Marcelo Crivella é o novo prefeito do Rio de Janeiro

Com cerca de 59% dos votos válidos (curiosamente o número de sua idade), Marcelo Crivella se torna o próximo prefeito da capital do Rio de Janeiro. Freixo recebeu cerca de 40% dos votos. Abstenções foram cerca de 46% superiores a Freixo.

A vitória de Crivella já era esperada dada o grau de conservadorismo do povo carioca e o fortalecimento das religiões cristãs, além do crescimento intenso das igrejas evangélicas. O fato de Crivella ser da Universal contou com a campanha da TV Record, bem popular no RJ. 

Apesar de ter recebido apoio da Globo (muito mais por rivalidade televisiva do que por ideologia), Freixo não conseguiu se eleger, admitindo a derrota imediatamente após confirmada a vitória de Crivella, no mesmo lugar onde seria a sua festa de comemoração, caso vencesse.

Apesar de seguir um manual que orienta a transformação de sua gestão em uma teocracia, Crivella deve saber que governará também para não-evangélicos e para não cristãos. Como é moderado, é provável que o plano de teocracia não seja posto em prática.

A eleição de 2016 foi marcada pela volta da direita ao poder, provando o desconhecimento político da população que preferiu devolver ao poder o mesmo grupo de partidos e de ideias que arruinaram o país no passado, ao invés de reivindicar uma nova força progressista.

Com gestões conservadoras e medidas como a PEC 241, teremos um longo tempo de retrocesso que acaba por criar uma Nova Velha República. Se essa Nova Velha República acabar, vamos ter que começar tudo de novo, construindo uma nova democracia praticamente do nada. Aguardemos.

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