Busólogos chapa-branca do RJ dizem para imprensa "parar de falar besteira"

É certo que a grande imprensa anda muito moderada na cobertura das confusões ocorridas nas novas linhas de ônibus que valem desde o início do mês no Rio de Janeiro, que passaram a refletir os transtornos que os sistemas BRT Transoeste e Transcarioca puxaram em seu bojo.

Mas muitas coisas não podem ser escondidas, como os atrasos que os trabalhadores e estudantes - nem todo mundo vai à praia, senhor Rafael Picciani! - por causa de baldeações, e a imprensa é obrigada a noticiar, senão não vende mais jornal nem tem mais audiência em rádio e TV.

Só que algumas pessoas não gostam dessa cobertura, como certos busólogos - aqueles que curtem ônibus, se bem que o termo deveria ser "busófilo" - que apoiam qualquer arbitrariedade decidida pelos governantes, resolveram lançar um de seus dialetos para mostrar sua revolta contra a cobertura jornalística.

Eles dizem para a imprensa "parar de falar besteira". Este dialeto é tão pronunciado pelos busólogos enfezados que se vê nas mídias sociais e fóruns de Internet que a conhecida frase - "pare de falar besteira" - foi pronunciada até quando uma mulher pretendente estava quase se jogando nos braços de um deles, dizendo-se interessada por ele. "Cê para de falar besteira", disse ele, dando indício de que ele havia escrito a frase 300 vezes na Internet na véspera e o hábito pegou.

Acreditamos que, quando eram aluninhos travessos, esses caras devam ter, de castigo, escrito no quadro a referida frase "Pare de falar besteira". Deve ser decisão de suas professoras. É um jargão que diz mais ou menos "pare de dizer a verdade" e corresponde, hoje, ao fato de que não podemos dizer que os ônibus do Rio de Janeiro andam lotados, estão sucateados e deixam os passageiros de ônibus confusos.

A "verdade" tem que estar nos comerciais da Prefeitura do Rio de Janeiro. com BRTs vazios circulando por ruas de pouco movimento. Temos que acreditar que Papai Noel existe, que o Coelhinho da Páscoa põe ovos que são de chocolate e vêm com carrinho dentro e que os BRTs circulam sempre vazios e cabem o mundo inteiro neles. Se mostrarmos a realidade das ruas, somos "zé ruelas" e "falamos besteiras". Esses busólogos chapa-branca vivem sempre viajando...

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