Rádio Cidade se lembra dos bregalhões Mamonas Assassinas, mortos há 20 anos

A Rádio Cidade, aquela FM carioca que usa a bandeira do "rock de verdade" mas não tem pessoal qualificado para isso, se lembrou de um dos intérpretes mais queridos da emissora.

E não se trata de roqueiros de motocicleta e jaqueta de couro com guitarras pesadas e discos com logotipos macabros, mas do grupo de comediantes musicais Mamonas Assassinas, mais bem aceitos no meio brega do que nos círculos roqueiros mais sérios (que sempre torceram o nariz para o finado grupo).

Isso dá o tom de como a Rádio Cidade não tem competência com o rock. Eles literalmente elevam para as alturas os cinco rapazes paulistas, que apenas usavam a roupagem "rock" para um besteirol brega e rasteiro. É como se o "Pânico da Pan" se transformasse numa banda emo, numa comparação mais ligeira.

Os Mamonas Assassinas, mortos em um acidente aéreo há exatos 20 anos, nunca foram contrários à breguice musical. Eles eram amigos de "sertanejos" e "pagodeiros", e seu sucesso foi mais benéfico para o brega do que para o rock. Graças aos Mamonas Assassinas, até a juventude universitária de classe média passou a ouvir "sertanejo", "pagode", "funk", axé-music e "forró eletrônico". 

Até Wesley Safadão deve homenagens ao falecido quinteto. Em compensação, os roqueiros é que acabaram comendo poeira. Só quem não entende bulhufas de rock é que acredita que os Mamonas Assassinas era uma "banda de rock and roll".

A Rádio Cidade considera o finado grupo um "clássico do rock". A Cidade chorou mais a morte deles do que a de Renato Russo, que quando morreu comoveu mais a Rádio Globo AM e, garantimos, será mais lembrado pela Band News Fluminense do que pelos locutores debiloides dessa "rádio rock" fajuta.

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