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Equipe de "funk" diz "Fora Dilma". A sua maneira

Os funqueiros andam puxando o saco da presidenta Dilma Rousseff, visando abocanhar uma grana do Ministério da Cultura.

Recentemente, foi a vez da equipe Furacão 2000, do milionário empresário e DJ Rômulo Costa, a fazer um evento em Copacabana, misturando "baile funk" com "manifestação", dizendo-se "solidário" à permanência de Dilma no poder.

Mui amigos.

O "funk" é sempre famoso por adotar discursos contrários. Tem o apoio da Rede Globo, mas se diz "discriminado pela grande mídia". Promove valores machistas, mas suas mulheres-objetos se dizem "feministas". Trata o povo pobre de maneira caricata e faz apologia à ignorância e à miséria, mas se acha "a verdadeira cultura popular". E ainda faz ufanismo das favelas, ambientes de construção irregular e arriscada, mas vistas como "lugar melhor para o povo das periferias viver". Faz jabaculê, mas tenta se afirmar como "folclore autêntico" e "cultura séria".

Neste caso, o "fica Dilma" da Furacão 2000 tem um certo sabor de "Fora Dilma". Até pelo grotesco que o "funk" representa, isso soa como se seguidores do reacionário senador dos EUA Joseph McCarthy (1908-1957) tivessem apoiado a Revolução Cubana.

Se o "funk" tem um talento - se é que possa ter um - , é o de poder dizer "não" usando o "sim" e vice-versa. Com um evento desses, o país não vai aguentar Dilma permanecendo no poder, ainda mais com esse apoio "da pesada".

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