Para mulheres cariocas, babaquice é "qualidade indispensável"

Algo estranho acontece no Sul e no Sudeste, sobretudo no Rio de Janeiro: os homens babacas são os mais desejados pelas mulheres e se casam com maior facilidade. Sim, foi isso mesmo que você leu. Para ser atraente e agradar a mulherada carioca, homens tem que ser babacas!

Pode ser qualquer tipo de babaquice. Pode ser a priorização de futilidades. Pode ser um comportamento infantilizado. Poder ser o fanatismo pelo futebol (com direito a berros estridentes em momentos inoportunos), ou por alguma seita estranha, ou ate normal (já que no fundo todas as religiões são tolas, por defenderem absurdos). Pode ser o consumo de algum tipo de droga, lícita ou não. Ou simplesmente um comportamento meio antipático, meio patético, com evidente imaturidade e machismo e um desprezo pelo bem estar coletivo ou por melhorias reais para a sociedade. Até mesmo a avareza, a ganância, o arrivismo são ingredientes essenciais para uma babaquice autêntica e desejada.

Qualquer tipo de babaquice serve, desde que haja babaquice. Homem que não é babaca é considerado chato, "correto demais", "subversivo", "antipático" e até mau-caráter. O babaca, pelo contrário, diverte, faz amigos, ri, pula, grita e "está de bem com a vida". O babaca não deseja mudar o mundo e melhorar a sociedade e usa a sua babaquice como forma de se adaptar a uma sociedade altamente problemática e que quer ser injusta para a eternidade.

Falamos isso não por sarro ou preconceito: é nítido, com base em observações, o fato de que a maioria esmagadora dos homens comprometidos demonstram traços de babaquice. O próprio código de "etiqueta" social reservado aos homens cariocas os obriga a agirem como babacas. O "carioca way of life" possui atitudes babacas em sua lista de costumes típicos. No Rio de Janeiro, quem não é babaca perde direitos importantes e contatos sociais, vivendo na margem da coletividade.

Portanto, se você, meu caro machão, é babaca, pode comemorar: você será desejadíssimo pela mlherada. Agora, se você outro, reprova a babaquice, saia do Rio de Janeiro. Na pátria dos Eduardos Cunha e Paes, não há espaço para o homem que se recusa a ser babaca.


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