Sem ideias, Bolsonaro segue popular no Rio de Janeiro

Deite na cama após a fama. Quando alguém alcança um prestígio devido a uma qualidade, geralmente deixa de necessitar dessa qualidade para se manter em alta. É o caso do povo carioca, tido como o "mais inteligente" do país e ainda bem influente na cultura de todo o Brasil. Nos últimos anos, o povo carioca segue um processo acelerado de emburrecimento que chega a causar danos.

Uma das provas desse emburrecimento é a ignorância política que está fazendo crescer ideais fascistas no senso comum do carioca, que não faz mais questão de um homem inteligente guiando a política do estado, sugerindo medidas agressivas, não raramente cruéis para resolver os problemas do estado. nem que se tenha que resolver problemas colocando outros problemas no lugar.

Neste cenário de horror é que vemos crescer a popularidade de um boçal sem idéias como o militar da reserva Jair Bolsonaro, tratado como uma espécie de salvador da pátria na mente de um bando de ignorantes que se esquecem que o que faz os homens são as ideias, não o desejo de ferrar com o suposto inimigo.

Bolsonaro, que até agora não mostrou propostas sensatas para resolver os problemas, e em vez disso tem desfilado um festival de preconceitos que divide a humanidade em diversas sub-espécies, tem aumentado a popularidade entre a população carioca, inclusive de pessoas cujas características são reprovadas pelo próprio ex-militar convertido em cristão intolerante. Se é possível a existência em São Paulo de um negro gay como Fernando Holiday, que apoia masoquisticamente um sistema que detesta negros e gays, tudo é possível.

Suas ideias se resumem a resolver tudo de forma agressiva e preconceituosa. O desejo é devolver a "tranquilidade" dos tempos medievais, mesmo com os avanços tecnológicos. Muito mais representante dos religiosos do que dos militares (militares sensatos sempre reprovaram as atitudes de ex-militar), Bolsonaro tem se baseado no que aprendeu no fundamentalismo cristão para criar seus preconceitos e no poder, deverá agir mais como um aiatolá do que como um general.

O aumento de popularidade de um boçal sem ideias sensatas mostra a que nível chegou a ignorância do povo carioca, que perdeu a capacidade de discernimento e se aproveitando da vocação agressiva de sua personalidade - cariocas costumam se meio agressivos no seu cotidiano, até quando comemoram gols de futebol ou em momentos diversos de suposta alegria - quer alguém agressivo comandando o estado e quem sabe o país, para eliminar, através de um holocausto, aqueles que não correspondem as suas expectativas pessoais, nascidas dos mais ignorantes preconceitos.

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