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Prefeitura de Nova Iguaçu ganha Prêmio Pinóquio de Bobilidade Urbana

Às vésperas de impor a intragável pintura padronizada nas linhas municipais de Nova Iguaçu - sobretudo a secretaria com o nome pomposo de Transportes, Trânsito e Mobilidade Urbana - , as autoridades já começaram mentindo, e por isso ganharam o Prêmio Pinóquio de Bobilidade Urbana, mentindo três vezes, o que significa que, tentando ser divinos, por causa desse "novo sistema de ônibus", só puderam se nivelar ao pescador Pedro, discípulo de Jesus que certa vez mentiu três vezes ao negar que viu seu mestre.

Vamos às três mentiras lançadas para esse "maravilhoso esquema" que fará o transporte de Nova Iguaçu ser igualzinho ao da capital, Rio de Janeiro, já que Eduardo Paes também prometia "melhorias" e só trouxe desastre para os ônibus cariocas:

1) PINTURA PADRONIZADA VAI FACILITAR A IDENTIFICAÇÃO DOS ÔNIBUS

Mentira descarada de quem fica trancado nos escritórios e não vê o cotidiano das ruas. Desde quando esconder empresas de ônibus numa mesma pintura, identificada apenas com o logo da prefeitura, é "facilitar identificação"? Isso é o mesmo que dizer que jogar pimenta ardente nos olhos das pessoas irá melhorar a visão.

2) PINTURA PADRONIZADA É EXIGÊNCIA DO PROCESSO DE LICITAÇÃO

Só se for a "licitação" torta e vesga criada pelos tecnocratas de Nova Iguaçu, porque a Lei de Licitações, em nenhum momento, disse que a padronização é exigência do processo licitatório. O concurso público, por exemplo, é um tipo de licitação e nem por isso se determina que os servidores aprovados e empossados tenham que usar o mesmo penteado de cabelo.

3) PREFEITURA DIZ QUE NÃO É A QUESTÃO DA PINTURA QUE IMPORTA, O QUE IMPORTA É A QUALIDADE DE SERVIÇO

Dessa forma, há uma contradição, que faz inferir que a Prefeitura de Nova Iguaçu só impôs a pintura padronizada para sacanear os moradores. Dá para fazer um transporte ágil, de qualidade e funcional mantendo as respectivas identidades visuais da empresa. Não há necessidade de submetê-las a uma mesma pintura de "consórcios" ou outros critérios parecidos. 

Além do mais, as autoridades afirmam que o sistema é de concessão, a a pintura padronizada, na medida em que expressa a imagem da Prefeitura, faz o sentido de concessão ser corrompido, já que a Prefeitura concede as linhas mas fica com a imagem. As empresas ficam proibidas de exibir suas identidades visuais. 

Fazer o quê? A pintura padronizada nos ônibus virou uma doença no Rio de Janeiro, uma espécie de vírus zyka da mobilidade urbana. As autoridades querem sempre botar o logotipo da prefeitura, transformando frotas de ônibus em outdoors políticos, tirando da população o direito de conhecer e identificar as empresas vencedoras das licitações. Um verdadeiro atropelo à ética e à transparência.

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