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Rock de Verdade? Menos, menos!

Queen, Legião Urbana, AC/DC, Nirvana, Iron Maiden. Esses nomes ilustram os cartazes espalhados por transdoors, outdoors e bâneres que divulgam a propaganda da Rádio Cidade carioca, usando o lema "Rock de Verdade".

Tudo muito bonito, parecendo arrojado, chamando a atenção do desavisado que, geralmente, acha que a Rádio Cidade é "uma baita rádio de rock" porque andou ouvindo "sertanejo universitário" e "funk" demais.

Pois esse "Rock de Verdade" não é o que a emissora mais toca. Quem sintoniza a Rádio Cidade, não bastassem aqueles enjoados locutores de vozes afetadas de timbres afinados (ou efeminados?) que parecem estar falando com os fãs do Justin Bieber, sabe que boa parte do "rock de verdade" que rola não passa de grandes porcarias pós-grunge produzidas nos últimos 25 anos.

Dessas porcarias pós-grunge, boa parte delas mais parece música para boi e ovelha negra dormir, canções de ninar grunge cujos vocalistas cantam com vozes de sono. Tudo adocicado, tudo bonitinho, e tudo "só sucesso", afinal, se não aparecer na Billboard e nos listões similares, não conta. Se, no Brasil, o roqueirinho de ocasião não ameaçar Luan Santana nos listões em geral, nem de joelhos se conseguirá alguma divulgação nas ondas da Rádio Cidade.

Aliás, o tal "rock de verdade" só aparece nas ondas dos 102,9 mhz ou nos sinais digitais do Spotify e companhia - tem até o TuneIn para celular - só é tocado através dos grandes hits, até porque os produtores ranzinzas (eles sofrem do mesmo mau humor da equipe da revista Veja) e os locutores engraçadinhos da Rádio Cidade sentem fobia pelo que não está nas paradas de sucesso. Quem quer "lado B", canções obscuras e outras alternativices autênticas que vá para o MP3 ou YouTube.

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