Pular para o conteúdo principal

Vasco sobe de posição enquanto estado afunda

Cariocas são um povo infantil. Sabe as crianças que detestam estudar, fazem cara amarrada quando ganham roupa de presente e fazem de tudo para fugir de frutas e legumes durante as refeições? Os cariocas agem assim. Legal mesmo é brincar, se divertir, consumir e curtir. Qualidade de vida? Nããããoooo! "O estado pode explodir, mas minha curtição ninguém corta!".

Ainda mais o futebol, que no Brasil é tratado como dever cívico (além do ódio irracional contra as esquerdas) e que no Rio de Janeiro é elevado a categoria de etiqueta social (quem não gosta, se isola), é considerado de prioridade máxima. Tanto é que os protestos contra más atuações de um time são mais eufóricos do protestos contra a redução de gastos proposta pelo estado, inspirado da ditadura de Michel Temer et caterva.

Para os cariocas, o importante é ver os 4 principais times em boa situação. O Vasco da Gama, um dos mais populares, acaba de subir de posição, voltando ao grupo principal do campeonato brasileiro. É uma alegria abstrata a compensar a tristeza real de ter que se adaptar a uma vida difícil proposta pela redução de gastos governamental (que não mexe no patrimônio dos mais ricos, que poderiam salvar o estado - o RJ é o estado onde vive as celebridades mais ricas do país). Se em tempos prósperos já era difícil viver no Rio (cujo custo de vida é altíssimo por tradição), imagine agora?

Mas os torcedores estão felizes. O Vasco subiu de posição. É bem provável que os outros três times permaneçam na divisão principal. As crianças comemoram o fato de que seu mundinho paralelo da fantasia continua lindo e maravilhoso, enquanto a realidade de concreto ferra com a gente. É muito bom ser criança no Rio de Janeiro. Mesmo tendo muito mais que 18 anos de idade.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Espírito de Equipe

Recebemos em nosso e-mail uma mensagem de um leitor que pediu para não identificado e que contássemos o seu caso real com nossas palavras, sem reproduzir o seu texto. Obrigado leitor e vamos contar de nossa forma o seu caso, colocando o fictício nome de "João".
"João" é um excelente profissional, cumpridor de seus deveres, que nunca faltou o trabalho por motivo fútil, é pontual e costuma concluir suas tarefas um pouco antes da hora estipulada, tendo fama de adiantar bastante o trabalho da empresa.
Era um dia normal de trabalho. João estava mais uma vez em sua tarefa quando um dos colegas, o mais extrovertido tenta puxar uma conversa, de início simpática, com o colega.
Colega 1: Oi, João, tudo bem? João: Tudo. Colega: Você é um cara legal, trabalhador, gente boa mesmo. mas não sabemos muito de você. Qual é o seu time de futeboll? João: Eu não curto muito futebol. Colega 1: O quê? Não curte futebol? Você está brincando! João: Sério. Eu não sou muito ligado em futebol. Res…

Comemoração por futebol em dia de Golpe mostra infantilidade do povo carioca

Já é consenso da maioria que o dia 31 de agosto de 2016 é um dos dias mais tristes da História brasileira. Já é o pior momento de 2016. Uma democracia conduzida por uma presidente sem culpa é derrubada por um bando de corruptos a serviço de um pequeno grupo de ricaços. Uma atitude que poderá custar as vidas de muitos brasileiros.
Mas os cariocas, em sua maioria elitistas, pareciam felizes com a deposição de Dilma. Desprovidos de altruísmo e de senso de humanidade, pouco estão se lixando se o governo que se instalou através de um golpe irá ou não prejudicar a população brasileira. A elite está tranquila. Caso o prejuízo a alcance, é só entrar em um avião e se mudar para a Europa ou para os EUA. Como os cariocas são o povo mais burro do Brasil na atualidade, o futebol sempre foi e será prioridade máxima para a população local.
É isso mesmo. Esta mesma elite, junto com a classe média e alguns pobres que a apoiaram, estavam todos, na noite do mesmo fatídico dia 31 preocupados com "c…

Marcelo Crivella é o novo prefeito do Rio de Janeiro

Com cerca de 59% dos votos válidos (curiosamente o número de sua idade), Marcelo Crivella se torna o próximo prefeito da capital do Rio de Janeiro. Freixo recebeu cerca de 40% dos votos. Abstenções foram cerca de 46% superiores a Freixo.
A vitória de Crivella já era esperada dada o grau de conservadorismo do povo carioca e o fortalecimento das religiões cristãs, além do crescimento intenso das igrejas evangélicas. O fato de Crivella ser da Universal contou com a campanha da TV Record, bem popular no RJ. 
Apesar de ter recebido apoio da Globo (muito mais por rivalidade televisiva do que por ideologia), Freixo não conseguiu se eleger, admitindo a derrota imediatamente após confirmada a vitória de Crivella, no mesmo lugar onde seria a sua festa de comemoração, caso vencesse.
Apesar de seguir um manual que orienta a transformação de sua gestão em uma teocracia, Crivella deve saber que governará também para não-evangélicos e para não cristãos. Como é moderado, é provável que o plano de te…