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Mostrando postagens de Novembro, 2016

Vasco sobe de posição enquanto estado afunda

Cariocas são um povo infantil. Sabe as crianças que detestam estudar, fazem cara amarrada quando ganham roupa de presente e fazem de tudo para fugir de frutas e legumes durante as refeições? Os cariocas agem assim. Legal mesmo é brincar, se divertir, consumir e curtir. Qualidade de vida? Nããããoooo! "O estado pode explodir, mas minha curtição ninguém corta!".
Ainda mais o futebol, que no Brasil é tratado como dever cívico (além do ódio irracional contra as esquerdas) e que no Rio de Janeiro é elevado a categoria de etiqueta social (quem não gosta, se isola), é considerado de prioridade máxima. Tanto é que os protestos contra más atuações de um time são mais eufóricos do protestos contra a redução de gastos proposta pelo estado, inspirado da ditadura de Michel Temer et caterva.
Para os cariocas, o importante é ver os 4 principais times em boa situação. O Vasco da Gama, um dos mais populares, acaba de subir de posição, voltando ao grupo principal do campeonato brasileiro. É um…

Dois baianos bem cariocas

Povo baiano costuma ser humanitário. Mas a elite baiana normalmente age como carioca, com todos os defeitos que  carioca tem. Os ricos baianos, mesmo morando no bairro da Barra (Salvador também tem a sua Barra), sonham com a Barra da Tijuca carioca, a "róliudi" das celebridades "Globais" (de Rede Globo). 
Quem vive em Salvador sabe muito bem como é a elite de lá: no carnaval, loiros branquelos se vestem de "negão do Curuzu" clamando pela "paz entre os povos" pra depois da festa discriminar cruelmente o primeiro bronzeado que aparecer pela frente.
Geddel Vieira e Nizan Guanaes são desta elite. São baianos nada baianos. Brancos, ricos e muito bem vividos, estão completamente alheios ao bem estar das maiorias. Nesta semana, os dois, com seus nomes envolvidos tradicionalmente em casos de corrupção, tiveram destaque em dois episódios envolvendo a gestão temerosa que apoiam.
Geddel Vieira foi denunciado pelo ex-ministro da Cultura, o diplomata Marcel…

Com Rio em crise, magistrados e promotores ganham mais que o teto permitido

O Rio de Janeiro está falido, seja financeiramente , seja moralmente. mas a vida de magistrados e promotores continua numa boa. Os representantes do Judiciário, graças a acréscimos, tem ganhos que ultrapassam o teto permitido. Incluindo o auxílio-moradia, tipo de encargo ausente nas profissões menos remuneradas (quando justamente deveria ser necessário). 
No Tribunal de Justiça, cerca de quase 100% dos magistrados ganharam, graças a acréscimos, acima dos cerca de 33 mil reais permitidos pela lei constitucional, feito com base nos ganhos dos juízes do STF, os maiores salários do serviço público. No Ministério Público Estadual, a situação é parecida.Conselheiros do TCE chegaram a ganhar o dobro do teto como vencimento bruto.
O fato é observado também nos poderes Executivo e Legislativo, com ganhos ainda maiores. As informações são do jornal O Globo (interessada em derrubar a política carioca) e publicadas em vários sites. Nenhum dos envolvidos se pronunciou a respeito do escândalo.
Res…

Prisão de políticos cariocas em tempos de falência estadual decretada não pode ser coincidência

Talvez na tentativa - frustrada - de mostrar imparcialidade, os processos judiciais, incluindo o famoso Lava Jato, seletivo e com métodos fascistas, resolveram pegar alguns direitistas para enjaular. 
Depois de Eduardo Cunha, tratado respeitosamente, do contrário dos petistas e aliados, agora é a vez de Anthony Garotinho e depois Sérgio Cabral Filho (este, não o anterior, pela Lava Jato), ex-governadores do falido (em todos os sentidos) estado do Rio de Janeiro. Cunha e Cabral são do PMDB que ainda governa o estado. Garotinho, principal liderança de Campos, maior município do estado, é filiado ao PR.
Curioso que os três são políticos do Rio de Janeiro e bastante influentes no estado. Foram presos justamente quando o estado se prepara para aprovar uma versão local da PEC 55, que pretende "economizar gastos" para "salvar o estado". Sendo mais claro, economizar gastos com os pobres para salvar os interesses dos fluminense mais ricos.
Ou seja, ao invés de lutar para a…

A pior crise do Rio de Janeiro não é a econômica. É de personalidade

O Rio de Janeiro, não somente a capital, mas o estado todo, está em crise. Claro que a crise carioca é resultante da crise gerada pela ganância capitalista. Mas ao invés de criar meios de superá-la, preferiu se afundar ainda mais. Organizar copa e olimpíadas foi uma decisão equivocada. Mesmo bem sucedidas, geraram um rombo imenso nos cofres públicos. De qualquer forma, a crise é tanta que o governador interino (o principal estava licenciado) decretou a falência do estado, em documento. Mas observando bem a rotina do povo da Região Metropolitana do Rio de Janeiro (que é a que eu posso observar), noto que a crise econômica é só uma das muitas crises pelas que passa a região. Aliás, a crise econômica, por incrível que pareça, é a mais fácil de ser resolvida. Há uma crise crônica muito pior, que não dá sinais de que será resolvida, sequer a longo prazo.
O carioca, por se achar o povo mais influente do Brasil, adquiriu um misto de arrogância e teimosia, que faz o povo da região perpetuar …

Para combater crise, tome mais crise!

Mal saiu do tratamento de seu câncer, o governador do Rio resolve agravar o câncer do estado em que governa, com a desculpa de tentar resolvê-lo. Levando seu sobrenome ao pé da letra, resolve dar uma pezada nos cariocas e instaura a versão estadual da medonha PEC 241, a PEC da Morte.
Pezão anunciou medidas drásticas que poderão prejudicar muitas atividades essenciais no estado, sob a desculpa de economizar gastos, mas sem mexer no patrimônio dos habitantes mais ricos do estado. Lembrando que o Rio de Janeiro é o estado onde mora mais celebridades do cinema, TV, música e esporte, que poderiam muito bem largar seus supérfluos e contribuir para a recuperação do estado onde vivem.
Como ricos não pagam impostos, nem ajudam de outra forma, o jeito é apelar para a sangria. Secretarias essenciais como a Cultura e o Transporte, serão extintas e seus assuntos serão tratados respectivamente pelas secretarias de Ciência e de Infra-estrutura. Aposentados, que já não vivem muito bem, passarão a co…