Rafael Picciani aprovado... para apresentador de Stand Up Comedy!!

Algumas piadas de Rafael Picciani para as mudanças nas linhas de ônibus do Rio de Janeiro:

- "Somente 20% das pessoas precisarão recorrer às baldeações"

Legal. Por exemplo, vamos pegar um ônibus da Usina, Méier e Olaria, com intenção de ir para a Zona Sul, e basta saltar na Candelária e "andar um pouco" para Copacabana ou Ipanema. É "logo ali pertinho". Basta uma caminhada e se distrair com a paisagem, não é mesmo? Tem até chance de fazer "caridade" doando dinheiro e objetos para os meliantes.

- 64% dos ônibus têm 80% de sobreposição nos seus itinerários

Ah, sim, uma única linha que liga um bairro a outro, sem concorrência, "sobrepõe" itinerários e por isso tem que ser extinta. Legal é o morador do Méier que trabalha em Copacabana fazer baldeação, ficando sentado no primeiro ônibus e ficando em pé no segundo, ou então esperar três ônibus Centro X Zona Sul passarem para ter sorte de pegar um lugar sentado, de preferência em posição semelhante ao do primeiro ônibus.

- A maioria dos ônibus circulava vazios.

E ônibus que não tem passageiros em pé são "vazios" mesmo quando todos os assentos estão ocupados. E repetindo o fato do passageiro viajar sentado no primeiro ônibus e em pé no segundo, o único conforto garantido é o do secretário de Transportes que não perderá seu assento no seu gabinete. Ele garante que nenhum passageiro da Zona Norte irá sentar na cadeira do secretário.

- As mudanças nas linhas de ônibus nada têm a ver com qualquer represália à presença de gente pobre na Zona Sul.

Ah, claro. O projeto de mudança nas linhas de ônibus da Zona Sul é só uma forma de otimizar as praias, como Copacabana e Ipanema, tirando apenas as pessoas que incomodam e deixando apenas a "gente bonita" que sempre clareou as praias cariocas. A "ralé" que se contente com o piscinão de Madureira, que será inaugurado daqui a cerca de dez dias.

- As mudanças das linhas de ônibus foram planejadas meses antes dos arrastões em Copacabana. 

É, e a violência no Rio de Janeiro nasceu ontem. Os muitos mortos da violência são fruto da imaginação da imprensa sensacionalista. O pedreiro Amarildo de Souza nunca existiu e a engenheira Patrícia Amieiro, desaparecida em São Conrado, não passa de uma bonequinha de brinquedo jogada por algum moleque das proximidades. A criminalidade é só teatro mambembe encenando faroeste e a contravenção não passa de humorismo radiofônico do tipo Balança Mas Não Cai. Pelo jeito, Rafael Picciani nunca viu pessoalmente uma cena de assalto ou assassinato na rua.

CONCLUSÃO

Os cariocas aprovam completamente Rafael Picciani. Ele, realmente, é o homem certo. O homem certo para fazer piada de stand up comedy e fazer o povo se desabar de tanto rir.

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