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Eduardo Cunha é cassado. Mas sua influência no governo poderá aumentar

O assunto desta semana com certeza foi a cassação do deputado Eduardo Cunha, que atualizou o estereótipo do malandro carioca. O povo carioca atual, em sua grande maioria, tem as mesmas características da personalidade de Cunha. 

Agora cassado, ele promete revelar os podres não somente de adversários mas também de aliados em um livro, se tornando um dolorido calo no governo Temer. Vários de seus aliados não agiram para livrá-lo da cassação.

Cunha, apesar de cassado, pode estar mais influente do que nunca. Suas pautas bomba já fazem parte do programa Ponte para o Futuro, que orientará o rumo do governo Temer que jurou que não vai cortar direitos através de leis, mas permitirá o predomínio do negociado sobre o legislado, que na prática vai de fato cortar muitos direitos, pois o empresariado brasileiro não tem o hábito de ceder.

Eduardo Cunha foi cassado, mas não antes de cumprir a sua "missão" de expulsar Dilma Rousseff do poder, sem um motivo que fosse justo, jogando no lixo 54 milhões de votos e abrindo o caminho para um programa de governo impopular que promete acelerar a execução de medidas que satisfaçam a ganância capitalista dos homens mais ricos instalados no país.

Após cumprida a sua função, Cunha se tornou o "aliado incomodo" e foi descartado feito - desculpem a comparação grotesca, mas adequada - um papel higiênico cagado. Foi útil quando era a hora, agora o jeito foi descartá-lo para que seu temperamento difícil não pudesse trazer problemas para aliados.

O Governo Temer se instalou definitivamente em 31 de agosto, após um período de interinidade. Temer garante que não mudará nada, mas os maiores empresários do país, que patrocinaram o golpe vão cobrar o seu preço, que é fazer as mudanças que colocarão os interesses do empresariado acima da população brasileira.

Os donos da mídia e as maiores empresas brasileiras e as instaladas no país patrocinaram o golpe mais criativo da História mundial, com mídia e redes sociais tomando lugar de tanques e armas. Empresários e direitistas empenhados em tomar medidas que eliminem obstáculos e limites para a ganância capitalista. Medidas que promete arruinar com as vidas de quem não for rico. É melhor acreditar nisso. Quem viver, e se viver, verá.

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