Para autoridades, tempo não é dinheiro

Na mobilidade urbana que não mobiliza - você tem que andar mais ou pegar mais de um ônibus para ir para vários lugares - , sobretudo no Rio de Carneiro em que vivemos, a Prefeitura do Rio de Janeiro acha que trocar lixo reciclável por algumas cargas de BRT irá resolver o problema.

Pois a iniciativa, chamada "Mobilidade Reciclada" - nossa, as autoridades gostam dessas palavras modernas, "mobilidade", "reciclagem", "acessibilidade" e "sustentabilidade", mesmo adotando medidas do tempo do onça - , as pessoas depositarão material de lixo reciclável, como latas e garrafas, papel e plático, digitarão seu CPF na máquina e o cartão de Bilhete Único será recarregado.

Assim, haverá maior comodidade para os passageiros que continuarão viajando em pé nos BRTs superlotados e perdendo muito tempo na baldeação entre bairros antes ligados por linhas diretas. E como o órgão "Rio+", autor da iniciativa, acolhe sugestões, então poderemos sugerir que se criem cursos gratuitos de malabarismo circense sob os semáforos das ruas, para que os cariocas que fossem demitidos do trabalho com tantos atrasos causados por essas baldeações das linhas "alimentadoras" e "troncais" integradas possam ter alguma ocupação com um mínimo de remuneração, o suficiente para pelo menos comprar um lanche nos horários de café-da-manhã, almoço e jantar.

Para as autoridades, tempo não é dinheiro. Elas farão tudo para facilitar o uso do Bilhete Único, e as autoridades até estão revendo o tempo de duas horas e meia que não queriam mudar. Só que as baldeações continuarão e os atrasos, na cidade congestionada com muitos carros e menos ônibus, também se seguirão. O Rio de Janeiro já é considerada a capital nacional do desemprego, deve firmar posição daqui a alguns meses.

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