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A violência do Rio tem muito a ver com a índole do carioca

Existe uma coisa chamada "estereótipo", que é uma imagem consagrada que temos sobre uma pessoa, uma classe ou um grupo. O estereótipo é frequentemente utilizado para definirmos alguém de forma superficial, sem verificar. Muitas vezes, o estereótipo não corresponde à realidade.

Esqueça o estereótipo do carioca (habitante da Região Metropolitana do RJ - culturalmente, habitantes de Niterói, SG, Baixada e capital se parecem) alegre. Quem é alegre no Brasil é baiano, é cearense. Cariocas não são alegres. Só se alegram diante de quem concorda com o que esta sendo feito. A prática cotidiana tem mostrado que cariocas estão cada vez mais desconfiados, exigentes, interesseiros e autoritários (os Eduardos Paes e Cunha não me deixam mentir sobre o autoritarismo).

Na verdade, o povo carioca é uma panela de pressão esperando para explodir. E a fagulha ideal para que a explosão aconteça, é só discordar do jeito típico do carioca, que gosta de padrões, prioriza supérfluos, se ilude com pompas e trata o futebol como artigo máximo de primeira necessidade. E odeia críticas, mesmo se forem construtivas.

É muito fácil provocar uma briga com um carioca, que junto com o paulista, se apresenta como sendo o povo mais agressivo do Brasil. Temerosos de perder suas zonas de conforto inúteis mas altamente estimadas, os cariocas se armam de uma desconfiança tamanha que os faz decidir quem será ou não seu amigo. Invertem a lei da Constituição que diz que "todos são inocentes até prova ao contrário". Para agradar a um carioca, a primeira coisa é provar que não oferece "perigo".

Não oferecer "perigo" significa concordar em preservar as convicções e os interesses pessoais do povo carioca. E em alguns casos, obedecer os cariocas quanto a satisfação de padrões. Agir como esperado é uma boa dica, pois cariocas se incomodam com quem sai dos padrões esperados.

Gente "de bem" que age com agressividade

Até mesmo na internet, a índole agressiva dos cariocas é posta em prática. Fatos provam que boa parte das trollagens violentas, das manifestações preconceituosas e do bullying digital, é praticada por cariocas. Cariocas são patrulheiros por natureza e zelam ferozmente pela manutenção dos padrões consagrados e dos interesses particulares.

Ideias de direita (tradicionalmente egoísticas) crescem no estado do Rio, predominantemente elitista e onde as pessoas valorizam os direitos individuais em detrimento dos interesses coletivos. Se uns tem mais que os outros, isso parece justo para os cariocas que fingem ser boas pessoas, mas na verdade quer que apenas poucos sejam realmente felizes. 

E não é estranho que seja o estado onde a violência é crescente. Os bandidos cariocas (incluindo os milicianos) estão na verdade sendo bem coerentes com a sua natureza. A diferença dos bandidos em relação aos cidadãos "de bem" não é a índole e sim a coragem. Os cidadãos "de bem" não possuem a coragem de arruinar a vida de seus opositores que os bandidos demonstram. Para os cidadãos "de bem", é como se agir de forma violenta representasse uma ameaça a mais para as suas convicções e interesses pessoais.

Muitos sinais práticos servem para provar a índole violenta do povo carioca, incluindo a vontade imensa de berrar (o fanatismo do futebol pode servir como prova disso). Cariocas são um povo barulhento que gosta de gritar, de pular e de se impor. Crentes que são o "povo mais intelectualizado do Brasil", se consideram os donos da verdade e isso os faz intolerantes a pontos de vista diferentes dos seus. Tente negociar com um carioca e veja a reação deste.

Cariocas agressivos prejudicam cariocas não-agressivos

Claro que há exceções. É preciso deixar claro que não estamos utilizando esta postagem como propaganda negativa do povo carioca. Mas é preciso se alertar que os cariocas agressivos correspondem a uma grande quantidade de pessoas. É resultado da péssima educação recebida que os faz intolerantes e exigentes. E é bom lembrar que a agressividade da maioria dos cariocas pode ser nociva para os próprios cariocas, sobretudo os que discordam dessa agressividade.

É preciso estimular no carioca uma visão altruísta de respeito ao ponto de vista alheios. É entender que cariocas não são perfeitos e que esta crença de ser "o mais intelectualizado do país" pode ir pela culatra, estagnando a capacidade intelectual do carioca, o que já está acontecendo desde os anos 90. Este ar de suposta superioridade está resultando em um processo de emburrecimento que só agravou e agrava ainda mais a índole agressiva do povo do Rio de Janeiro, esperando o primeiro discordante aparecer para satisfazer a sua tara agressiva de estragar a vida de que esteja diante de seu caminho. 

É preciso algo urgente a ser feito para eliminar essa agressividade do povo carioca.

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