Comemoração por futebol em dia de Golpe mostra infantilidade do povo carioca

Já é consenso da maioria que o dia 31 de agosto de 2016 é um dos dias mais tristes da História brasileira. Já é o pior momento de 2016. Uma democracia conduzida por uma presidente sem culpa é derrubada por um bando de corruptos a serviço de um pequeno grupo de ricaços. Uma atitude que poderá custar as vidas de muitos brasileiros.

Mas os cariocas, em sua maioria elitistas, pareciam felizes com a deposição de Dilma. Desprovidos de altruísmo e de senso de humanidade, pouco estão se lixando se o governo que se instalou através de um golpe irá ou não prejudicar a população brasileira. A elite está tranquila. Caso o prejuízo a alcance, é só entrar em um avião e se mudar para a Europa ou para os EUA. Como os cariocas são o povo mais burro do Brasil na atualidade, o futebol sempre foi e será prioridade máxima para a população local.

É isso mesmo. Esta mesma elite, junto com a classe média e alguns pobres que a apoiaram, estavam todos, na noite do mesmo fatídico dia 31 preocupados com "coisas mais importantes" que é a vitória do Flamengo em um jogo. Desconheço o resultado, mas pela gritaria, o Flamengo foi favorecido.

Isso é coisa que se faça em um dia tão cítico como o dia 31/08/2016? Será que os torcedores de futebol não são grandinhos demais para perceber que seu hobby favorito não passa de uma brincadeira e que a vitória de um time não interfere na realidade cotidiana de quem torce?

É preciso que os brasileiros amadureçam. Não é absurdo afirmar que o comportamento dos torcedores na noite do dia 31 esteja entre as atitudes responsáveis pela decisão infeliz que aconteceu em Brasília.

Torcedores são, salvo exceções, pessoas que ainda não alcançaram a maturidade, insistindo na criancice de colocar brincadeiras acima de assuntos mais sérios. Para depois fingirem ser "patriotas" durante a abertura e nas comemorações dos jogos.

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