58 anos após caso Aída Curi, dois homens caem de um prédio em Copacabana

Na última terça-feira, 24, dois homens caíram de um prédio na Rua Figueiredo Magalhães, em Copacabana, 598, após uma discussão.

Paulo Lampas Domingues Lourenzo, de 60 anos, caiu do 9º andar do prédio, morrendo no local, e, pouco depois, Erick Alessandro Menegotto, de 22 anos, caiu e foi socorrido com vida para o Hospital Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos.
O caso ocorreu cerca de 58 anos depois do famoso caso de queda de uma pessoa do alto de um edifício. Em 14 de julho de 1958, a jovem estudante Aída Cúri, de apenas 18 anos, morreu ao cair do alto do edifício Rio Nobre, na Av. Atlântica, também em Copacabana.

Ela teria sido empurrada depois de sofrer tentativa de assédio sexual de uma gangue de jovens, Ronaldo Castro, então com 19 anos, Cássio Murilo, de 17, e o porteiro Antônio Sousa, de 27.

Cássio era menor e não foi julgado mas os outros dois acusados o apontavam como autor do crime. O julgamento dos assassinos repercutiu em todo o país e, no todo, as condenações incluíram não só homicídio, como atentado ao pudor e tentativa de estupro. Eles teriam sido condenados à prisão, exceto Cássio, que, por ser menor, foi encaminhado para o Serviço de Assistência ao Menor (SAM), e depois solto.

Há indícios de que Ronaldo é o único dos três que ainda está vivo. Ele virou empresário e vive no Espírito Santo. Cássio teria sido assassinado em 1978, depois de uma breve carreira de crimes. Antônio teve paradeiro ignorado, mas é pouco provável que, pela idade, estivesse vivo hoje.

Quanto aos dois incidentes, o de 1958 e 2016, a única diferença é que o Rio de Janeiro vivia um tempo mais glamouroso na época de Aída Cúri. Hoje o Rio de Janeiro sofre uma decadência tão vertiginosa quanto a velocidade das quedas dos corpos.

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