Pular para o conteúdo principal

Para autoridades, tempo não é dinheiro

Na mobilidade urbana que não mobiliza - você tem que andar mais ou pegar mais de um ônibus para ir para vários lugares - , sobretudo no Rio de Carneiro em que vivemos, a Prefeitura do Rio de Janeiro acha que trocar lixo reciclável por algumas cargas de BRT irá resolver o problema.

Pois a iniciativa, chamada "Mobilidade Reciclada" - nossa, as autoridades gostam dessas palavras modernas, "mobilidade", "reciclagem", "acessibilidade" e "sustentabilidade", mesmo adotando medidas do tempo do onça - , as pessoas depositarão material de lixo reciclável, como latas e garrafas, papel e plático, digitarão seu CPF na máquina e o cartão de Bilhete Único será recarregado.

Assim, haverá maior comodidade para os passageiros que continuarão viajando em pé nos BRTs superlotados e perdendo muito tempo na baldeação entre bairros antes ligados por linhas diretas. E como o órgão "Rio+", autor da iniciativa, acolhe sugestões, então poderemos sugerir que se criem cursos gratuitos de malabarismo circense sob os semáforos das ruas, para que os cariocas que fossem demitidos do trabalho com tantos atrasos causados por essas baldeações das linhas "alimentadoras" e "troncais" integradas possam ter alguma ocupação com um mínimo de remuneração, o suficiente para pelo menos comprar um lanche nos horários de café-da-manhã, almoço e jantar.

Para as autoridades, tempo não é dinheiro. Elas farão tudo para facilitar o uso do Bilhete Único, e as autoridades até estão revendo o tempo de duas horas e meia que não queriam mudar. Só que as baldeações continuarão e os atrasos, na cidade congestionada com muitos carros e menos ônibus, também se seguirão. O Rio de Janeiro já é considerada a capital nacional do desemprego, deve firmar posição daqui a alguns meses.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Espírito de Equipe

Recebemos em nosso e-mail uma mensagem de um leitor que pediu para não identificado e que contássemos o seu caso real com nossas palavras, sem reproduzir o seu texto. Obrigado leitor e vamos contar de nossa forma o seu caso, colocando o fictício nome de "João".
"João" é um excelente profissional, cumpridor de seus deveres, que nunca faltou o trabalho por motivo fútil, é pontual e costuma concluir suas tarefas um pouco antes da hora estipulada, tendo fama de adiantar bastante o trabalho da empresa.
Era um dia normal de trabalho. João estava mais uma vez em sua tarefa quando um dos colegas, o mais extrovertido tenta puxar uma conversa, de início simpática, com o colega.
Colega 1: Oi, João, tudo bem? João: Tudo. Colega: Você é um cara legal, trabalhador, gente boa mesmo. mas não sabemos muito de você. Qual é o seu time de futeboll? João: Eu não curto muito futebol. Colega 1: O quê? Não curte futebol? Você está brincando! João: Sério. Eu não sou muito ligado em futebol. Res…

Comemoração por futebol em dia de Golpe mostra infantilidade do povo carioca

Já é consenso da maioria que o dia 31 de agosto de 2016 é um dos dias mais tristes da História brasileira. Já é o pior momento de 2016. Uma democracia conduzida por uma presidente sem culpa é derrubada por um bando de corruptos a serviço de um pequeno grupo de ricaços. Uma atitude que poderá custar as vidas de muitos brasileiros.
Mas os cariocas, em sua maioria elitistas, pareciam felizes com a deposição de Dilma. Desprovidos de altruísmo e de senso de humanidade, pouco estão se lixando se o governo que se instalou através de um golpe irá ou não prejudicar a população brasileira. A elite está tranquila. Caso o prejuízo a alcance, é só entrar em um avião e se mudar para a Europa ou para os EUA. Como os cariocas são o povo mais burro do Brasil na atualidade, o futebol sempre foi e será prioridade máxima para a população local.
É isso mesmo. Esta mesma elite, junto com a classe média e alguns pobres que a apoiaram, estavam todos, na noite do mesmo fatídico dia 31 preocupados com "c…

Marcelo Crivella é o novo prefeito do Rio de Janeiro

Com cerca de 59% dos votos válidos (curiosamente o número de sua idade), Marcelo Crivella se torna o próximo prefeito da capital do Rio de Janeiro. Freixo recebeu cerca de 40% dos votos. Abstenções foram cerca de 46% superiores a Freixo.
A vitória de Crivella já era esperada dada o grau de conservadorismo do povo carioca e o fortalecimento das religiões cristãs, além do crescimento intenso das igrejas evangélicas. O fato de Crivella ser da Universal contou com a campanha da TV Record, bem popular no RJ. 
Apesar de ter recebido apoio da Globo (muito mais por rivalidade televisiva do que por ideologia), Freixo não conseguiu se eleger, admitindo a derrota imediatamente após confirmada a vitória de Crivella, no mesmo lugar onde seria a sua festa de comemoração, caso vencesse.
Apesar de seguir um manual que orienta a transformação de sua gestão em uma teocracia, Crivella deve saber que governará também para não-evangélicos e para não cristãos. Como é moderado, é provável que o plano de te…