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Mostrando postagens de Outubro, 2015

Enquanto a MPB perde espaços no Rio de Janeiro...

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Enquanto a MPB autêntica - aquela que não depende de plateias lotadas feito gado reunido para ter reconhecimento - perde espaços no Rio de Janeiro, o comercialismo da bregalização musical expande seus espaços e cria reservas de mercado.
Há tempos uma casa de espetáculos na Barra da Tijuca se tornou reduto desses ídolos comerciais para os quais fazer música é algo tão tendencioso e mercenário quanto produzir um automóvel ou vender um sabão em pó. Música com M de mercadoria, que só se torna maleável quando a intenção é agradar a freguesia (ou seja, aquele tipo de demanda que a granda mídia define como "clientela").
Esses ídolos musicais já têm um monte de espaços. Seu domínio de mercado atinge 95% do mercado de casas noturnas, 75% das programações radiofônicas (isso porque parte das FMs hoje investem em blablablá) e 80% dos espaços nos cadernos culturais da grande imprensa. E volta-e-meia a gente vê "sertanejos", "funqueiros" e "pagodeiros" chora…

Se protestar fosse mais comum...

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Dias atrás, houve um protesto de movimento de mulheres pedindo a cassação do mandato do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Foi na frente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Coisa rara de acontecer, gente protestando no Rio de Janeiro. Geralmente, as pessoas endeusam autoridades, tecnocratas, empresários e executivos em geral, fora celebridades, por qualquer coisa que impõem para a população.
Por exemplo, chega um paulista da gema como Luciano Huck - que, originalmente, é desses que dizem "dois chopes e um pastel", mas tornou-se carioca por adoção - , lança uma gíria como "balada" e o pessoal do Rio de Janeiro pensa que a gíria havia sido criada nas ruas cariocas.
O protesto deve ter ocorrido, portanto, porque Eduardo Cunha foi longe demais. E talvez porque a eleição desse "garoto-problema" do Poder Legislativo federal tenha envergonhado os cariocas, que precisavam mostrar que se indignavam de alguma coisa que não seja o Partido d…

"Boa sociedade" carioca decreta Lei do Silêncio

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A "boa sociedade" do Rio de Janeiro, liderada pela elite carioca e por simpatizantes no restante do Estado do Rio de Janeiro e em outras partes do país (geralmente Sul e Sudeste), determinou agora a Lei do Silêncio.

Não, não! Não se trata de proibir a barulheira noturna, que continuará acontecendo livre e solta, sobretudo com trogloditas urrando e berrando feito monstros no cio depois que um time carioca favorito deles (Flamengo, Fluminense, Vasco ou Botafogo) fizer algum gol.

O "silêncio" em questão se refere à proibição de reclamar de problemas profundos, sobretudo relacionados às arbitrariedades de políticos, tecnocratas, empresários e executivos de mídia que impõem barbaridades que têm que ser aceitas para o bem do sucesso das Olimpíadas Rio 2016.

Afinal, o Rio 2016, mais que um evento esportivo - e bem mais, se percebermos que os brasileiros terão mais um desempenho medíocre, com muito menos medalhas, enquanto o chefão Carlos Arthur Nuzman fica com seus palet…

Barry MacBurroughs, o "Clássico dos Clássicos"

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Ele é o pai dos mullets. O rei das baladas xaroposas. Barry MacBurroughs, o ídolo americano dos anos 70, queria apenas ter uma vida de sossego ao viajar para o Brasil, mas, ao desembarcar no Aeroporto do Galeão, aqui no Rio de Janeiro, ele foi agarrado por multidões ensandecidas, uma delas mostrando um cartaz dizendo "Barry MacBurroughs, o Clássico dos Clássicos".
Conhecido por sua carreira de sucessos como "I'm Gonna Tonight" e "Love Me (Til The End of The Night)", o cantor romântico de barbas espessas e cabelo arrumadinho, influenciado pelo country e ex-integrante do grupo do final dos anos 60, Dark Blue Rangers, queria apenas curtir umas férias no Rio de Janeiro, mas a receptividade inesperada dos fãs já faz seu empresário agendar uma temporada na cidade.
Ele não imaginava a receptividade que os brasileiros tinham à sua música, tocada nas rádios FM de pop adulto. Ele havia saído de negociações fracassadas de turnês no próprio país, inclusive de re…

Ninguém é obrigado a gostar de futebol. Mas alguém precisa avisar isso aos cariocas, que não sabem desta lei

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O Rio de Janeiro é uma ditadura do futebol. Embora seja uma obrigação relativa em quase todos os estados do país, é no Rio de Janeiro que o futebol se torna uma condição sine qua non para a vida social. Numa atitude comparável ao racismo e à homofobia, quem assume não curtir futebol ou torcer para um time diferente dos "4 Fantásticos" (Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo), é violentamente discriminado, perdendo amigos e até mesmo direitos importantes.
Como uma lei sem legislador, a própria população se dedica voluntariamente a fiscalizar o gosto pelo futebol. A intenção é fazer do gosto pelo futebol uma unanimidade para dar uma ilusão de que "está no sangue", fazendo parte do organismo biológico das pessoas consideradas "normais". É como se fosse uma adaptação para aquela famosa música do baiano Dorival Caymmi, trocando a palavra "samba" por "futebol". Não curtir futebol é considerado um defeito e não-torcedores não raramente são c…

Ônibus começam a faltar no Rio. Mas sobram comerciais de carro na TV

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Hoje a tesoura da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) agiu novamente em mais outras linhas de ônibus cariocas, ampliando a dificuldade de acesso do povo da Zona Norte à Zona Sul.
Rafael Picciani disse que a operação é para "otimizar" o sistema de ônibus na outrora conhecida como Cidade Maravilhosa.
Também pudera. Vejam quem é o mestre político do secretário Picciani: Eduardo Cunha!! Será que ele também serve para "otimizar" a vida dos brasileiros?
Pois se Rafael Picciani, no seu autismo tecnocrático, acredita que tudo vai melhorar com menos ônibus nas ruas, faz sentido sua ligação com o guru que queria precarizar o mercado de trabalho no país.
Só que, com menos ônibus nas ruas, mais automóveis. E ainda mais quando sobram comerciais de automóvel de sobrepondo nos intervalos de televisão.
Na manhã de ontem, só no programa Bom Dia Brasil, da Rede Globo de Televisão, um único intervalo mostrou dois comerciais de automóvel quase seguidos, só interrompidos por um…

Vascaínos estão tranquilos diante da explosão em São Cristóvão

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Diante da explosão que atingiu vários imóveis em São Cristóvão, os torcedores do Clube de Regatas Vasco da Gama podem estar tranquilos.
O estádio de São Januário está em pé e o Vascão, ou melhor, Eurico Miranda FC, não perde há semanas uma partida no Brasileirão.
Eles são corroborados pela "boa sociedade" carioca, que está indiferente à constatação de intensos retrocessos sofridos pelo Estado do Rio de Janeiro e sua respectiva capital, até porque eles precisam parecer felizes nas mídias sociais e no seu entretenimento em bares, boates e outros lugares sociais. Daí que, diante dos problemas, eles preferem ler livros para colorir e ver vídeos engraçados com bichinhos e bebês no WhatsApp.

No exterior, ônibus são feitos para unir. Aqui eles servem para desunir

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Ônibus vem de uma palavra em latim, omnibus, que significa "para todos". Só não é sinônimo de coletivo para a turma de Eduardo Paes, Alexandre Sansão, Carlos Roberto Osório e Rafael Picciani.
Para estes, ônibus é um brinquedinho com o qual eles fazem o que querem, à revelia da população, mas como eles agem de maneira demagógica, o grupo político de Eduardo Paes pode até reprimir passeata de professores com bombas de gás lacrimogêneo que depois vai dizer que isso é lança-perfume e que aqueles policiais seriam foliões querendo homenagear a profissão de professor.
Esta foto mostra cidadãos da Coreia do Norte que, depois de 60 anos, se reencontraram. Eles sofrem com governos de extrema-esquerda militarizada e burocratizada que ameaçam produzir bombas e armamento bélico que poderá destruir uma boa parcela do planeta. E eis que amigos se reencontram, estando alguns deles ainda em viagem em ônibus.
Lá, se vê os ônibus contribuindo para a união de pessoas. Aqui, com as mudanças que…

Pasageiros de ônibus correm sempre risco no Rio de Janeiro

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Passageiros de ônibus correm sempre risco no Rio de Janeiro.
Correm risco de serem assaltados até por cidadãos aparentemente inocentes que sentem ao seu lado.
Correm o risco de pegar ônibus errados por causa da pintura padronizada.
Correm o risco de receberem o troco errado porque, agora que tem o motorista-cobrador, ele fica sobrecarregado demais para guiar o volante e acertar o troco ao mesmo tempo.
Correm o risco de se atrasarem ao trabalho porque agora precisam fazer baldeação da Zona Norte para o Centro e daí para a Zona Sul, ou da Ilha para o Fundão e daí para Madureira, da Penha para Madureira e daí para a Zona Oeste etc.
Correm o risco de sofrerem acidente porque os ônibus estão sucateados, até mesmo as frotas de empresas antes consideradas boas.
Correm o risco de serem enganados pelo papo mole dos secretários de Transportes.
E ainda correm o risco de serem atropelados, como no caso desta foto, com um passageiro mexendo no retrovisor de um ônibus da Paranapuan (ou seria Verdu…

Para autoridades, tempo não é dinheiro

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Na mobilidade urbana que não mobiliza - você tem que andar mais ou pegar mais de um ônibus para ir para vários lugares - , sobretudo no Rio de Carneiro em que vivemos, a Prefeitura do Rio de Janeiro acha que trocar lixo reciclável por algumas cargas de BRT irá resolver o problema.
Pois a iniciativa, chamada "Mobilidade Reciclada" - nossa, as autoridades gostam dessas palavras modernas, "mobilidade", "reciclagem", "acessibilidade" e "sustentabilidade", mesmo adotando medidas do tempo do onça - , as pessoas depositarão material de lixo reciclável, como latas e garrafas, papel e plático, digitarão seu CPF na máquina e o cartão de Bilhete Único será recarregado.
Assim, haverá maior comodidade para os passageiros que continuarão viajando em pé nos BRTs superlotados e perdendo muito tempo na baldeação entre bairros antes ligados por linhas diretas. E como o órgão "Rio+", autor da iniciativa, acolhe sugestões, então poderemos suger…

O Rio de Janeiro dos desastres de todo dia

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Sociedade submissa e imprudente. Autoridades prepotentes e irresponsáveis. São esses os ingredientes para muitas tragédias que acontecem no Rio de Janeiro, enquanto a "boa sociedade" finge que tudo isso são apenas "problemas pontuais da pós-modernidade urbana".
Acreditar que são "problemas pontuais" as tragédias que acontecem todo dia é dose. Inocentes morrendo assassinados, por balas perdidas ou por homicídio mesmo, seja um favelado num dia, uma jovem mulher noutro, um idoso adiante. Num dia é acidente com ônibus deixando mais de 20 feridos, noutro é local explodindo e destruindo várias casas, noutro é incêndio em área comercial destruindo lojas e estoques para venda, noutro são os assaltos e assassinatos ocorridos à luz do dia.
Isso ocorre toda semana. A explosão, ontem, de um imóvel no bairro de São Cristóvão, devido ao vazamento de gás, ferindo oito pessoas e cujo impacto causou a destruição de outros cerca de 50, ocorreu uma semana após o incêndio e…

Jogo dos Sete Erros: Jive Bunny

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Vamos apontar os sete erros comuns entre os jovens médios e relativos ao Jive Bunny, nome muito tocado nas festinhas nostálgicas do Rio de Janeiro, principalmente as dedicadas aos "anos 80" (qualquer coisa que é antiga é "anos 80", vale lembrar):
1) BANDA DE ROCK NORTE-AMERICANO - O grupo Jive Bunny and The Mastermixes foi, na verdade, um grupo de tecladistas e DJs britânicos que sampleava canções antigas;
2) CLÁSSICO DO ROCK - Não, o sucesso "That's What I Like" não é necessariamente um clássico do rock, porque amontoa várias músicas, algumas, sim, clássicos do rock, mas picotadas em pequenos trechos. Portanto, assim como picadinho não é file mignon...
3) REPERTÓRIO DOS ANOS 60 - De fato, a colagem possui músicas dos anos 1960, mas nem tudo é sessentista: a música mais antiga utilizada, por exemplo, "Razzle Dazzle" de Bill Haley and The Comets, é de 1955. 
4) INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO ROCK - Não, a colagem não serve para introduzir os joven…

Lista de exigências do Pearl Jam poderá ser atendida, menos um item

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O grupo Pearl Jam vai se apresentar no Brasil. Passará por várias cidades habitualmente receptivas para artistas estrangeiros de ponta, como São Paulo e Porto Alegre, e a turnê, que se iniciará no dia 11 de novembro, acontecerá no dia 22 no Rio de Janeiro, no Maracanã. Se bem que poderia ser no Caio Martins, já que 22 de novembro é aniversário de Niterói.
A banda, composta pelo cantor Eddie Vedder e por ex-membros do Green River e Mother Love Bone, lendárias bandas do rock de Seattle, divulgou sua lista de exigências para hospedagem na turnê.
Para o camarim, lista incluiu tortilhas de milho, pretzels, cookies, geleias de morango e framboesa, além de uvas, bananas, chicletes e chocolates. Energéticos, isotônicos, água de coco, e um pedido especial: a bebida kombucha, feita a partir da fermentação de chás ricos em cafeína foram os líquidos exigidos pelos músicos.
Agora, uma exigência não pode ser atendida: a Rádio Cidade tocar mais do que uns míseros "grandes sucessos", sob o…

Novo CD de Anitta fez jovens se esquecerem que Luiz Carlos Miele morreu

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Yes, nos temos hit-parade! O oba-oba que se tem em torno do novo CD de Anitta, Bang!, fez a juventude se esquecer que o Rio de Janeiro tem um patrimônio cultural a ser zelado, se não fosse, é claro, a intolerância das gerações mais novas para a palavra "cultura", que para elas só vale para o junk food "cultural" que consomem.
Pessoalmente, nada temos contra Anitta, muito simpática e bonitinha, mas o que ela faz é pop comercial e não vale essa repercussão toda do novo disco, que mais parece jogada de marketing. Achar que conquistamos o mundo por macaquear o que se faz de pior nos EUA é algo que, só para usar uma classificação mais educada, é uma enorme gafe.
Pois fomos bombardeados com a morte, ocorrida ontem, de Luiz Carlos Miele, aos 77 anos, depois de sentir um mal súbido em sua casa, na Gávea. O que ele fez em sua carreira não cabe em obituários, que precisam ser rápidos e concisos, até mesmo quando tentam ser menos superficiais. Miele havia sido ator, produtor…

Paulista, portal UOL chama Icaraí de "bairro do Rio de Janeiro"

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Que o Rio de Janeiro se atolou num surto de provincianismo de fazer pescador isolado no Acre ficar boquiaberto, isso é verdade. O provincianismo só não é visto pelos cariocas que gostam de ver coisas engraçadas no WhatsApp, porque eles simplesmente estão fugindo da realidade.
Mas Niterói, coitada, que um dia foi capital do Estado do Rio de Janeiro até uns quinze anos depois da cidade do Rio de Janeiro ter deixado de ser capital do país, sofre muito.
A cidade de Niterói é tratada como humilhante cidade-dormitório, cria prédios comerciais que ficam sem lojas, tem um sistema de abastecimento de produtos digna de cidade do interior do Amapá e há muito deixou de ter uma vibrante cena de rock alternativo e MPB de vanguarda.
Para piorar as coisas, de vez em quando Niterói é tratada como se fosse a Zona Leste do município vizinho, situação humilhante que volta e meia aparece na imprensa, mesmo a carioca (a TV Manchete, carioquíssima, fazia muito disso).
Pois a nota do portal UOL, feito por p…

Nova biografia diz que Lou Reed batia em mulheres

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A biografia não-autorizada Notes from the Velvet Underground: The Life of Lou Reed, de Howard Sounes, que focaliza o trabalho artístico de Lou Reed, músico norte-americano que fundou o Velvet Underground e seguiu com produtiva carreira solo, mostra um lado sombrio do artista.

Ele era considerado um "monstro" e costumava bater em mulheres durante uma discussão. Segundo um amigo de infância, Alan Hyman, ele deu um soco na parte de trás da cabeça de uma antiga namorada, após uma briga. Já segundo a ex-mulher, Betty Kronstad, ele "era capaz de te jogar contra a parede. Brigar. Bater em você... Te chacoalhar... Certa vez ele até me deixou com um olho roxo".

O que o livro não mostra, já que ele foi feito nos EUA, é que Lou é um dos esculhambados pelos locutores animadinhos da Rádio Cidade, aquela "rádio do rock de verdade" que nem de longe deve ser considerada rádio de rock de verdade. Os locutores vão nos bastidores para esculhambar todo mundo do rock. São so…

Inaugurada a Prainha de Rocha Miranda, no Parque Madureira

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Certo. Tudo bonito, dia ensolarado, prefeito do Rio de Janeiro banhando com o povo, todos se divertindo muito. Mas pouco se viu da "maravilhosa" Praia de Rocha Miranda, ou Praia de Madureira, ou Piscinão de Madureira, senão umas três cascatas, na verdade três chuveirões, e alguns parques, aparelhos de ginástica e praças.
A prometida "praia", propriamente dita, aparentemente não se viu, e falaram que iam colocar uns 500 metros de areia e tudo. Pesquisamos até na busca do Google, e não vimos a tal praia.
Tudo bem que é um espaço de lazer para os moradores do entorno de Madureira e outros quase dez bairros. O Parque Madureira, que é o local onde se situa a "praia", ainda vai se ampliar até Guadalupe, 
Aí vemos o prefeito Eduardo Paes, de chapéu, tomando banho de chuveirão com os banhistas, e nada de foto de praia, areia da praia etc. Além do mais, se é para desestimular o povo suburbano a ir para as praias da Zona Sul e da Barra da Tijuca, a novidade está l…

Rapper Wiz Khalifa foi multado por urinar em lugar público

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O ídolo do hip hop Wiz Khalifa, do sucesso "Black and Yellow", foi detido pela polícia ao ser flagrado urinando em um lugar público. Ele recebeu uma multa por causa da infração da lei.
A notícia, publicada no portal TMZ, não ocorreu, evidentemente, no Rio de Janeiro, pois o ídolo não havia anunciado turnê pelo Brasil nem sequer viagem para a (ex-)Cidade Maravilhosa.
A ocorrência foi no seu país mesmo, os EUA, na cidade de Pittsburgh, no Estado da Pensilvânia. Com isso, Wiz pode até não ter se livrado da multa, mas se livrou de uns transtornos a mais.
Ele se livrou, por exemplo, do transtorno que seus similares cariocas enfrentariam ao pegar a baldeação por ônibus da Zona Norte ao Centro e do Centro à Zona Sul, enfrentando demora na chegada de ônibus e superlotação e ainda pagando mais de uma passagem. Lá, pelo menos, parece não haver essa moleza das autoridades fazerem o que querem com os passageiros de ônibus.

Comércio pega fogo e águas morrem no Rio de Janeiro

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Um incêndio atingiu o Camelódromo das ruas do comércio da Uruguaiana, no Centro do Rio de Janeiro, em mais um dos muitos incêndios que atingem seu entorno e transformam em cinzas o Centro Velho carioca.
Foi na madrugada de hoje, quando o Mercado Popular da Uruguaiana sofreu o incidente, com o fogo atingindo vários boxes de comércios de camelôs na área.O incêndio, controlado, forçou o Corpo de Bombeiros a interditar parte da pista lateral da Av. Pres. Vargas, causando retenção no trânsito, o que não causou muita preocupação. Afinal, o Vasco da Gama (isto é, o Eurico Miranda Futebol Clube) tem mais chances de alcançar boas posições no Brasileirão.
Enquanto isso, o Rio de Janeiro decai até mesmo nos seus rios. Estudo da fundação SOS Mata Atlântica aponta que 90% dos rios e canais que passam pela cidade e, em parte, desaguam na reconhecidamente poluída (exceto pelas autoridades e dirigentes olímpicos) Baía da Guanabara estão "mortos", já que as águas estão tão poluídas que não p…

ONU denuncia violência policial como meio de "limpar" o Rio de Janeiro

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Policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (sic) estão sendo acusados de realizarem "limpeza social" para garantir a "paz" no Rio de Janeiro.
Para quem, entre os cariocas que continuam felizes da vida sonhando ainda viverem numa Cidade Maravilhosa que não existe mais, está desinformado das coisas, a acusação não veio de paulistas ou nordestinos frustrados com a suposta imponência, que não existe mais, da modernidade carioca, que já se extinguiu faz tempo, mas do Comitê pelos Direitos das Crianças da Organização das Nações Unidas.
Segundo o Comitê, o Brasil tem uma das maiores taxas de homicídios contra jovens, sobretudo pobres e negros, e o Rio de Janeiro é um dos piores casos. Os membros da ONU também perceberam a relutância dos governantes em responder certos problemas sobre segurança pública.
Recentemente, moradores do Morro da Providência filmaram policiais forjando falsas provas de auto de resistência - termo jurídico atribuído a bandidos que resistem ao ma…

Para Rádio Cidade, maior clássico dos Beatles é "Twist and Shout"

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ESCLARECENDO OS OUVINTES DA RÁDIO CIDADE: John Lennon é o último da esquerda para a direita. Ah, e esses aí da foto não são os Rolling Stones, mas os Beatles.
Ah, a rádio do "Rock de Verdade"... Mas se estamos no Estado do Rio de Janeiro, em que "estadista de verdade" é o deputado Eduardo Cunha, que cria conta na suíça para ele e sua família - incluindo a gatona Cláudia Cruz, ex-jornalista da Globo e mulher do cara - então faz sentido chamar de "verdadeira rádio de rock" uma emissora com nome bobo e locutores que deixam claro que aquilo não é mais do que uma radiozinha pop que "só toca rock".
Pois a Rádio Cidade, tão entendedora de rock - puxa, por que não deram o Nobel de Física para David Brazil, ele é "especialista" do ramo? - , define como "maior clássico" dos Beatles a música "Twist and Shout".
Sim, meus amigos, com toda a obra artística de John Lennon - que faria 75 anos hoje - , Paul McCartney, George Harriso…

Busólogos chapa-branca do RJ dizem para imprensa "parar de falar besteira"

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É certo que a grande imprensa anda muito moderada na cobertura das confusões ocorridas nas novas linhas de ônibus que valem desde o início do mês no Rio de Janeiro, que passaram a refletir os transtornos que os sistemas BRT Transoeste e Transcarioca puxaram em seu bojo.
Mas muitas coisas não podem ser escondidas, como os atrasos que os trabalhadores e estudantes - nem todo mundo vai à praia, senhor Rafael Picciani! - por causa de baldeações, e a imprensa é obrigada a noticiar, senão não vende mais jornal nem tem mais audiência em rádio e TV.
Só que algumas pessoas não gostam dessa cobertura, como certos busólogos - aqueles que curtem ônibus, se bem que o termo deveria ser "busófilo" - que apoiam qualquer arbitrariedade decidida pelos governantes, resolveram lançar um de seus dialetos para mostrar sua revolta contra a cobertura jornalística.
Eles dizem para a imprensa "parar de falar besteira". Este dialeto é tão pronunciado pelos busólogos enfezados que se vê nas …

MC Gui tocará para brasileiros em turnê pelo Japão

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É sempre a mesma estória de ídolos popularescos se apresentando no exterior. Eles tocam em lugares menos expressivos, para públicos cuja maioria esmagadora é de brasileiros residentes nesses países e, às vezes, recebem resenhas "elogiosas" de jornalistas culturais menos expressivos.
No entanto, como no Brasil e, sobretudo, no Rio de Janeiro hoje reduzido a um balneário interiorano banhado pelo Oceano Atlântico - que deságua na Baía da Guanabara, que, dizem, é o primeiro "piscinão" surgido no Rio de Janeiro - , impera os contos de pescador, dos quais mais se inventa do que se relata alguma coisa, esses nomes inexpressivos são noticiados como "grandes conquistadores do planeta" e dados como "vitoriosos" em suas turnês internacionais.
Não é por acaso que muitas dessas "façanhas" que fazem muitos incautos apostarem em centenas de recordes publicados no Guiness Book, que envolvem desde funkeiros inexpressivos até cantoras de axé mais ambic…

Mulheres famosas inspiram mulheres cariocas a serem interesseiras

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E sabido que as mulheres cariocas são as mais difíceis de conquistar entre todas as brasileiras. Não é qualquer homem que tem a possibilidade de se unir a uma mulher desejada na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, pois o nível de exigência das cariocas na hora de escolher um homem é extremamente alto. Esqueçam que isso se refere a beleza masculina, pois isso é supérfluo para a maioria das mulheres. De fato, qualidades masculinas são apenas ter capacidade de proteção e ter condições financeiras. Sem isso, nada feito.
E porque as mulheres cariocas tem uma personalidade insensível, uma falta de simpatia meiga e são altamente desconfiadas e exigentes? Isso pode ter a ver com o fato de que o Rio de Janeiro, sendo a capital cultural do país, ser a "Hollywood" brasileira, onde vivem e trabalham as celebridades mais famosas do país. Atrizes, cantoras e jornalistas famosas inspiram o estilo de vida que as mulheres cariocas desejam ter.
Claro que a proximidade das cariocas com as…

Movimento tranquilo no primeiro dia de mudança nos ônibus cariocas

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Movimento muito tranquilo no Centro do Rio, no primeiro dia de mudanças nas linhas vindas da Zona Norte e Zona Sul.
Cotias, patos e gatos andavam tranquilamente na Praça da República, com livre espaço até mesmo para correrem de um lado para outro. Não houve tumultos e os animais pareciam animados, calmos e descontraídos. Dava até para acariciar alguns gatos, normalmente arredios.
Ah, os ônibus? Ah, desculpem, poucos foram os repórteres que puderam chegar ao local, diante de tanto tumulto, e só disseram que as linhas de ônibus tiveram embarque e lotação tranquilos para não assustar os turistas que visitarão o Rio de Janeiro nas Olimpíadas de 2016.

Rafael Picciani junto a Eduardo Cunha e Aécio Neves

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Imagens valem mais do que mil palavras. Rafael Picciani, seu irmão Leonardo Picciani, com seu pai Jorge Picciani, todos associados a Aécio Neves e Eduardo Cunha, dois nomes da escória nacional. Talvez, para eles, sejam os dois que mais querem "racionalizar" e "otimizar" o país. Avisamos para os cariocas mais carneirinhos que as imagens são fortes, mas elas são verídicas. A primeira delas mostra Rafael Picciani dedicado e atento a um Eduardo Cunha feliz da vida. Faz parte.




Lei do silêncio: uma lei que não existe no Rio de Janeiro

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Embora vivamos em uma suposta democracia em que teoricamente o povo decide pelo destino dele mesmo, são as  autoridades, supostas representantes suas é que decidem por conta própria as leis que vigorarão nas localidades em que lideram.
Eles criam leis de seu próprio interesse, incluindo a criminalização de qualquer coisa que prejudique os interesses dos ricos (os pobres que se danem). Baixar uma música de uma gravadora gananciosa e fraudar o Bilhete Único que não passa de uma pegadinha em foma de cartão são crimes e geram punições fortes.

Mas usar critérios subjetivos e inúteis em entrevistas de emprego e berrar de madrugada acordando a vizinhança, são coisa bem toleráveis, práticas "salutares" de "homens de bem" que não incomodam as autoridades.
E falando em berrar nas madrugadas, é mais do que sabido que a chamada Lei do Silêncio não existe na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Se você gosta de berrar, de gritar, de grunhir e vive fazendo festas o tempo tod…

Rafael Picciani aprovado... para apresentador de Stand Up Comedy!!

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Algumas piadas de Rafael Picciani para as mudanças nas linhas de ônibus do Rio de Janeiro:
- "Somente 20% das pessoas precisarão recorrer às baldeações"
Legal. Por exemplo, vamos pegar um ônibus da Usina, Méier e Olaria, com intenção de ir para a Zona Sul, e basta saltar na Candelária e "andar um pouco" para Copacabana ou Ipanema. É "logo ali pertinho". Basta uma caminhada e se distrair com a paisagem, não é mesmo? Tem até chance de fazer "caridade" doando dinheiro e objetos para os meliantes.
- 64% dos ônibus têm 80% de sobreposição nos seus itinerários
Ah, sim, uma única linha que liga um bairro a outro, sem concorrência, "sobrepõe" itinerários e por isso tem que ser extinta. Legal é o morador do Méier que trabalha em Copacabana fazer baldeação, ficando sentado no primeiro ônibus e ficando em pé no segundo, ou então esperar três ônibus Centro X Zona Sul passarem para ter sorte de pegar um lugar sentado, de preferência em posição semel…

Garoto ensina como pegar ônibus para Zona Sul

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No Bom Dia Rio de ontem de manhã, um cidadão enviou uma imagem com um menino pendurado no ônibus da linha 474 - a Braso Lisboa castigada pela pintura padronizada e com a 474 sendo ameaçada de ter percurso "ceifado" nos dias úteis - enquanto passava por Copacabana.
O que poucos sabem, porém, é que o menino está apenas prestando um grande serviço de utilidade pública para os cariocas, porque todo mundo passará, a partir de hoje, a viajar pendurado em ônibus.
Com o fim das ligações diretas entre Zona Norte e Zona Sul, os ônibus ficarão lotados e o jeito é viajar pendurado para não perder o horário para ir ao trabalho ou aos estudos.
Com a extinção, no entorno de Madureira, de linhas importantes como 465 Cascadura / Gávea (antiga 755), 676 Méier / Penha, 910 Bananal / Madureira e 952 Penha / Praça Seca, os BRTs da Transcarioca chegam a viajar com as portas abertas de tanta lotação. E os passageiros ainda são vistos como criminosos por impedirem que as portas se fechassem.
Como …

Não converse sobre rock com ouvintes da Rádio Cidade

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Não insistam. Não adianta falar de rock com ouvintes da Rádio Cidade. Eles nem sabem direito o que estão ouvindo! Pensaram que a versão do U2 para "Won't Get Fooled Again" do Who era composição da banda britânica, e até agora acham que "Behind Blue Eyes", outro clássico da banda de Pete Townshend, é uma composição do Limp Biskit.
Mas isso quando eles ouvem Rage Against The Machine sem entender a letra - o RATM, ou ao menos Zack de La Rocha, é de esquerda, e os ouvintes da Cidade são de direita - e acham que o título da música "Brimful of Asha" do Cornershop se chama "Foulry Five" (nem inglês eles conseguem saber direito)! 
E mais: isso quando os caras não vêm com essa de achar que o vocalista e guitarrista dos Foo Fighters é sósia do baterista do Nirvana!
Caras assim acham a maior frescura falar em marcas de guitarra. Os ouvintes da Rádio Cidade só querem saber de "sonzeira" - algo parecido com os "pagodeiros" da Bahia q…

Ex-dublador morreu para mostrar que o Complexo do Alemão não é reino da fantasia

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Lamentavelmente, espera-se que morra alguém com alguma referência mais destacada para chamar a atenção da opinião pública que fica indiferente até ao tiroteio que acontece a alguns metros de sua casa.
Pois o jovem PM Caio César de Melo, que havia feito 27 anos há alguns dias, que dublou o personagem Harry Potter, entre outros trabalhos como ator-de-voz (tradução do termo que define a profissão de dublador no exterior, voice actor), foi assassinado ao entrar numa emboscada armada por traficantes na área conhecida como Campo de Sargento.
Ele trabalhava numa UPP nos arredores de Bonsucesso, onde fica o Complexo do Alemão, e foi atingido no pescoço. Ele engrossa a lista de policiais assassinados enquanto trabalhavam nas chamadas Unidades de Polícia Pacificadora.
Infelizmente, foi preciso um ex-dublador do Harry Potter morrer para que os cariocas mais abastados tivessem consciência do declínio que está a ex-Cidade Maravilhosa. Ainda há muita gente confortável nos botecos rindo das desgraç…