"Funk" apunhala as esquerdas pelas costas mais uma vez

O que foi dar ouvidos aos funqueiros. Crias da Rede Globo, amigos dos barões da grande mídia, devotos do "deus" mercado, o "funk" teria sido a última coisa que poderia se cogitar para uma manifestação anti-impeachment.

Pronto. O impedimento já estava garantido e os funqueiros só foram dar seu "canto de cisne" aos esquerdistas contrários ao impeachment, com aquela "solidariedade" que lembra o Cabo Anselmo há 52 anos, com o mesmo papo de "excluído" e blablablá.

Pois, se todo o processo de impeachment, que poderá ser aberto no Senado Federal resultar na cassação definitiva do mandato de Dilma - que pode ocorrer antes das Olimpíadas Rio 2016 - , o "funk" nem está aí para chorar com os derrotados. Eles vão apunhalar as esquerdas pelas costas e comemorar suas vitórias ao lado de quem eles realmente gostam, os barões da mídia, os especuladores financeiros e outros abutres que investem nesse ritmo sonoro que trata o povo pobre como uma caricatura.

As esquerdas acreditaram que o "funk" falava da realidade das periferias e morderam a isca. E os funqueiros, que são espertos, faturando alto às custas da espetacularização do povo pobre, vão fazer a próxima festa nos palcos da Rede Globo, sob o lema #NaoVaiTerDilma.

Como disse Chico Buarque: "quem te viu, quem te vê".

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