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Fascismo cresce no Rio de Janeiro graças a submissão do carioca à mídia corporativa

Os ideais fascistas (não exatamente o de Mussolini, mas similares) crescem no Rio de Janeiro, servindo de pólvora à índole naturalmente agressiva do povo carioca, elitista, autoritário, preconceituoso e que sonha com uma sociedade homogênea, com mesmas ideias gostos e atitudes.

Um dos fatores a contribuir para que o ódio fascista cresça no estado gerador do maior número de casos de cyberbullying do país, é a submissão à mídia oficial. Mesmo com a internet alertando das mentiras da grande mídia, muitos moradores da Região Metropolitana do RJ ainda não aceitam a possibilidade de uma empresa tradicional de comunicação contratar um profissional para mentir.

Televisões em bares, hospitais e academias de ginástica, jornais e revistas pendurados na fachada de bancas: parados diante da tanta oferta midiática e praticamente sem assunto para falar com amigos, já que o Rio de Janeiro tem oferecido muito pouca novidade, resta ver as mentiras da mídia corporativa, repetidas ad nauseam e conversar com os amigos, parentes e colegas, espalhando mais ainda a boataria imediatamente transformada em verdade após incessante repetição.

A influência da mídia corporativa na vida do carioca é acima do que costuma acontecer em outros estados. capital cultural do país, a mídia exerce um fascínio na população local, vizinha  das maiores celebridades do país, já que é no Rio que vivem e trabalham as pessoas mais famosas do país.

Pode até ser uma hipótese o fato de cariocas serem submissos á mídia por causa das celebridades. Mas não deixa de ser interessante isso, pois as celebridades em si criam uma atmosfera de elitismo que acaba por fazer nascer um desejo fascista de eliminar do caminho aqueles que atrapalham a ganância dos mais ricos ou dos mais ou menos abastados.

Para manter a fama de povo mais influente culturalmente, é necessário melhorar a imagem do estado. O fascismo local serve bem para isso, pois a elite (ou o que se considera elite) se sente no direito de ser melhor e ter mais que os outros.

Acrescente isso a aversão a forças sócio-politico-econômicas interessadas em promover justiça social, que significa o fim dos privilégios e a transformação da ganância em um defeito socialmente reprovável (acredite, nesta onda direitista, ganância se transformou em "direito" dos privilegiados).

Acredito que estes ingredientes misturados tem feito com que cresces uma onda fascista no estado do Rio de Janeiro, a ponto da população, na contramão do que seria normal, após a decepção com direitistas moderados, preferir um extremista de direita no lugar de um esquerdista, ignorando que um fascista no poder poderá causar gigantescos estragos em um estado irremediavelmente falido como o RJ, que esconde a sua crise para enganar a todos sobre quem tem realmente a culpa sobre ela.

Na cidade dos alienados, herói é vilão e vilão é herói. Fazer o quê? 

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