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Se protestar fosse mais comum...

Dias atrás, houve um protesto de movimento de mulheres pedindo a cassação do mandato do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Foi na frente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Coisa rara de acontecer, gente protestando no Rio de Janeiro. Geralmente, as pessoas endeusam autoridades, tecnocratas, empresários e executivos em geral, fora celebridades, por qualquer coisa que impõem para a população.

Por exemplo, chega um paulista da gema como Luciano Huck - que, originalmente, é desses que dizem "dois chopes e um pastel", mas tornou-se carioca por adoção - , lança uma gíria como "balada" e o pessoal do Rio de Janeiro pensa que a gíria havia sido criada nas ruas cariocas.

O protesto deve ter ocorrido, portanto, porque Eduardo Cunha foi longe demais. E talvez porque a eleição desse "garoto-problema" do Poder Legislativo federal tenha envergonhado os cariocas, que precisavam mostrar que se indignavam de alguma coisa que não seja o Partido dos Trabalhadores e pessoas que tenham algum senso crítico para questionar o "estabelecido".

Esse protesto ocorreu há alguns dias atrás. Depois, voltamos à rotina. Daí um grupo de jovens que agora quer "diálogo" para melhorias no transporte coletivo carioca. Jovens que "pagam pau" para o sindicato patronal e aderem àquele papo furado de propor soluções que procurem não acabar com os problemas (dupla função do motorista-cobrador, pintura padronizada, trajetos mutilados etc). Voltamos ao rebanho bovino de sempre.

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