Não seja amigo de um carioca. Seja amigo da diversão de um carioca. Assim, se tornará o amigo de um carioca.


Cariocas não são pessoas muito emotivas. Cariocas valorizam muito seus pontos de vista e seus gostos pessoais, mais do que seres humanos. Seguindo cartilha elitista (até pobres cariocas dão sinais de seguirem esta cartilha), pessoas são para ser usadas e coisas, gostos e ideias são para serem amadas, contrariando recomendação da lógica e do bom senso.

Isso significa que se uma pessoa quiser conquistar um carioca, deve antes aderir aos gostos e convicções de um carioca. Para explicar isso, tenho que recorrer a uma comparação bem simples. Lendo esta comparação, vai ficar fácil entender este estranho comportamento do carioca (e de muitos sudestinos e sulistas), que transforma gostos em condição sine qua non para fazer ou manter amizades.

Uma pessoa qualquer tem um filho. Obviamente a tal pessoa gostaria que seus amigos gostassem também de seu filho. Seria uma mágoa enorme para esta pessoa perceber que seus amigos não gostam de seu filho. Algo similar acontece também quando um anfitrião oferece um jantar preparado por iniciativa dele e as pessoas demonstram não gostar. Agora substitua "filho" e "jantar" por "diversão favorita" e a explicação está dada.

Pois é. Acontece com os cariocas quando você demonstra um desprezo pelas preferências de um carioca. Nem é preciso falar mal do gosto do carioca. O desprezo e o desejo de se manter longe das diversões favoritas de um carioca já são motivos suficientes para criar discórdia e afastar amizades. Não é preciso muito esforço para desagradar um carioca qualquer. Cariocas fazem parte de um povo conservador, interesseiro, desconfiado e teimoso.

Mas cariocas precisam entender que nem todos curtem o que eles curtem e que uma sociedade homogenizada a força sempre perde as oportunidades de evolução.

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