Pular para o conteúdo principal

Alcunha de Rodrigo Maia como "Botafogo" confirma ditadura do futebol no RJ

O esquema de delações a serem feitas pela Odebrecht se caracteriza por uma lista onde muitos políticos são mencionados, vários através de alcunhas. Um deles, o Botafogo, dá claros indícios de ser o atual presidente da Câmara o demo Rodrigo Maia.

A alcunha foi dada por causa do fato dele ser um torcedor apaixonado pelo Botafogo. Sabe-se que cariocas gostam mais de futebol que o resto dos brasileiros. O gosto pelo futebol é uma obrigação, quase uma regra de etiqueta social. Praticamente não existe celebridades que se assumam não gostar de futebol. Se há alguma que não gosta, ela finge que gosta para não ter que ficar sozinha. A propósito, celebridades são uma ótima propaganda em prol da ditadura futebolística no Rio de Janeiro.

Talvez a alcunha dada tenha se lembrado deste detalhe, do que cariocas tem uma quase unanimidade (mesmo falsa) em relação ao futebol. Se gostar de futebol sem gostar dos "Quatro Fantásticos" (Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco), já é ruim (torcedores do Bangu e do América que o digam), não gostar de futebol é praticamente um crime. 

Que se assume alheio ao futebol no Rio de Janeiro sofre o mesmo tipo de preconceito que ateus perante os religiosos e esquerdistas perante os fascistas. Não-torcedores são tratados como se fossem terroristas dispostos a dinamitar o Maracanã. É praticamente eliminado do convívio social e perde importantes benefícios que dependam de decisões de outras pessoas. É pior que bandidagem. Um bandido que goste de futebol não é tão humilhado quanto um cidadão de bem que detesta.

O futebol, no Rio de Janeiro, é uma condição do tipo sine qua non e quem se recusa a cumpri-la é punido sem dó nem piedade. Por isso que quase todos no Rio escolhem seu time entre os quatro principais e mesmo detestando, gritam berram, dançam em prol deste hobby para que nunca sejam mal vistos pela sociedade carioca.

Rodrigo Maia e seu Botafogo certamente se unem a muitos episódios mostrando pessoas públicas do Rio de Janeiro, a capital das celebridades no país, usando a sua influência para impor, na marra, aos cidadãos o gosto pelo futebol no estado, transformando uma simples forma de diversão numa obrigação crucialmente decisiva para o bom convívio na sociedade.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Espírito de Equipe

Recebemos em nosso e-mail uma mensagem de um leitor que pediu para não identificado e que contássemos o seu caso real com nossas palavras, sem reproduzir o seu texto. Obrigado leitor e vamos contar de nossa forma o seu caso, colocando o fictício nome de "João".
"João" é um excelente profissional, cumpridor de seus deveres, que nunca faltou o trabalho por motivo fútil, é pontual e costuma concluir suas tarefas um pouco antes da hora estipulada, tendo fama de adiantar bastante o trabalho da empresa.
Era um dia normal de trabalho. João estava mais uma vez em sua tarefa quando um dos colegas, o mais extrovertido tenta puxar uma conversa, de início simpática, com o colega.
Colega 1: Oi, João, tudo bem? João: Tudo. Colega: Você é um cara legal, trabalhador, gente boa mesmo. mas não sabemos muito de você. Qual é o seu time de futeboll? João: Eu não curto muito futebol. Colega 1: O quê? Não curte futebol? Você está brincando! João: Sério. Eu não sou muito ligado em futebol. Res…

Comemoração por futebol em dia de Golpe mostra infantilidade do povo carioca

Já é consenso da maioria que o dia 31 de agosto de 2016 é um dos dias mais tristes da História brasileira. Já é o pior momento de 2016. Uma democracia conduzida por uma presidente sem culpa é derrubada por um bando de corruptos a serviço de um pequeno grupo de ricaços. Uma atitude que poderá custar as vidas de muitos brasileiros.
Mas os cariocas, em sua maioria elitistas, pareciam felizes com a deposição de Dilma. Desprovidos de altruísmo e de senso de humanidade, pouco estão se lixando se o governo que se instalou através de um golpe irá ou não prejudicar a população brasileira. A elite está tranquila. Caso o prejuízo a alcance, é só entrar em um avião e se mudar para a Europa ou para os EUA. Como os cariocas são o povo mais burro do Brasil na atualidade, o futebol sempre foi e será prioridade máxima para a população local.
É isso mesmo. Esta mesma elite, junto com a classe média e alguns pobres que a apoiaram, estavam todos, na noite do mesmo fatídico dia 31 preocupados com "c…

Prisão de Cunha é etapa de um jogo político

Ontem, a notícia que mais repercutiu foi a prisão preventiva do ex-deputado carioca Eduardo Cunha, responsável pelo ato conhecido como "impeachment" da presidente Dilma Rousseff, num processo estranho onde não houve provas mas muita - e subjetiva - convicção. 
Era na verdade um processo para tirar do poder políticos compromissados com as causas sociais e colocar no lugar verdadeiros serviçais das elites, sob ordens e apoio de instituições norte-americanas, receosas de ver o Brasil como potência no continente.
Cunha foi preso de forma tranquila, sem o estardalhaço habitualmente reservado para os odiados esquerdistas. Afinal, para as elites e a sociedade que as apoia, Cunha é somente um corrupto, não um bandido, no sentido literal do termo. Analfabetos políticos adoram inverter os sentidos de socialistas e capitalistas, livrando direitistas de serem alvo de violento rancor.
Por ter cumprido a sua função, Cunha não interessa mais a direita. Sua prisão não trará prejuízos para …