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Mostrando postagens de Outubro, 2016

Marcelo Crivella é o novo prefeito do Rio de Janeiro

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Com cerca de 59% dos votos válidos (curiosamente o número de sua idade), Marcelo Crivella se torna o próximo prefeito da capital do Rio de Janeiro. Freixo recebeu cerca de 40% dos votos. Abstenções foram cerca de 46% superiores a Freixo.
A vitória de Crivella já era esperada dada o grau de conservadorismo do povo carioca e o fortalecimento das religiões cristãs, além do crescimento intenso das igrejas evangélicas. O fato de Crivella ser da Universal contou com a campanha da TV Record, bem popular no RJ. 
Apesar de ter recebido apoio da Globo (muito mais por rivalidade televisiva do que por ideologia), Freixo não conseguiu se eleger, admitindo a derrota imediatamente após confirmada a vitória de Crivella, no mesmo lugar onde seria a sua festa de comemoração, caso vencesse.
Apesar de seguir um manual que orienta a transformação de sua gestão em uma teocracia, Crivella deve saber que governará também para não-evangélicos e para não cristãos. Como é moderado, é provável que o plano de te…

Espírito de Equipe

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Recebemos em nosso e-mail uma mensagem de um leitor que pediu para não identificado e que contássemos o seu caso real com nossas palavras, sem reproduzir o seu texto. Obrigado leitor e vamos contar de nossa forma o seu caso, colocando o fictício nome de "João".
"João" é um excelente profissional, cumpridor de seus deveres, que nunca faltou o trabalho por motivo fútil, é pontual e costuma concluir suas tarefas um pouco antes da hora estipulada, tendo fama de adiantar bastante o trabalho da empresa.
Era um dia normal de trabalho. João estava mais uma vez em sua tarefa quando um dos colegas, o mais extrovertido tenta puxar uma conversa, de início simpática, com o colega.
Colega 1: Oi, João, tudo bem? João: Tudo. Colega: Você é um cara legal, trabalhador, gente boa mesmo. mas não sabemos muito de você. Qual é o seu time de futeboll? João: Eu não curto muito futebol. Colega 1: O quê? Não curte futebol? Você está brincando! João: Sério. Eu não sou muito ligado em futebol. Res…

Prisão de Cunha é etapa de um jogo político

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Ontem, a notícia que mais repercutiu foi a prisão preventiva do ex-deputado carioca Eduardo Cunha, responsável pelo ato conhecido como "impeachment" da presidente Dilma Rousseff, num processo estranho onde não houve provas mas muita - e subjetiva - convicção. 
Era na verdade um processo para tirar do poder políticos compromissados com as causas sociais e colocar no lugar verdadeiros serviçais das elites, sob ordens e apoio de instituições norte-americanas, receosas de ver o Brasil como potência no continente.
Cunha foi preso de forma tranquila, sem o estardalhaço habitualmente reservado para os odiados esquerdistas. Afinal, para as elites e a sociedade que as apoia, Cunha é somente um corrupto, não um bandido, no sentido literal do termo. Analfabetos políticos adoram inverter os sentidos de socialistas e capitalistas, livrando direitistas de serem alvo de violento rancor.
Por ter cumprido a sua função, Cunha não interessa mais a direita. Sua prisão não trará prejuízos para …

Terminada a Olimpíada, sistema de ônibus desiste de veículos de piso baixo

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Parece que o retrocesso em que o país entra é muito maior do que se imagina. E também sabe-se agora a verdadeira cara do PMDB carioca, autoritário e excludente. Uma mentalidade capaz de criar a nefasta PEC 241 é capaz também de tomar a atitude alertada nesta postagem.
Acabamos de saber que vários ônibus de piso baixo estão sendo desativados no Rio sob a justificativa de que "não servem mais". Com o fim dos jogos olímpicos, meta única do PMDB carioca, a região metropolitana do RJ não precisa mais fantasiar de primeiro mundo pois não terá mais turistas em massa para serem enganados.
Carros de piso baixo são mais caros e difíceis de se manter. Não são como os ônibus convencionais que são chapas de alumínio coladas em cima de esqueletos, o que tornam mais baratos e fáceis de manutenção. A carroceria de piso baixo é mais complexa e exige motorização traseira e por isso sua aquisição e manutenção são mais caras.
As empresas 1001 e São Silvestre já colocaram seus veículos de piso …

Falido e com crise político-economica, cariocas colocam brincadeira acima do dever

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Tenho a absoluta certeza de que a burrice do povo favoreceu e muito a instauração de um golpe. Como crianças que se recusam a estudar para irem brincar, os cariocas fizeram uma passeata em prol de um time de futebol.
Para quem não sabe e infelizmente a maioria não sabe, futebol é apenas uma diversão, um lazer, uma brincadeira. Levá-lo a sério e colocá-lo como prioridade é sinal de imaturidade e falta de noção sore o que é prioritário ou não.
Não é que recentemente, um bando de torcedores sai em passeata para pedir a melhoria de atuação de seu time? Sim, uma passeata em prol de uma forma de diversão. Porque não fazer passeata contra o golpe e exigir a permanência de direitos e a melhoria da qualidade de vida? Não tem graça, não é? Graça é declarar seu amor a algo abstrato como um time de futebol, que em mais de 100 anos nunca melhorou a qualidade de vida de seus torcedores. Depois os torcedores se ofendem quando são chamados de burros, alienados, imaturos e preguiçosos.
Não é surpresa…

Dois candidatos homônimos e com alto índice de rejeição disputam a prefeitura do Rio de Janeiro

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O Rio de Janeiro definiu os seus candidatos para o segundo turno. Foram escolhidos dois homônimos: Marcelo Crivella do PRB e Marcelo Freixo, do PSOL. Ambos, embora bem populares, tem altos índices de rejeição. Crivella não agrada quem não é evangélico e Freixo, por ser esquerdista, não agrada à grande parte da elite e aos que a apoiam. 
Ou seja, é uma disputa que promete ser imprevisível. Ambos terão que lançar mão de muita publicidade para vencer a eleição. E quem ganhar receberá um baita pepino a ser descascado, pois o Rio de Janeiro segue om falência decretada e muitas dívidas por causa de uma Olimpíada que, apesar de bem sucedida, sugou bastante os cofres públicos, já que houve menor ajuda privada do que deveria.
Graças a este caos, o candidato da situação, Pedro Paulo, foi eliminado da disputa da prefeitura, num sinal claro de reprovação popular a gestão de Eduardo Paes, que embelezou parte da cidade mas não conseguiu resolver os piores problemas da cidade, que continua teimosa …

O Rio de Janeiro é golpista e administra a ditadura temerosa

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Infelizmente, somos obrigados a reconhecer: se não fosse pelos cariocas, o golpe não teria acontecido. Pois não somente Temer, sua equipe e todos que o apoiam, independente de que estados originem, agem como cariocas ao conduzir o país, como um fato serviu para facilitar a conclusão do golpe que nos coloca em uma nova ditadura, desta vez não-militar: a eleição de Eduardo Cunha.
Não que Cunha fosse o principal ou o único culpado pelo golpe. O Golpe nasceu de uma complexa rede de interesses de muitos personagens empenhados a garantir os privilégios de uma elite gananciosa e arrivista, ameaçados por governos trabalhistas. 
O papel de Eduardo Cunha, deputado eleito com experiência político-empresarial no governo de Fernando Collor, foi de abir as comportas para a tsunami golpista desejada pelas forças conservadoras do país, sedenta para retornar ao poder.
Os cariocas, que tem uma índole agressiva e adoram impor aos outros suas convicções, nunca foi o mais democrático dos povos brasileiro…