Só a falta do senso do ridículo fortalece e legitima o "funk"

Autoridades e a mídia deram de apoiar a hegemonia daquilo que se convencionou a chamar de "funk", que nada tem a ver com o ritmo original, a não ser o fato de ter nascido nos bailes que tocavam o outro gênero. Acreditam os defensores que apoiar o "funk" seria uma forma de reconhecer a dignidade do povo pobre e dar a oportunidade de se expressar. Será?

A lógica e o bom senso mostram que isso não é verdade. Autoridades e mídia se aproveitam da péssima qualidade de educação que dão ao povo pobre para fazer uma grande confusão nas mentes dos pobres, já preocupados em sobreviver com uma quantidade bem reduzida de dinheiro. Para não desviar de nosso foco digo resumidamente que tudo nasce da confusão entre qualidade de vida e consumismo. A inversão de sentido entre entretenimento e cultura. 

Apesar de acusadas de elitistas e preconceituosas, as críticas ao "funk" são em sua maioria bastante sensatas. O minimo do senso do ridículo é suficiente para diagnosticar o "funk" como algo ridículo que nunca merece ser levado a sério. 

Por outro lado, todos os elogios feitos ao "funk", feitos pessoas com poder de influência, em apelado para o surrealismo, numa desesperada tentativa de transformar algo evidentemente tosco, vulgar e nonsense em uma novidade intelectualizante, Chegam inclusive a embutir referências postiças ao movimento, com coisas que qualquer morador de uma favela nunca ouviu falar. Estão forçando a barra para que nasça uma hegemonia do "funk" para depois se tornar uma monocultura, como aconteceu com o hoje decadente axé-music em Salvador.

Por ser algo claramente ridículo e malfeito, o "funk" teve que recorrer a uma intensa e maciça campanha publicitária para poder se impor. Por mais que assumam publicamente o contrário, seus defensores sabem que a sonoridade "funk" em si nunca iria vingar sem que fosse agregado valores ausentes no universo natural do gênero. O "funk" acabou se tornando o primeiro gênero musical a ter que recorrer a enxertos e próteses para se impor artificialmente como algo válido. Um Frankenstein "cultural" cheio de corantes, aromatizantes silicone e muito botox.

Mas o tempo vai mostrar a todos que o "funk" tem a ridiculosidade como sus principal essência. Vai desaparecer com o tempo a medida que as pessoas tiverem a capacidade de perceber toda a patetice que faz parte do universo "funk". Impossível que algo tão ridículo possa se impor como cultura séria diante de pessoas realmente esclarecidas. É só esperar para ver o "funk" tombar... no chão!

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