Prisão de políticos cariocas em tempos de falência estadual decretada não pode ser coincidência

Talvez na tentativa - frustrada - de mostrar imparcialidade, os processos judiciais, incluindo o famoso Lava Jato, seletivo e com métodos fascistas, resolveram pegar alguns direitistas para enjaular. 

Depois de Eduardo Cunha, tratado respeitosamente, do contrário dos petistas e aliados, agora é a vez de Anthony Garotinho e depois Sérgio Cabral Filho (este, não o anterior, pela Lava Jato), ex-governadores do falido (em todos os sentidos) estado do Rio de Janeiro. Cunha e Cabral são do PMDB que ainda governa o estado. Garotinho, principal liderança de Campos, maior município do estado, é filiado ao PR.

Curioso que os três são políticos do Rio de Janeiro e bastante influentes no estado. Foram presos justamente quando o estado se prepara para aprovar uma versão local da PEC 55, que pretende "economizar gastos" para "salvar o estado". Sendo mais claro, economizar gastos com os pobres para salvar os interesses dos fluminense mais ricos.

Ou seja, ao invés de lutar para atrair investimentos e taxar as fortuna dos mais ricos, decide-se arrebentar a corda no lado do mais fraco, o que economistas em unanimidade consideram altamente danoso ao estado. Ou seja, a medida para economizar gastos vai - eu disse VAI - agravar ainda mais a crise no Rio, afundando ainda mais o estado que tem falência decretada em documento registrado.

Parece coincidência que três importantes lideranças do estado sejam pegas justamente na época em que esta decisão amarga de tentar resolver a crise do estado com mais crise. Ao meu ver não há coincidência, sendo tudo planejado para acontecer como o acontecido. Eu não sei o que liga os fatos, pois precisaria uma análise profunda dos bastidores destes fatos para um diagnostico mais justo.

Mas não pode ser coincidência quando os políticos de direita presos são lideranças fluminenses, oriundos do estado mais influente do país, e que declara total falência, além de que a prefeitura de sua capital está prestes a virar uma teocracia, com uma liderança religiosa no comando. 

Tempos cavernosos se iniciam no estado do Rio. E as prisões de suas principais lideranças estão longe de ser uma boa notícia, visto que as prisões na verdade façam parte de um jogo. Um jogo em que o perdedor certamente será a população do estado, ainda longe de ver a luz em seu longuíssimo túnel.

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