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O Rio de Janeiro é golpista e administra a ditadura temerosa

Infelizmente, somos obrigados a reconhecer: se não fosse pelos cariocas, o golpe não teria acontecido. Pois não somente Temer, sua equipe e todos que o apoiam, independente de que estados originem, agem como cariocas ao conduzir o país, como um fato serviu para facilitar a conclusão do golpe que nos coloca em uma nova ditadura, desta vez não-militar: a eleição de Eduardo Cunha.

Não que Cunha fosse o principal ou o único culpado pelo golpe. O Golpe nasceu de uma complexa rede de interesses de muitos personagens empenhados a garantir os privilégios de uma elite gananciosa e arrivista, ameaçados por governos trabalhistas. 

O papel de Eduardo Cunha, deputado eleito com experiência político-empresarial no governo de Fernando Collor, foi de abir as comportas para a tsunami golpista desejada pelas forças conservadoras do país, sedenta para retornar ao poder.

Os cariocas, que tem uma índole agressiva e adoram impor aos outros suas convicções, nunca foi o mais democrático dos povos brasileiros. Predominantemente de elite e com uma plebe que as apoia com base na confiança na mídia supervalorizada pelo povo local, os cariocas devem estar felizes em ver novamente um governo patronal guiando as rédeas da sociedade brasileira.

Isso sem falar que o Rio de Janeiro é a capital cultural do país. A sociedade mais influente e que dita os costumes para o Brasil todo tendo a mídia oficial e sendo sede da maior empresa de mídia do país, consagrando aos outros estados costumes e convicções tipicamente cariocas, erroneamente tratadas como "sofisticadas e evoluídas".

Salvo exceções (esquerdistas cariocas sobretudo), a maioria dos cariocas agora vê seus costumes e crenças sendo postos em prática por um governo tão arrivista e ganancioso que a elite que o apoia. As medidas excludentes tomadas sem qualquer tipo de consulta popular ou a especialistas, mostra que entramos definitivamente em mais um governo autoritário, liderado por uma junta representada na figura do serviente Michel Temer, sempre disposto a agradar as elites e desagradar a plebe. 

Mesmo sabendo que Eduardo Cunha não mereça a principal autoria do golpe, ele facilitou muito a entrada de sequiosas forças conservadoras a realizar o estrago que estão e estarão fazendo. Os cariocas merecem também a culpa por ter favorecido a nossa entrada em uma fase muito ruim da historiografia política brasileira. Os cariocas pagarão caro pelo seu conservadorismo.

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