Insensibilidade do carioca tem a ver com o consumismo

O povo carioca é insensível. Quando resolve ser amigo de alguém, o faz de maneira condicional, exigindo gostos e interesses similares. 

Cariocas não costumam ser carinhosos e até as mulheres são difíceis de se conquistar, estas impondo certos lugares (em geral boates e similares) como lugares e situações de  paquera. Tudo a ver com consumismo.

Há muito se sabe, embora não se admita, que os cariocas são interesseiros e exigem condições para estabelecer ou firmar amizades. No Rio, amizades não são feitas para afeto e sim para diversão. Cariocas não querem amigos e sim parceiros para atividades de lazer.

Mas pesquisando muito bem percebemos que há um motivo. Cariocas são hedonistas e cultuam o consumismo mais do que qualquer tipo de povo. As pessoas deixam de ser objeto de afeto para serem meros produtos de consumo. Amizades são reduzidas a meros bobos da corte para os próprios amigos, a entreter nas horas mais ociosas.

Cada dia que passa, isso vai ficando cada vez mais claro. Se repararmos bem, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, a parte mais modernizada é ligada geralmente ao consumo e ao lazer, enquanto outros setores continuam no maior abandono.

E não é só isso. Há denúncias que recebemos por e-mail de pessoas que sofreram preconceitos sociais só porque não gostavam de terminadas coisas. Se recusar a se divertir é uma ofensa ao carioca, punível com o desprezo e não raramente com o bullying ou com perda de direitos essenciais.

Conhece aquela frase "pessoas são feitas para serem amadas e as coisas, usadas; mas usam-se as pessoas e amam-se as coisas"? Poderia muito bem ser o lema do Rio de Janeiro, a meca brasileira do consumo e das emoções baratas.

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