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MC Gui tocará para brasileiros em turnê pelo Japão

É sempre a mesma estória de ídolos popularescos se apresentando no exterior. Eles tocam em lugares menos expressivos, para públicos cuja maioria esmagadora é de brasileiros residentes nesses países e, às vezes, recebem resenhas "elogiosas" de jornalistas culturais menos expressivos.

No entanto, como no Brasil e, sobretudo, no Rio de Janeiro hoje reduzido a um balneário interiorano banhado pelo Oceano Atlântico - que deságua na Baía da Guanabara, que, dizem, é o primeiro "piscinão" surgido no Rio de Janeiro - , impera os contos de pescador, dos quais mais se inventa do que se relata alguma coisa, esses nomes inexpressivos são noticiados como "grandes conquistadores do planeta" e dados como "vitoriosos" em suas turnês internacionais.

Não é por acaso que muitas dessas "façanhas" que fazem muitos incautos apostarem em centenas de recordes publicados no Guiness Book, que envolvem desde funkeiros inexpressivos até cantoras de axé mais ambiciosas, acabam na verdade "morrendo" no dia seguinte, o que significa que, na semana seguinte, aquela tão alardeada "conquista do mundo" é vista como se nunca tivesse acontecido.

E nunca aconteceu. Mas continua-se tentando. Desta vez, o funkeiro MC Gui, ícone do movimento "ostentação" - aquele que não conseguiu explicar por que defendia ao mesmo tempo a realidade das periferias e o consumo de produtos caros - , vai fazer uma turnê para brasileiros que vivem no Japão, incluindo descendentes de japoneses um tanto complacentes com o comercialismo musical.

Será como Mr. Catra se apresentando na Europa. O funkeiro de 32 filhos não conseguiu esconder que era cumprimentado por rapazes que mais pareciam terem nascido no interior de São Paulo, numa apresentação na Irlanda. Ou alguém esperaria algum sósia de Bono Vox nessas plateias?

Portanto, no caminho de volta, MC Gui será mais um que terá seus quinze minutos de "fama mundial" só conhecida entre os brasileiros, sobretudo os provincianos cariocas e paulistas.

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