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Para combater crise, tome mais crise!

Mal saiu do tratamento de seu câncer, o governador do Rio resolve agravar o câncer do estado em que governa, com a desculpa de tentar resolvê-lo. Levando seu sobrenome ao pé da letra, resolve dar uma pezada nos cariocas e instaura a versão estadual da medonha PEC 241, a PEC da Morte.

Pezão anunciou medidas drásticas que poderão prejudicar muitas atividades essenciais no estado, sob a desculpa de economizar gastos, mas sem mexer no patrimônio dos habitantes mais ricos do estado. Lembrando que o Rio de Janeiro é o estado onde mora mais celebridades do cinema, TV, música e esporte, que poderiam muito bem largar seus supérfluos e contribuir para a recuperação do estado onde vivem.

Como ricos não pagam impostos, nem ajudam de outra forma, o jeito é apelar para a sangria. Secretarias essenciais como a Cultura e o Transporte, serão extintas e seus assuntos serão tratados respectivamente pelas secretarias de Ciência e de Infra-estrutura. Aposentados, que já não vivem muito bem, passarão a contribuir, consagrando a tradição do brasileiro de humilhar os idosos.

Até mesmo o Bilhete Único do transporte sofrerá reajuste, num sistema de transportes que só piora e que é excessivamente caro. Para se ter uma ideia, moradores de Niterói e do Rio de Janeiro, se quiserem ir e voltar para essas cidades, que são vizinhas, tem que possuir, atualmente , no mínimo 15 reais. 15 reais para ir e vir para uma cidade vizinha é um assalto à mão armada!

Trocando em miúdos, essa medida significa tentar resolver a crise com mais crise, algo comprovado como fracassado por economistas mais experientes. Isso mostra que para a direita, a melhor "solução" para resolver os problemas e criando mais problemas. Lógica estranha essa dos conservadores!

As medidas ainda serão votadas, com grandes chances de aprovação, visto o caráter conservador e elitista dos políticos brasileiros, muito mais interessados a agradar a imensa elite que vive embaixo das assas da classe dominada que as sustenta.

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