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Violência agora acontece até no começo da tarde

Enquanto as autoridades ficam brincando com a credulidade popular, a insegurança cresce no Rio de Janeiro e cidades vizinhas de tal forma que hoje já são constantes os assaltos em lugares movimentados no começo da tarde.

Só este ano, no Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo - e não estamos dizendo a Baixada Fluminense - , houve vários assassinatos à luz do dia, ocorrências que se tornam comuns, com os criminosos fazendo pouco caso de si mesmos.

Em Niterói, até o antigo produtor da Rádio Fluminense FM, Alex Mariano, foi morto por assaltantes ainda sob o céu claro, numa área da Rua Visconde de Sepetiba próxima à esquina da movimentada Rua Marechal Deodoro, no centro da cidade, a cerca de 17 horas.

Na mesma cidade, um homem foi morto por outro, num acerto de contas em um bar próximo à Praça do Rink, a poucos metros do Plaza Shopping e num local também movimentado.

No Rio de Janeiro, uma pessoa já foi morta numa estação de metrô da movimentada Uruguaiana. E, agora, uma mulher de 49 anos foi morta em consequência de uma facada dada por um ladrão que tentou assaltá-la na saída de um centro de ginástica, no Recreio dos Bandeirantes, no começo da tarde.

Ana Lúcia Neves, mulher do presidente do Trem Corcovado - órgão que cuida do famoso bondinho que leva ao Cristo Redentor - , chegou a ser socorrida com vida, mas não resistiu ao ferimento no tórax, falecendo quando estava sendo atendida.

Enquanto isso, as autoridades só fazem falar, dizendo que podem fazer tudo, que farão tudo, que pensarão em fazer tudo, que realizarão estudos para fazer todas as coisas. Só que não fazem e deixam as pessoas morrerem de balas perdidas, de latrocínios e outras tragédias. Esse é o Rio de Janeiro que muitas pessoas ainda não admitem que regrediu, mas regrediu. E muito.

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