Crianças assustadas em teleférico e universitário morto por possível homofobia

 Rio de Janeiro... Mais dois incidentes graves que fazem parte dos "problemas comuns da complexidade da cidade grande".

No último dia 02, o universitário Diego Vieira Machado, de 30 anos, foi encontrado morto com sinais de violência no campus do Fundão, na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele era negro e homossexual e tinha recebido ameaças de morte na Internet, dias antes.

Já no dia 04, foi a vez de crianças que estavam passeando num teleférico do Complexo do Alemão tentarem se proteger do intenso tiroteio que atingiu a área, que fica no caminho entre o Galeão e o centro do Rio de Janeiro e está cada vez mais perigosa.

Ninguém urbaniza o Complexo do Alemão, que poderia ser desfavelizado com tantas áreas ociosas de galpões abandonados, que poderiam ser demolidos para gerar sucessivas construções de conjuntos habitacionais para melhorar a estrutura urbana de seus bairros. Em vez disso, manteve-se tudo como está e só colocou um teleférico feito no tempo em que as favelas eram paisagens de consumo.

Quanto à morte do universitário, é retrato de uma sociedade ultraconservadora que está por trás de jovens aparentemente moderninhos, já que os suspeitos seriam colegas do jovem morto. As ameaças partiram em ambientes que se observam jovens em surtos ultrarreacionários, por mais que estes pareçam modernos, arrojados, irreverentes, divertidos e coisa e tal. São fascistas disfarçados de surfistas, hippies, skatistas etc.

Lamentáveis esses dois incidentes, de um Rio de Janeiro que não resolve o problema da violência e permite formar jovens reaças. Mas tudo isso "pode acontecer", desde que o Flamengo e o Fluminense estejam no G-4 do Brasileirão e o Vasco da Gama possa voltar para a Série A no final deste ano. Se o futebol carioca "respirar", o Rio de Janeiro pode viver no sufoco. Para o povo, nada, para os "cartolas", tudo.

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