Secretário ambiental arruma desculpa para hesitação e violenta a língua portuguesa

Um trecho da Baía da Guanabara foi contaminado por um vazamento de chorume, material tóxico que se acumulava numa antiga estação de tratamento, no bairro de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, que está desativada.

A empresa responsável pelo trabalho estava com dívidas e a Prefeitura de Duque de Caxias não tem como resolver o problema, já que o município não tem dinheiro para investir nas dívidas da empresa, que não pode ser interditada para não agravar o dano ambiental.

O grande problema é que o secretário de Meio Ambiente do governo do Estado do Rio de Janeiro, André Correa, ao dar sua justificativa, cometeu um sério erro de português, que aparece aqui num grifo feito por este blogue.

"O meu desejo é interditar essa empresa, mas meus próprios técnicos dizem que se eu tomar essa medida extrema eu pioro o problema ambiental. Essa empresa passa por problemas financeiros, mas mesmo com esses problemas graves, é MENOS PIOR. Se eu interditar, não tenho condições de colocar recursos públicos lá diante das dificuldades financeiros que o estado atravessa. Bem ou mal, há um recurso privado sendo investido lá que é positivo para a questão ambiental".

O certo, sabemos, é MENOS RUIM. Mas como a situação do Rio de Janeiro está "MAIS PIOR", faz sentido uma declaração desse nível.

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