Pezão culpa pintor Antônio Parreiras pela crise no Estado do RJ

O grupo político do PMDB carioca é uma piada. Se a turma de Eduardo Paes resolveu dar seu "Fora Dilma" à sua maneira, "apoiando" a presidenta para assim fazer a opinião pública sentir mais raiva pela petista, agora é a vez de Luiz Fernando Pezão renegar a culpa do próprio grupo político pela crise vivida pelo Estado.

Ele culpou o quadro de Antônio Parreiras, "Alegoria da morte de Estácio de Sá", de 1911, pelo azar que sofre a política no Estado, e decidiu retirar a pintura da sede do governo estadual, sendo transferida para um outro lugar. A informação foi dada pelo jornal Extra.

A informação foi dada pelo compositor Jorge Ben Jor, que compôs o jingle de campanha de Pezão, e, ainda que estranhado com a hipótese, aconselhou o governador fluminense a retirar a pintura, se ela o incomodava muito.

Um detalhe a mais pode também ser constatado: Antônio Parreiras era um pintor de Niterói. Há cerca de quatro décadas, a cidade vizinha ao Rio de Janeiro era a capital do Estado. O município do Rio era capital do Brasil e, depois, capital da Guanabara. O atual grupo político se desenvolveu através da fusão, com dissidentes do antigo lacerdismo que depois viraram parasitas de Leonel Brizola e instauraram métodos da República Velha na ex-capital do Brasil e ex-Cidade Maravilhosa.

O grupo de Paes e Pezão fez uma grande farra olímpica com empreiteiros e dirigentes esportivos, deixando a cidade na desordem, e agora culpam um pintor niteroiense, falecido há quase 80 anos, pela crise no Estado do Rio de Janeiro. Depois que veio a intragável (con) fusão dos Estados do Rio de Janeiro e da Guanabara, Niterói sempre apanha dos cariocas.

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