Esclarecimentos necessários

Recentemente escrevemos um texto alertante sobre o crescimento de ideais fascistas no Rio de Janeiro. Ainda não recebemos nenhum comentário por e-mail ou por rede social (o site bloqueia comentários). Mas nossa equipe releu o texto e percebeu que uma leitura superficial poderia dar a entender que todo carioca é fascista. Não é.

Não escrevemos que todo carioca é fascista. O que queríamos dizer é que o fascismo cresce de forma rápida e preocupante. Também falamos que a cultura típica do carioca possui elementos que poderiam alimentar sentimentos fascistas. Mas nem todo mundo é fascista.

Há muitos cariocas de mentalidade progressista que desejam bem estar a todos e felicidade a pessoas de todos os tipos. Estes podem até não ser uma maioria, mas a quantidade de pessoas comprometidas com o progresso e com o altruísmo é bem grande.

O que deveria ser feito é que as pessoas que não são fascistas tentem conversar com alguém que demonstre alguma atitude típica do fascismo e convencê-lo que o caminho não é esse, que todos tem direito à felicidade, que quase todo mundo erra e merece uma chance. 

É preciso que fascistas em potencial ouçam seus adversários e opositores ideológicos. Ouvir quem a gente não gosta é o primeira atitude a se tomar para evitar o surgimento de ideais fascistas. O pensamento fascista sempre nasce da recusa em aceitar diferenças, exigindo sempre que o outro aja e pense igual aos preconceituosos pensamentos de quem é intolerante.

De qualquer forma, várias pessoas entrarão no site através do citado texto recente e poderão ficar indignadas. Peço que leiam também esta postagem e entender que não estávamos falando dos cariocas e sim de uma boa parcela deles. 

Aproveitando para pedir que cariocas não-fascistas contribuam para que o pensamento fascista desapareça no Rio de Janeiro, fazendo com que cariocas aprendam a aceitar as diferenças e conviver em uma localidade socialmente heterogênea.

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