Segundo pesquisas, cerca de 40% dos cariocas não consideram o governo Temer ruim

Uma pesquisa feita pelo Ibope na região metropolitana do Rio de Janeiro mostra o que os cariocas, o povo mais influente do Brasil e que serve de modelo para costumes, gostos e ideais em todo o país, pensa sobre o governo Temer. 

A região metropolitana do Rio, por ser o centro cultural (celebridades em massa vivem aqui) e sede de algumas indústrias, há uma elite numerosa e influente, que dita os costumes e o modo de pensar de quem vive aqui e da elite do resto do país.

O resultado não foi surpreendente. Dos entrevistados, 1% classificaram o governo como ótimo. Para 7% das pessoas consultadas, a administração é boa; 32% a consideram regular; 14%, ruim; 32%, péssima; e 13% não souberam ou não responderam.

Se somarmos os bons, ótimos e regulares, que correspondem a uma relativa aprovação do governo Temer, teremos em torno de 40% de cariocas que não consideram ruim. Está acima dos que consideram péssima, 32% que empata com os que consideram regular. 

Mas não nos iludamos com os resultados pessimistas. Há quem não goste do governo Temer, esperando um governo mais rigoroso, como o de Bolsonaro, muito popular entre os cariocas. O Fascismo e "filosofias" similares crescem gradualmente no Rio de Janeiro.

Cariocas, em grande maioria, são um povo agressivo e autoritário que sonha com medidas duras, senão sádicas para eliminar todos aqueles que julgam serem os problemas e seus responsáveis por atrapalhar os interesses pessoais das elites cariocas. Temer soa como alguém hesitante e "frouxo" para realizar este "serviço".

O que significa que o resultado não indica um desejo maior por um governo democrático. Com Temer ou sem Temer, sabe-se que cariocas, assim com a maioria dos sudestinos e sulistas, que majoritariamente pertencem as elites, evocam o direitismo, exigindo que os benefícios sejam limitados a esta elite e que as outras classes "inferiores" que "se virem" para adquiri-los.

Mas também indica que os próprios direitistas estão longe de um consenso, a decidir entre medidas suavemente duras (pró-Temer) ou medidas explicitamente duras (direitistas anti-Temer) para favorecer a influência do "imaculado" Deus-Mercado no desenvolvimento do Rio de Janeiro. Mesmo com reprovação relativamente baixa, Temer terá muito trabalho para agradar os cariocas.

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