclusivas de internautas indignados que sofrem represálias das milícias troll que costumam ser embriões de movimentos fascistas e revelam, para o futuro, aspirantes a Eduardo Cunha e Jair Bolsonaro a rasgar a Constituição e violar os direitos humanos.

Fazer o quê? Troll não anda de ônibus, passeia de carro do papai e da mamãe - isso quando o próprio troll não se encoraja a dirigir um automóvel, geralmente sem entender o que é troca de marcha (ele costuma zoar com os professores de autoescolas porque acha isso uma bobagem; a única coisa que troll sabe é zoar) - e por isso responde à indignação dos passageiros de BRT com um único grunhido: "Kkkkkkkkkkkkkk".

Mas vamos ao que interessa, deixando busodiólogos e trolls serem atropelados pelas consequências de suas zoadas, já que a realidade não é algo que eles podem controlar com risadas, xingações ou o surrado "pare de falar besteira", refrão que repete feito disco riscado pela busologia de pavio curto.

Com BRTs superlotados, indo e vindo de suas estações, e a completa desorganização nas estações, o secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani (de uma família de políticos), que só está aí para cumprir o receituário deixado por Alexandre Sansão e Carlos Roberto Osório, afirmou que promete fazer "ajustes" nos próximos dias do festival.

Ele se limitou a dizer que colocará mais catracas para os embarques e desembarques das estações, na tentativa (provavelmente vã) de garantir maior comodidade para os passageiros. Só que ele não falou coisa alguma a respeito do BRT.

Aí a gente fica perguntando. Será que eles vão resolver o problema diminuindo um dos itinerários das linhas, criando mais percursos mutilados da fórmula "alimentador e troncal" (tipo "Terminal Madureira" X "Taquara" e "Taquara" X "Cidade do Rock")? Do jeito que andam mutilando itinerários e a gente teme surgir, no futuro, linhas "alimentadoras" de BRT como "Candelária X Central" e "Candelária X Passeio" - para não dizer a temida "Central" X "Praça da República", isso faz sentido.

É esperar para ver. Secretários de Transporte costumam ver a realidade carioca através do Grande Theft Auto, TheSims e pela computação gráfica (tipo Photoshop e PowerPoint). Eles também não costumam usar ônibus.

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